A derrota e o silêncio dos petralhas paraibanos

“Petralha” é um termo criado por Reinaldo Azevedo, ex-editor da extinta (e excelente) revista Primeira Leitura e autor de um blog que agora é abrigado pelo site da revista Veja. Não sei se é uma mistura de “petista” com “canalha” ou se é uma combinação de “petista” com “metralha” (Irmãos Metralhas, de Walt Disney, ou “metralha” no sentido de lixo, entulho). De qualquer modo, é um termo muito bom para se referir aos filiados e simpatizantes do glorioso Partido dos “Trabalhadores”, campeoníssimo mundial de corrupção e outros crimes.

Os petralhas tiveram um dia de glória domingo. Não na Paraíba, porém. Devemos a Cássio Cunha Lima ter deixado os petralhas paraibanos calados e recolhidos, enquanto as ruas de João Pessoa e Campina Grande eram tomadas pelo amarelo. Grande parte do eleitorado misturou Cássio com Lula, mas a militância lulista da Paraíba era toda maranhista e não teve ânimo nem coragem para comemorar a vitória eleitoral do Grande Líder, do Pai dos Pobres, do Santo Padroeiro dos Ignorantes. Ficaram caladinhos. Ficaram em casa. Que bom.

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O mais incrível na derrocada eleitoral de Alckmin, que teve (contra a minha crença em contrário) menos votos do que no primeiro turno, é o fato de ele, mesmo assim, ter vencido a eleição em sete estados. Dou os parabéns à maioria dos eleitores dos seguintes estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima. Aumentou minha admiração pela Região Sul do Brasil (RS, SC e PR), a única das cinco regiões que deu vitória a Alckmin nos dois turnos. Que contraste com o nosso sofrido Nordeste, tão facilmente manipulável. Lembrei-me da eleição de 82, quando o regime militar ganhou no Nordeste de ponta a ponta, graças à distribuição de migalhas. Pobre Nordeste. Até quando?

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Seis em cada dez brasileiros acham normal roubar, acham normal ser cafajeste, acham normal viver cercado de cafajestes. Eu faço parte dos quatro em cada dez que pensam diferente: morro de vergonha de ter um Lula-lau na presidência do meu país. Pobre país.

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A maior delícia do segundo turno foi a derrota da oligarquia lulista do Estado do Maranhão, a famigerada família Sarney. A derrota do PT no Rio Grande do Sul também foi um gozo em cuecas, como dizem os portugueses.