A sordidez de Ben Abraham – Xeque-mate em Victor Grinbaum

Logo abaixo está a capa do livro Holocausto – O Massacre de 6 Milhões, do escritor judeu Ben Abraham, sobrevivente dos massacres perpetrados pelos nazistas germânicos durante a II Guerra Mundial (clique aqui para ver a capa.)

Agora você pode ver o fac-símile da dedicatória do então presidente da Fundação Ben Abraham, Éder Barosh, à minha pessoa, em agradecimento “pelo apoio concedido à exposição fotográfica Do Holocausto à Libertação”. Mais uma vez, clique aqui para ver a imagem.

Na época (novembro de 1997) eu era vice-presidente e diretor de desenvolvimento artístico e cultural da Fundação Espaço Cultural da Paraíba – Funesc. A vinda da exposição para a Galeria Archidy Picado, do Espaço Cultural, a mim subordinada, foi articulada pelo meu amigo e então assessor Eduardo Moreira, que diz ser judeu e é muito empolgado com sua suposta condição judaica, sendo chamado pelos amigos, jocosamente, de Eduardo Moreirenberg.

Eu já tinha na época, sobre o sionismo e o Estado de Israel, as posições que tenho hoje (posições que defendo desde que me entendo por gente; não por influência de meus pais, ambos indiferentes ao sionismo e ao judaísmo em geral). Ocorre que minha atuação na Funesc, uma instituição pública, sempre foi imparcial: nunca discriminei ninguém, nem mesmo minha meia dúzia de inimigos pessoais no meio artístico-cultural de João Pessoa, que sempre tiveram generosos espaços nos festivais e outros programas por mim coordenados (e foram muitos, em quase oito anos de intensa atuação administrativa). Por essa e por outras razões, saí da Funesc, ao término do governo a que servi, muito maior do que lá entrara.

O que mais me chamou atenção no livro de Ben Abraham foi o completo silêncio sobre o genocídio dos ciganos pelos nazistas germânicos, proporcionalmente tão grave quanto o massacre dos judeus: foram mortos dez vezes mais judeus do que ciganos, mas havia dez vezes mais judeus do que ciganos nas áreas atingidas. Como Ben Abraham faz a mágica de apagar os ciganos do genocídio nazista? Diluindo-os nas nacionalidades: um judeu polonês morto é um judeu, mas um cigano romeno morto é um romeno, não um cigano. E, assim, lá se vão os ciganos, deixando os judeus com o monopólio do genocídio étnico cometido pelos nazistas germânicos (hoje há nazistas judeus, mas isso é outra história). Se considerarmos o genocídio cigano, cai por terra, como bem argumentou o judeu Norman Finkelstein em A Indústria do Holocausto, o argumento judeu de que os nazistas germânicos os perseguiram porque se sentiam inferiores em relação aos hebreus. Com o sumiço dos ciganos massacrados, o Holocausto é transformado numa grife judaica, exclusivamente judaica, grife usada para todo tipo de chantagem e exploração política, por meio das quais os sionistas ganham o “direito” de cometer as maiores barbaridades contra palestinos e libaneses, sendo os ousados que se atrevem a criticá-los tachados de “nazistas”, “anti-semitas”, “novas versões de Hitler” e outras asneiras.

Outro fato varrido para debaixo do tapete é que morreram em campos de concentração germânicos muitos cidadãos alemães que não eram judeus nem ciganos. Morreram porque eram comunistas, homossexuais, antinazistas de um modo geral, testemunhas-de-Jeová (que recusavam o serviço militar), deficientes físicos ou mentais, etc. Victor Grinbaum usa a omissão desses grupos nas estatísticas para tentar justificar a omissão dos ciganos por Ben Abraham. Não cola. Não cola porque esses grupos não são etnias, enquanto os ciganos são uma etnia tanto quanto os judeus. Se duas etnias foram esmagadas, por que só se fala em uma? Os sionistas praticam um crime contra os ciganos e contra a humanidade ao monopolizar o Holocausto, transformando-o numa grife e num instrumento político usado para a opressão impune cometida contra palestinos e libaneses, vítimas de ocupação, de bombardeios, de massacres, de roubo de terras e de todos os tipos imagináveis de humilhação. Um dia isso tem que acabar! Depois não reclamem quando sofrerem um ataque realmente grande.

Chama a atenção também no infame livro de Ben Abraham o sumiço de dois terços dos mortos russos. Segundo Abraham, morreram “apenas” sete milhões de russos na II Guerra Mundial, sendo destes, de acordo com ele, quase 80% militares. Isso é uma falsificação grosseira. A grande maioria dos russos mortos era civil, e já vi estimativas de 20 milhões de soviéticos mortos, a grande maioria russos, a grande maioria civis.

Essa subestimação das vítimas russas não é gratuita. Tem o objetivo de não ofuscar a mortandade judaica, de realçá-la, de pôr e manter os judeus no posto de grandes vítimas, de as maiores vítimas, os eternos coitadinhos com salvo-conduto para cometer as piores barbaridades contra palestinos, libaneses e muçulmanos em geral. Como disse ironicamente um colunista de um jornal israelense citado por Norman Finkelstein: “Nós podemos fazer isso, porque nós temos o Museu do Holocausto”.

As estatísticas de Ben Abraham estão na página 10 da 29ª edição de seu infame livro.

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