Abstenção diferencial poderá ser decisiva a favor de Serra

Vejamos a disputa presidencial região por região:

1. Região Sul (15% do eleitorado nacional): Extremamente favorável a Serra (Alckmin ganhou lá nos dois turnos em 2006). Prognóstico: 30 pontos a favor de Serra (65 a 35% dos votos válidos). Peso na disputa: + 4,5 a favor de Serra.

2. Estado de São Paulo (23% do eleitorado nacional): Extremamente favorável a Serra (Alckmin também ganhou lá nos dois turnos em 2006). Prognóstico: 30 pontos a favor de Serra (65 a 35% dos votos válidos). Peso na disputa: + 6,9 a favor de Serra.

3. Rio de Janeiro e Espírito Santo (10% do eleitorado nacional): Levemente favorável a Dilma. Prognóstico: 10 pontos a favor de Dilma (55 a 45% dos votos válidos). Peso na disputa: + 1,0 a favor de Dilma.

4. Estado de Minas Gerais (11% do eleitorado nacional): Equilíbrio. Prognóstico: empate estatístico (mais ou menos 50 a 50% dos votos válidos). Peso na disputa: nulo, devido ao empate estatístico.

5. Região Nordeste (26% do eleitorado nacional): Extremamente favorável a Dilma. Prognóstico: 30 pontos a favor de Dilma (65 a 35% dos votos válidos). Peso na disputa: + 7,8 a favor de Dilma.

6. Região Norte (7% do eleitorado nacional). Dilma ganha no Amazonas, no Amapá, no Acre e em Tocantins; Serra vence em Rondônia e em Roraima; há equilíbrio no Pará, o estado mais populoso da região. Prognóstico: 10 pontos a favor de Dilma (55 a 45% dos votos válidos). Peso na disputa: + 0,7 a favor de Dilma.

7. Região Centro-Oeste (7% do eleitorado nacional). Dilma ganha no Distrito Federal; Serra vence nos três estados (Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). Prognóstico: 10 pontos a favor de Serra (55 a 45%). Peso na disputa: 0,7 a favor de Serra.

Temos no total uma vantagem de 2,6 pontos percentuais a favor de Serra. Eleição apertada. É aqui que entra a abstenção diferencial de que fala o título do artigo. Enquanto nos redutos serristas (Sul e São Paulo) a abstenção tende para os 15%, no reduto dilmista (Nordeste) a abstenção tende para os 25%. Isto pode ser absolutamente decisivo a favor de Serra numa eleição ainda mais apertada do que nossa projeção indica. Serra pode ser eleito pela abstenção diferencial.