Al Gore pode ser candidato de compromisso
É extremamente improvável, mas não é impossível. Ao confundir o improvável com o impossível, o senso comum cai no conceito torto de “milagre”.
Assistimos recentemente a dois eventos extremamente improváveis nos Estados Unidos. O primeiro, em 2000, quando a eleição presidencial americana foi decidida por quinhentos e poucos votos no populoso Estado da Flórida. O segundo, em 11 de setembro de 2001, quando um bando meio atrapalhado de dezenove árabes, armados unicamente com estiletes, conseguiu demolir as duas hipertorres do World Trade Center (“Alá seja louvado”).
O cenário para Gore ser candidato a presidente tem uma série de etapas:
- Nem Obama nem Hillary obteria o número de delegados eleitos para conseguir a vitória sem depender dos 796 superdelegados.
- Obama teria mais delegados eleitos e mais votos no conjunto das eleições primárias, mas, se considerados os estados da Flórida (a Flórida, sempre La Florida) e de Michigan, Clinton teria mais votos e mais delegados eleitos. Os dois estados foram punidos com a exclusão da Convenção por insistir em votar antes do prazo estabelecido pelo Comitê Nacional Democrático.
- Mudar as regras para beneficiar Hillary seria um escândalo. Por outro lado, manter a exclusão dos dois estados, ambos importantes nas eleições gerais de novembro, poderia ser muito danoso para o partido.
- Numa situação como esta, qualquer um dos escolhidos pelos superdelegados teria sua escolha contestada e a crise estouraria, jogando fora uma eleição que os democratas têm tudo para ganhar.
- Neste caso, a Convenção poderia aclamar Al Gore como o candidato consensual do partido, como alguém que está acima de todas essas querelas e disputas prejudiciais ao partido.
Improvável? Sim, extremamente. Mas não impossível.



Olá! Meu nome é 



















































Ademar
em 18 de fevereiro de 2008
Caro Gilson, se não me engano no massacre de 11 de setembro de 2001, morreram árabes e alguns muçulmanos. Não entendi o Alá seja louvado. Fora isso sua explanação está correta, mas acredito que o Al Gore esteja desgastado e não tenha o mesmo apelo de mudança.
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Oriente Médio Vivo - Divulgação
em 20 de fevereiro de 2008
Está publicada a Edição nº 90 do jornal Oriente Médio Vivo.
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Você pode baixar a mais nova edição, assim como todas as anteriores, no nosso website, no endereço:
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Aproveitando esse momento, gostaria de convidá-los para o novo Fórum de Discussão do Oriente Médio Vivo, no endereço abaixo:
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Agradecemos desde já pelo interesse e atenção.
Para qualquer outra informação, sugestão, crítica ou comentários, não hesite em entrar em contato conosco, através do e-mail:
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Mais uma vez, obrigado.
Cordialmente,
Humam al-Hamzah
Oriente Médio Vivo
http://www.orientemediovivo.com.br
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Gilson
em 6 de março de 2008
Terça-feira Obama ganhou Vermont por 19 pontos. E perdeu Rhode Island por onze pontos, Ohio por dez e Texas por três.
Sua vantagem no total de delegados já definidos caiu de 120 para 109. Quer dizer, não mudou muito.
Faltam doze eleições primárias e a definição de uns 400 superdelegados, aqueles que são livres para votar num ou noutro. Clinton precisa de 58% de tudo o que falta ser definido para ganhar a indicação. Obama só precisa de 43%.
Clinton, porém, dificilmente jogará a toalha antes da Convenção. Como nenhum dos dois conseguirá um número de delegados eleitos para encerrar a disputa antes da Convenção, somente daqui a cinco meses o Partido Democrático terá um candidato oficial.
Alguns analistas acham que isso vai ser bom para o partido, que vai atrair quase todas as atenções até lá e vai chegar a novembro muito mobilizado. Outros acham que a disputa entre os candidatos democratas vai beneficiar o candidato republicano John McCain.
Veremos. Atualmente, Obama está à frente de McCain 5,5 pontos na média das últimas pesquisas. Clinton está 0,3 à frente do candidato republicano.
Gilson Gondim
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Gilson
em 7 de março de 2008
Discordo de Ademar Benevolo quanto ao suposto desgaste de Al Gore. Pelo contrário: como se dizia antigamente, Gore está na crista da onda, com o prestígio lá em cima.
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Ademar Benevolo
em 20 de março de 2008
Gilson,
Ele está na crista da onda pela questão ambiental, que mais na frente todos vão ver que o aquecimento global não tem só a mão humana por trás. A poluição humana não tem peso tão grande, como dizem ele e muitos ambientalistas. Politicamente não sei se emplacaria de novo, principalmente com o sucesso do Obama. Seria como mudar do vinho pra água. Inclusive para a amazônia, o Al Gore tem projetos interessantes. Como amigo do meio ambiente, como aparece na mídia, com certeza vai querer interferir nos projetos brasileiros daquela região.
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