As armas de Dilma e Serra para o segundo turno
O segundo turno para presidente são favas contadas. A pesquisa Datafolha divulgada em 28 de setembro mostra que Dilma continua caindo e já está quase sendo ultrapassada pela soma dos adversários. É uma tendência confirmada, que tem tudo para se acentuar nesta reta final. Portanto, volto os meus olhos já para o segundo turno.
A vantagem de Dilma sobre Serra na projeção de segundo turno do Datafolha vem caindo fortemente: de 22 pontos percentuais para 13, em menos de duas semanas. Serra deverá entrar no segundo turno com no máximo 10 pontos atrás de Dilma, na projeção para o dia 31 de outubro, data do segundo turno. Se ele conseguir tomar dela 0,25% por dia, reduzirá a diferença em 0,5, meio ponto percentual, por dia, pois, quando um perde e o outro ganha, conta-se em dobro. Lá por volta do dia 22 de outubro, a eleição estaria empatada e a decisão se daria nos nove últimos dias.
Quais são as armas de cada um para o segundo turno? Dilma tem duas armas:
- Lula, Lula e mais Lula.
- O discurso terrorista de que o adversário acabaria com o Bolsa Família e privatizaria a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, a Petrobrás e os Correios.
A arma “Lula” está meio desgastada, pois está sendo usada em excesso e de modo muito agressivo na reta final do primeiro turno, sem conseguir deter a sangria da candidata. O terrorismo também está excessivamente requentado, pois já foi usado à exaustão na eleição passada e nesta.
Quais, por sua vez, deverão ser as principais armas de Serra?
- O discurso social (salário mínimo de 600 reais e reajuste de 10% para todos os aposentados).
- A comparação de biografias.
- Sua superioridade em debates.
- O discurso anti-PT, não anti-Lula, e a demonstração de que Dilma, ao contrário de Lula, será frágil diante dos aloprados do partido.
- O Caso Erenice tem que continuar em pauta, pois ela foi braço direito, adjunta e sucessora de Dilma, indicada por esta. É preciso repetir e repetir que se Dilma não foi capaz de escolher sua adjunta e sucessora, não será capaz de escolher um ministério e milhares de cargos na administração federal.
- O discurso desenvolvimentista, enfatizando, por exemplo, a construção do metrô em várias cidades, inclusive João Pessoa.
- O discurso da decência, do exemplo e do país que queremos deixar para nossos filhos e netos.
Mostrar a importância do próximo presidente, que terá de ser alguém capaz de preparar o Brasil para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Com tempo igual de televisão e rádio e contando com a reversão de expectativas a seu favor, Serra tem grandes possibilidades de vitória. Não será fácil, porém, pois a guerra será sangrenta.



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