Bandidos da Asper e capangas de Severino Paiva agridem fisicamente Gilson Gondim

Início da noite de terça-feira 10 de outubro de 2006. Dirijo na BR-230 no sentido João Pessoa – Cabedelo. Ouço no rádio que houvera um atropelamento em frente à Faculdade Asper, na pista contrária. “Os estudantes da Asper fecharam completamente a estrada, Ninguém passa, nem num sentido nem no outro”. Era tarde demais para voltar. Eu estava preso na arruaça dos baderneiros da Asper.

Fiquei mais de quarenta minutos no carro. Resolvi sair e andar em direção ao aglomerado. Esperava encontrar um clima de consternação e comoção pelo atropelamento. Nada disso! O clima era de baderna, farra, arruaça. Tentei argumentar com os baderneiros. Eles me agrediram verbalmente. Um deles me atirou uma pedra na boca. Começaram a aproximar-se ameaçadoramente. Revidei a pedrada, atingindo de volta o agressor.

Os bandidos da Asper, então, partiram para cima de mim com fúria homicida. Jogaram-me no chão e dispararam uma saraivada de socos e pontapés. Eu estava sendo linchado! Iam me matar os desgraçados. Fui salvo por um pequeno grupo de moradores da vizinhança, pessoas simples, humildes, decentes, inteiramente diversas da corja da Asper. Quem comandou meu salvamento foi um rapaz moreno escuro, sem camisa e trajando uma bermuda azul. Muitas das pessoas que viram as fotos na primeira página do Correio da Paraíba pensaram que o tal rapaz era um dos algozes. Nada disso! Eu devo minha vida a ele. Não tenho palavras para lhe agradecer. Gostaria de algum dia poder fazer algo por esse rapaz. Ele foi de uma decência raríssima nos dias de hoje.

O mesmo não se pode dizer dos dirigentes da Asper. Fui à faculdade na manhã seguinte à minha quase morte e fui atendido por um tal de Edson, gerente de unidade. Sujeitinho cínico e debochado, disse que a Asper não tinha nada a ver com o episódio e não queria saber do assunto. Perguntei-lhe por que não havia nenhum segurança da faculdade no meio do tumulto, tentando acalmar os ânimos. Ele me respondeu, com o mesmo ar cínico e debochado, que a Asper não tem, simplesmente não tem, nenhum pessoal de segurança. A faculdade não tem um só segurança! Está tudo gravado. Falei por telefone com um tal de Silvio, secretário do diretor da Asper, Severino Paiva. Ele me disse que a Asper não tem nenhum pronunciamento a fazer sobre o assunto e que a faculdade não identificaria os agressores, claramente visíveis numa das fotos.

Liguei então para o gabinete de Severino Paiva na Câmara Municipal. Ele, além de diretor da Asper, preside o parlamento de João Pessoa (é também um candidato a deputado estadual recém-derrotado). Um assessor seu, de nome Miguel Arcanjo, fez toda uma prosopopéia, dizendo que anotara tudo e que Paiva me receberia logo após a sessão da Câmara. Criticou severamente o sujeitinho Edson, dizendo que do “Professor” Paiva eu receberia um tratamento totalmente diferente. Fui à Câmara Municipal. Depois de um chá de cadeira, o mesmo Miguel Arcanjo me disse que Paiva não ia me receber. Caminhei então até a sala de Paiva, fazendo questão de falar com ele.

Aí aconteceu de novo: os capangas de Paiva, incluindo o tal Miguel Arcanjo, pularam sobre mim, agarraram-me, puxaram-me, arrastaram-me para fora do Gabinete e do corredor e me empurraram para fora da Câmara, causando-me novas escoriações, Prestei queixa à polícia novamente e fiz novo exame de corpo de delito.

Vou processar Paiva e a Asper. E vou processar, por tentativa de homicídio, cada um dos autores da primeira agressão, tão logo eles sejam identificados pela polícia, a quem a Asper vai ter que entregar seus fichários. A maioria dos agressores tem o rosto claramente visível numa das fotos. Vou levar essa história longe, muito longe, tão longe quanto a lei me permitir.

Quanto à Asper, não é apenas uma faculdadezinha de 15ª categoria. É um antro de marginais, um covil de bandidos da pior espécie, comandados pelos capangas de uma figura reles e desprezível como “Professor” Paiva. A julgar pelo comportamento de seus alunos e de seus capangas, Severino Paiva é professor de linchamento. Em vez de construir uma passarela em frente a sua faculdade, deveriam é fechar aquela espelunca. Aliás, por que o Sr. Paiva não põe os capangas do seu gabinete para trabalhar como seguranças na Asper? Por que a Asper não tem nenhum segurança e o seu diretor tem vários na Câmara Municipal? De que foge o Sr. Paiva? De suas responsabilidades?

Aviso aos navegantes: todo o episódio da Câmara Municipal foi gravado, assim como a confissão do desprezível Edson, um dos “homens” do Professor de linchamento.