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	<title>Múltiplos Universos - Blog do Gilson Gondim &#187; Você no Múltiplos</title>
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	<description>O Múltiplos Universos é o site do Gilson Gondim, que escreve sobre diversos assuntos polêmicos relacionados à Bíblia, contradições da Bíblia, Israel, política, eleições americanas, judeus, sionismo e assuntos diversos.</description>
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		<itunes:summary>Muacute;ltiplos Universos eacute; um site de artigos polecirc;micos, atualizado diariamente.</itunes:summary>
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		<title>JE$U$ E DEU$</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Nov 2007 10:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Camelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Detesto esta dupla&#8230;! Pô meu, que heresia!  Se for heresia, Deus que me perdoe! Detesto sim o Jesus e o Deus com cifrão que estão tão em moda nos dias atuais. Este Jesus pasteurizado, comercial, mercantilizado, explorado de todas as&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Detesto esta dupla&#8230;! Pô meu, que heresia!  Se for heresia, Deus que me perdoe! Detesto sim o Jesus e o Deus com cifrão que estão tão em moda nos dias atuais. Este Jesus pasteurizado, comercial, mercantilizado, explorado de todas as formas, vendido a retalho no varejo, como um boi no açougue!</p>
<p>Já não basta a crucificação, sacrifício supremo sofrido por Ele para estabelecer a “PAZ”, o bem da humanidade? Se isto ainda não aconteceu, a culpa foi única e exclusivamente do maldito homem, “imagem e semelhança do próprio Deus”! Teria Deus falhado nessa empreitada?</p>
<p>Voltemos a Jesus. Se seu sacrifício foi válido, não precisaríamos mais nos sacrificar. Se o fizéssemos, estaríamos diminuindo o valor do que foi feito pelo Cristo, porque neste caso a nossa participação seria um tipo de complemento, demonstrando assim que nosso Jesus não teria feito 100%.</p>
<p>Porque as &#8220;igrejas cristãs&#8221; exigem tantos &#8220;sacrifícios&#8221; da nossa parte e sempre sacrifícios financeiros? Quanto Jesus leva nisso? Será que ele precisa? Dizem que é para provar a nossa fé. Mas sempre com dinheiro?</p>
<p>Hoje as grandes cadeias de <strong>estabelecimentos comerciais da fé</strong> funcionam como verdadeiros <strong>&#8220;cassinos gospel&#8221;</strong>, onde vale aposta de toda espécie, para justificar a &#8220;teologia da riqueza&#8221;. Cassinos sim, pois trabalham como nos jogos de azar, onde você aposta, desafiando Deus!</p>
<p>Se perder sua aposta, de quem é a culpa? Sua, evidentemente! Não teve fé. Não tem nada escrito, não pode ir ao Procon! Dançou você e dançou Deus! E o dinheiro da aposta? Fica naturalmente com o dono do &#8220;cassino&#8221;.</p>
<p>Que liberdade é esta com o Arquiteto do Universo? Cadê o respeito?</p>
<p>O que faria Jesus se aqui estivesse, se cada templo hoje é um verdadeiro bazar? Lembram o que Ele fez por muito menos com relação aos vendilhões do templo de Jerusalém? Hoje eu não queria nem estar por perto!</p>
<p>Certa vez, em São Paulo, enquanto estava esperando por uma pessoa na estação rodoviária do Glicério, no Brás, resolvi entrar em uma &#8220;igreja&#8221; que ficava nas proximidades. Era um grande galpão industrial desativado, devidamente adaptado, com as paredes fartamente decoradas com muletas, cadeiras de roda, óculos, etc&#8230;</p>
<p>Ao entrar, passei por um bazar repleto de ofertas de todo preço. Então, finalmente fui abordado por um <strong>&#8220;obreiro vendedor interno&#8221;</strong> que se ofereceu para me vender <strong>&#8220;uma graça&#8221;</strong>! Tinha graça de todo tipo e valor, conforme a disponibilidade divina e o grau de importância para o comprador! Apresentou-me ele um cartão do tipo usado pelos vendedores de prestação que vendem de porta em porta.</p>
<p>Funcionava da seguinte maneira: Uma graça era escolhida, como, por exemplo, um emprego. Daí era verificado o valor tabelado, digamos R$ 500,00, que era marcado no topo da ficha. Então o futuro agraciado iria pagando pouco a pouco até fechar o valor total. Concluído o pagamento, em dia determinado eram reunidos todos os cartões quitados, em seguida postos sobre uma mesa no <strong>palco</strong>, onde então o pastor faria uma oração <strong>&#8220;ordenando a Deus&#8221;</strong> que atendesse todos os pedidos. Daí era só esperar a bênção. Perguntei se era garantido e o vendedor me falou que iria depender unicamente da minha fé. <strong>Dá pra tu ou fica apertado?</strong>  Parece brincadeira, mas é verdade. Isto é uma das centenas de formas de aplicação do que convencionei chamar de <strong>ESTELIONATO ESPIRITUAL</strong>! Tá na cara pra todo mundo ver, e a Polícia Federal não pode fazer nada, está tudo dentro da lei. Depois querem prender aqueles caras que ficam no centro da cidade com três tampinhas e uma bolinha pegando os bobos e desavisados. A bolinha está lá <strong>&#8220;em nenhuma delas&#8221;</strong>. O cara te deu a oportunidade; se você não encontrou, a culpa foi sua que não teve a atenção necessária!</p>
<p>Sacanagem&#8230; É uma concorrência muito desleal que estão fazendo com <strong>Zé Arigó</strong>, <strong>Dr Fritz</strong> e principalmente <strong>MÃE DELAMARE&#8230;!!!</strong></p>
<p>É lamentável, mas é isto que estão fazendo com <strong>JESUS e DEUS!</strong> (sem cifrão ).</p>
<p>Vamos fazer alguma coisa para reverter isto!</p>
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		<title>Cultura Cristã</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Sep 2007 09:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Davi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Você no Múltiplos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Provavelmente  o passo mais difícil a ser dado e o mais raramente visto pelo ateu,  agnóstico, ou simplesmente pelo não-cristão seja não ser cristão.  Não falo sobre o aspecto religioso propriamente dito, mas pelo cultural.</p>
<p>Alguns costumes  e valores como&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Provavelmente  o passo mais difícil a ser dado e o mais raramente visto pelo ateu,  agnóstico, ou simplesmente pelo não-cristão seja não ser cristão.  Não falo sobre o aspecto religioso propriamente dito, mas pelo cultural.</p>
<p>Alguns costumes  e valores como casamento, fidelidade, honra, gratidão, caridade, respeito  aos pais, deveres com os filhos e mais uma imensa lista de noções  são aprendidas por nós, como inseridos nesta cultura, e raramente  libertados, mesmo após a capitulação do conceito religioso, de sorte  que não é raro ser visto como única diferença entre o católico  comum e o ateu é o hábito de rezar, quando muito.</p>
<p>Do ponto de vista  racional, os valores não têm muita razão de ser, não são justificados,  embora alguns sejam justificáveis. Negar o cristianismo não significa  negar absolutamente tudo o que é derivado da filosofia cristã, mas  tudo o que não tem razão de ser. Como bem pretendia Bazárov, de Turguêniev,  e Nietzsche no livro Aurora.</p>
<p>É fácil tomar  de assalto exemplos de valores que em nível individual servem mais  como empecilho do que como ferramenta de desenvolvimento. O egoísmo  é um bom exemplo disso. Aliás, é um traço de caráter jamais condenado  pelos gregos. O que pode haver de mais irracional do que não ser egoísta.  Até Deus, nos moldes do cristianismo, é egoísta ao condenar todos  os que não concordam com ele a Hades, como diria Max Stirner.</p>
<p>Mas não há  nada de errado nisso, senão para os que são incapazes de enxergar  a loucura da ação contrária. Quem pode cuidar tão bem de você quanto  você mesmo? Quem fará algo substancial por você senão você mesmo?  As respostas são óbvias, simplesmente porque todos são egoístas  recalcados. Pudera não fossem!</p>
<p>O jargão que  diz “o amor é uma troco” é acertadamente um conceito egoísta,  pois a entrega só existe mediante recebimento. Só um tolo dá mais  do que recebe, parafraseando Schopenhauer, seria um “mau negócio  que não compensa o investimento”. Mas é justamente isso que o cristianismo  prega ao contrário. Sim. Você deve dar sem olhar a quem, sem olhar  retorno, em última instância, conforme-se em sair perdendo. Mas eles  acabam voltando atrás ao dizer “que será dado o reino dos céus”,  oras, então você dá porque receberá de Deus? Ou se Deus “dissesse”  que é irrelevante mesmo assim você faria? Por que você faz senão  para agradar a Deus?</p>
<p>Direta ou indiretamente,  são seus problemas que importam, direta ou indiretamente, é contigo  que você está preocupado. Então não questione o meu egoísmo, pois  não preciso disfarçá-lo. Só quero que o que é meu gere frutos para  mim, até a última instância.</p>
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		<title>Profecia</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Aug 2007 09:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonio Camelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Você no Múltiplos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><em><strong>&#8220;De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver prosperar a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega</strong></em> <em><strong>a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a</strong></em>&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>&#8220;De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver prosperar a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega</strong></em> <em><strong>a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto&#8221;</strong></em></p>
<p>Não era bem assim que eu gostaria de iniciar. O texto acima foi falado por Rui Barbosa, no senado federal em <strong>1914</strong>, no século passado, mas quase um século depois continua cada vez mais atual! A seguir explicarei o motivo do título acima.</p>
<p>Gosto muito de observar as religiões, com o objetivo de colher o que há de melhor em cada uma delas. Em ocasiões oportunas começarei a falar a respeito. Como resultado dos meus estudos resolvi fundar a minha própria religião, a do <strong>&#8220;Eu Sozinho&#8221;</strong> onde sou ao mesmo tempo pastor e crente, papa e discípulo e, principalmente <strong>PROFETA.</strong> Isto mesmo, &#8220;Profeta&#8221;!</p>
<p>Assim sendo, quero iniciar neste site, fazendo uma <strong>&#8220;profecia&#8221;&#8230;</strong></p>
<p>Enquanto escrevo, está se desenrolando o <strong>&#8220;escândalo da hora&#8221;</strong> e quem sabe, nas incubadoras deste submundo, outros estão em andamento, em fases distintas, para não interromper o fluxo que se iniciou em 1500! É simplesmente como uma eficiente &#8220;linha de montagem&#8221;!</p>
<p>Dizem meus oráculos que todos serão inocentados, pois tudo o que vemos na mídia são apenas leves indícios, sem provas consistentes, sem nenhuma evidência clara de envolvimento daqueles que estão logo abaixo de Deus e muito acima dos homens! Para eles tudo é possível, desde que seus atos sejam feitos com segurança e não se deixem provas! E, em caso de serem pegos de “calças curtas”, com a mão na massa, é muito simples; basta negar tudo, morrer negando e, em caso de CPI, permanecer calado como manda a lei! Afinal ninguém é obrigado a configurar provas contra si mesmo.</p>
<p>Haverá como sempre a figura de um &#8220;bom advogado&#8221;, “expert” nos labirintos e porões das leis, que proporcionam um desfilar sem fim de famigerados recursos até chegar o momento de prescrever. São raposas tomando conta de galinhas, fazendo leis para uso próprio! Com o poder na mão e recursos financeiros fáceis que têm, também podem adquirir um mandato, com direito a tudo, inclusive a tal &#8220;impunidade parlamentar&#8221;!</p>
<p>Para eles tudo, desde uma licença médica relâmpago, para sair magicamente de cena até a indulgência de seus pares! Penso que todos aqueles que facilitam, obstruem ações punitivas, fazem vista grossa cruzando os braços, usando de conivência, devam ser considerados como cúmplices, em qualquer esfera do poder!</p>
<p>Nada acontecerá a ninguém. Como &#8220;profeta&#8221;, posso garantir, com validade para o &#8220;escândalo da vez&#8221; e tantos outros que certamente hão de vir!</p>
<p>O vírus da malandragem, corrupção e impunidade já se faz presente em todas as esferas do poder, com um sincronismo macabro!.. Quem imaginaria ver tantos magistrados aparecendo na mídia como bandidos comuns, <strong>p&#8230;. errei</strong>, &#8220;bandidos especiais&#8221;!</p>
<p>Pensando bem, já que os poderes são três, é bem compreensível que ajam em sincronia. Afinal, pelas leis da física, três pontos determinam um plano e, conseqüentemente, um equilíbrio. É como um tripé de máquina fotográfica: se uma perna encurtar ou aumentar bem mais do que as outras, a máquina cai. Assim sendo, para manter o equilíbrio todos devem agir com um mínimo de sincronismo!</p>
<p>De onde veio todo o dinheiro que fluiu pelo &#8220;valerioduto&#8221; e tantos outros tão bem conhecidos? Quem foi punido? Nossa memória é curta. É como se jogar uma pedra nas águas de um lago tranqüilo; depois de pouco tempo a água se acalma novamente e ninguém mais saberá o que pouco antes aconteceu!</p>
<p>E a juventude? Está ai, cega, surda e muda, narcotizada com um bem planejado sistema de atrações e de inversão de valores que a faz deixar de enxergar o que está acontecendo à sua volta!</p>
<p>É preciso que os jovens de hoje estejam alertas, opinem, se manifestem, como nos anos rebeldes, digam &#8220;estou aqui&#8221;, de forma inteligente, não através de manifestações sinistras como o uso de drogas e afins, mas, atentos a tudo à sua volta, gritando por seus direitos, sem esquecer dos seus deveres. Afinal, serão os herdeiros diretos do que restar da insaciável fome dos &#8220;abutres de gravata&#8221;!</p>
<p>Jovens, acordem, lembrem-se de que não são a última geração, que após vocês virão seu filhos e netos. E o que pretendem deixar para eles? Lixo moral, vergonha, corrupção, roubalheira, e impunidade? Tô certo ou tô errado!</p>
<p>Vou finalizar dizendo que ainda <strong>&#8220;não sinto vergonha de ser honesto!&#8221;</strong></p>
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		<title>Livre-arbítrio e Determinismo</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Aug 2007 09:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Davi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Você no Múltiplos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Guerras  cruéis e sangrentas na televisão! Trágico? Não. Alarmante? Muito  menos. Culpados e inocentes? Bobagem. Não existem escolhas, o que matou  e o que morreu estavam fadados a matar e a morrer. Pouco importa quem  matou e quem morreu. Pouco&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Guerras  cruéis e sangrentas na televisão! Trágico? Não. Alarmante? Muito  menos. Culpados e inocentes? Bobagem. Não existem escolhas, o que matou  e o que morreu estavam fadados a matar e a morrer. Pouco importa quem  matou e quem morreu. Pouco importa quem sorriu e quem chorou. Pouco  importa se as cenas são fortes ou são trágicas. É só o caminhar  de uma vida sem razão de ser ou uma vida q individualmente encontramos  a razão de ser, e isto também é niilismo.</p>
<p>Imagine  que seu pai resolve te presentear por você ter passado no vestibular  com um carro. Vocês vão numa grande feira de automóveis. Você se  mostra bastante indeciso em meio a tantos carros. No entanto, seu pai  sugere: “Escolha qualquer carro, o que sair, saiu”. Ocorre que isso  é impossível. Você pode escolher algum carro baseado na cor que prefere,  mas a cor de sua preferência pode ser uma herança genética ou traço  cultural [veio de fora, veio do determinismo]. Você pode escolher baseado  no mais bonito, mas o seu conceito de belo é fruto da sua criação  [veio de fora, veio do determinismo]. Você não quer carro antigo porque  dizem que é carro de velho ou que não compensa [veio de fora, veio  do determinismo] e mesmo que você compre só de birra, ainda assim,  seu ato foi determinado pelo seu ímpeto em contradizer a opinião da  maioria, porém, este mesmo ímpeto ou é uma herança cultural ou uma  característica genética [veio de fora, veio do determinismo]. Não  há furo, a escolha é uma ilusão.</p>
<p>Surge  a questão se existe livre-arbítrio neste mundo? Será que todas as  suas escolhas são realmente suas e são realmente escolhas. A refutação,  preconceituosa, de antemão, ao determinismo provém de uma perplexidade  sartreana ao fato de não atribuir o culpado ao crime. Ou seja, ninguém  poderia ser condenado por crime algum, uma vez que nada decidiu, mas  agiu simplesmente por uma série de circunstâncias? Alto lá. Na natureza  existe a lei do mais forte, os fracos e oprimidos, são, logo, enfraquecidos  e oprimidos, não é o que fazemos com os criminosos? Uma maça podre  não tem culpa de ser podre, de ter sido assolada, e nem por isso o  ceifeiro  a “perdoa”.</p>
<p>O  que digo é: não! A pessoa não é culpada por seus crimes, mas quando  temos gangrena “arrancamos e jogamos fora”; a gripe combatemos;  e o criminoso aniquilamos. O fato de o louco ser protegido pela constituição  pela inculpabilidade não faz dele um inocente a um crime, e tampouco  previne ele de ser encarcerado [mesmo que seja numa penitenciária psiquiátrica].  O homem que realmente sem intenção atropela um pedestre responde criminalmente  pelo “crime que cometeu”, mas ele não tinha culpa? A questão não  é essa. Todo crime tem sua conseqüência, e se deseja que cada qual  receba a devida equação por seus erros e “erros” no tribunal:  o remédio certo para a enfermidade certa.  O determinismo de modo  algum prega o fim das penitenciárias, mas sabemos que elas são muito  mais métodos de contenção de “epidemias” do que de reabilitação.  Em poucas palavras, ninguém é culpado, no literal da palavra, pelo  crime que comete, porém este câncer, o criminoso, merece a devida  terapia: o isolamento! É muito mais um fato natural, pois a natureza  não é perfeita, do que uma escolha.</p>
<p>4.  Não há nada na sua atitude que seja uma escolha verdadeiramente sua.  Uma leitura da literatura de costume de alguém deflagra inquestionavelmente  seu modo de agir e é flagrante no seu linguajar. Não é, de modo algum,  mera coincidência que pessoas do mesmo meio tem um linguajar parecido.  É ter a mente muito estreita acreditar que países como a Rússia,  China e República Tcheca tem grande número de ateus por mero acaso;  ou que na Itália quase todo cristão seja católico por uma escolha  verdadeiramente livre.</p>
<p>Ao  passo que normalmente o cachorro preparado para rincha é comumente  violento o ser humano educado para ser bandido é comumente criminoso.  Mas e as exceções? Oras, temos tanto exceções no mundo animal como  no mundo humano e, pasmem, em semelhantes quantidades. Se a natureza  não tem livre-arbítrio o ser humano também não deve ter.</p>
<p>O egoístico  é nos  penalizado (mesmo após ter-se entendido a impossibilidade do  inegoístico)</p>
<p>O necessário  é nos penalizado (mesmo após ter-se entendido a impossibilidade de  um liberum arbitrium e de uma “liberdade inteligível”). (Nietzsche,  Fragmentos Finais: 52)</p>
<p>Desculpem-me  a presunção, mas o determinismo para mim é algo que não passa de  óbvio. Não há um verso do livro da vida que não tenha causa e conseqüência  discernível, nem mesmo o pensamento é original, nem mesmo estas palavras  que vocês lêem são originais [no sentido amplo], mas o produto de  tudo que se fez e de tudo que se faz em todos os tempos. A biografia  de qualquer um é o produto da miscelânea de tudo que há ou houve:  de capa a capa, de verso a verso, ato a ato.</p>
<p>Se você  tivesse os genes de Hitler, sua história de vida, seu contexto histórico-cultural  e as oportunidades que ele teve, você seria Hitler para todos os efeitos  práticos. Isto é, você faria tudo aquilo que ele fez. (Gondim: 2005,  p.200)</p>
<p>Dizem que nós  fazemos nossas próprias escolhas, mas quem fez nossas opções?</p>
<p><a title="Clique aqui para ler o resumo do currículo de Mateus Davi" href="http://multiplosuniversos.com.br/site/curriculo-de-mateus-davi/"><strong>Clique aqui para ler o resumo do currículo de Mateus Davi</strong></a></p>
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		<title>Artigo de estréia de Mateus Davi Pinto Lucio</title>
		<link>http://multiplosuniversos.com.br/site/archives/estreia-de-artigo-escrito-por-mateus-davi-pinto-lucio</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Aug 2007 10:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mateus Davi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Em meados de 2004, um antigo colega de trabalho e amigo se dizia Agnóstico. “Como?”, questionava eu para mim mesmo ocultando minha curiosidade e ignorância. Fui atrás. Este foi o início de uma imperscrutável caminhada rumo ao universo da filosofia.&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em meados de 2004, um antigo colega de trabalho e amigo se dizia Agnóstico. “Como?”, questionava eu para mim mesmo ocultando minha curiosidade e ignorância. Fui atrás. Este foi o início de uma imperscrutável caminhada rumo ao universo da filosofia. Do agnosticismo conheci Huxley; do ateísmo conheci Nietzsche; mas precisava conhece os outros pontos de vista, conheci Dostoievski; bem como o meio-termo, Schopenhauer. E assim segui de filósofo em filósofo, cientista em cientista, antigo, moderno, controverso, esquecido, famoso, etc., fomentei então minhas idéias e me vi tão distante do que eu era que definitivamente sabia que não tinha como voltar mais atrás. Se, de acordo com a filosofia Hindu, apenas “dois tipos de pessoas são felizes neste mundo: Aqueles que são completamente ignorantes e aqueles que são verdadeiramente sábios. Todos os outros são infelizes” (Mahabharata 12.174.33), assim sendo, não me resta nada senão ser feliz me tornando sábio, pois o caminho da razão só encontra um regresso, o da insanidade.</p>
<p>Só que minhas idéias eram freqüentemente confrontadas. Aqueles velhos argumentos que comparam Deus ao vento ou ao magnetismo, ou a que diz que só um projetista inteligente faria algo inteligente, etc. Como se crer em Deus significasse diretamente ser cristão. Posso até acreditar em Deus, mas como precisaria ser ingênuo para crer em tudo o que os cristãos crêem.</p>
<p>Comecei então a compilar num documento todos os argumentos que tinha contra a crença literal na Bíblia. Lá tinha confrontações lógicas, contradições esparsas, argumentos capciosos, citações filosóficas e científicas. A mania pegou. Estendi o documento ao espiritismo. Li copiosamente e com faro investigativo a Bíblia e toda literatura de Allan Kardec. Cada falha encontrada era um brinde e mais certeza eu tinha que estava no rumo certo; um rumo, como dito anteriormente, sem retorno.</p>
<p>Comecei a freqüentar comunidades da Internet de debate sobre religião. Aprendi a ouvir e a conter a resposta, mas até que isso acontecesse perdi caros amigos, que duvido hoje se eram amigos, que não me entenderam. Busquei na própria literatura religiosa argumentos contra o que eu defendia, mas nem assim.</p>
<p>Promovi este documento a livro, o “Entre a Fé e o Niilismo”, que nada mais é do que a organização destes pensamentos. O intuito do livro, na bem da realidade, não foi diretamente ajudar a arruinar as instituições religiosas, mas trazer a luz, se houver, a questão espiritual. O livro é, em última instância, um apelo as cabeças pensantes que ainda acreditam em algo exaltar as suas razões, sem que para isso seja obrigado a dizer que é fora do raio da razão.</p>
<p>A liberdade intelectual e moral encontra suas portas abertas quando não se restringe mais os atos a parâmetros meramente mitológicos. E que lindo mundo não é este nosso que não é fronteiriço aos desmandos de um Deus pré-concebido, o imenso mundo da filosofia que se estende até o último grão de entendimento, o qual não tem fim e nem apocalipse, mas é um horizonte deslumbrante onde a razão aguarda o desvendar.</p>
<p><a title="Resumo do currículo de Mateus Davi" href="http://multiplosuniversos.com.br/site/curriculo-de-mateus-davi/"><strong>Clique aqui para ler o resumo do currículo de Mateus Davi</strong></a></p>
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