Contradições da Bíblia – Contradição nº 69
O absurdo do pecado original
Por que pagamos pelo pecado de Adão e Eva, se não fomos nós que o cometemos?
Dizem os crentes que nós pagamos pelo pecado de Adão e Eva porque teríamos cometido exatamente o mesmo pecado se estivéssemos lá.
Então, fomos criados como máquinas de pecar.
Mas a Bíblia diz que fomos criados à imagem e semelhança de Deus.
Será Deus uma máquina de pecar?



Olá! Meu nome é 



Rogério Aparecido Clemente
em 11 de janeiro de 2008
Israel impõe fechamento total à Cisjordania durante visita de Bush
“Por motivos de segurança, decidimos pelo fechamento da Judéia-Samaria (Cisjordânia)”, disse ele à AFP JERUSALÉM, 8 Jan 2008 (AFP) – O exército israelense decidiu impor um fechamento total à Cisjordânia durante a visita do presidente George W. Bush, informou hoje um porta-voz militar.
“Por motivos de segurança, decidimos pelo fechamento da Judéia-Samaria (Cisjordânia)”, disse ele à AFP.
Bush inicia amanhã uma visita de Estado a Israel e aos territórios palestinos que prosseguirá até sexta-feira.
AFP
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI2215682-EI294,00.html
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Rogério Aparecido Clemente
em 11 de janeiro de 2008
Ativista palestino morre em ataque israelense em Gaza
O ataque tinha como alvo ativistas dos Comitês GAZA, 9 Jan 2008 (AFP) – Um ativista palestino da Jihad Islâmica morreu e quatro ficaram feridos nesta quarta-feira em um ataque aéreo israelense em Gaza, poucas horas antes da chegada do presidente americano George W. Bush à região.
O ataque tinha como alvo ativistas dos Comitês de Resistência Armada em Beit Lahya, na zona norte da Faixa de Gaza.
Amjad Abdel Dayem, 24 anos, morreu e outros quatro ficaram feridos, segundo fontes médicas.
Testemunhas palestinas afirmaram que o ataque aconteceu por via aérea, mas o Exército israelense, que confirmou a operação, deu a entender que a mesma foi realizada por terra.
“Foi executado um ataque contra uma célula de lançadores de foguetes em Beit Lahya”, declarou uma porta-voz do Exército. De acordo com a fonte, os ativistas palestinos haviam disparado quatro foguetes de fabricação caseira contra o território israelense.
O ataque aconteceu poucas horas antes do início da visita de Bush, a primeira de um presidente americano a Israel e aos territórios palestinos desde 1998.
AFP
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI2217012-EI294,00.html
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Rogério Aparecido Clemente
em 11 de janeiro de 2008
“A sociedade Palestina está sendo desmantelada”
O jornalista e poeta israelense Yitzhak Laor, colaborador do diário Haaretz, um dos mais importantes de seu país, oferece uma análise corajosa e dramática sobre a Palestina contemporânea. O artigo, escrito em 10 de maio, foi internacionalmente divulgado pelo Monde. Laor é vinculado ao movimento Gush Shalom (bloco da paz), liderado pelo escritor, político e ativista israelense Uri Avnery
Qual tem sido o motivo da guerra entre nós e os palestinos ?
A tentativa israelense de fatiar o que sobrou da Palestina em quatro cantões, através da construção de “estradas de separação”, novas colônias habitacionais e postos de controle. O resto é assassinato, terror, toque de recolher, demolição de casas e propaganda. As crianças palestinas sentem medo e desespero, e seus pais são humilhados na frente delas.
A sociedade palestina está sendo desmantelada e a opinião pública do Ocidente joga a culpa nas vítimas – sempre o caminho mais fácil de encarar o horror .
Eu sei: meu pai foi um judeu alemão .
Desastrosamente, o Exército Israelense é a imago (imagem idealizada mentalmente) do país. Aos olhos da maioria dos israelenses, é uma imagem pura, sem manchas; pior, o exército é visto como estando acima de qualquer interesse político. Não obstante, como qualquer outro exército, precisa de guerras, pelo menos de vez em quando. Mas enquanto em outros países o poder militar é contrabalançado pelas instituições da sociedade civil ou por partes do próprio Estado (indústria, bancos, partidos políticos etc.), nós, em Israel, não dispomos desse contrapeso.
O Exército israelense não tem nenhum rival real dentro do Estado, nem mesmo quando a política desse Exército nos custa nossas próprias vidas (as vidas dos palestinos, para não mencionar seu bem-estar ou sua dignidade, está excluída do discurso político).
Não há dúvida de que a “política de assassinatos” de Israel – seu assassinato de lideranças políticas (dr. Thabet Thabet, de Tulkarem, ou Abu Ali Mustafá, de Ramalá) ou de “terroristas” (às vezes rotulados como tais somente depois de terem sido eliminados) – tem jogado lenha na fogueira. As pessoas falam disso, embora nenhum política da direita, do centro ou mesmo da decadente esquerda sionista tenha ousado se pronunciar contra isso.
E apesar de críticas na imprensa, o Exército vem fazendo o que decidir fazer. Algora eles conseguiram aquilo que realmente desejavam: um ataque total contra a Cisjordânia.
Desde 11 de setembro as palavras “guerra contra o terrorismo” se tornaram populares, razão porque tudo o que Israel faz é uma guerra contra o terrorismo, incluindo o saque no Centro Cultural Khalil Sakakni em Ramalá.
Também sou contra o terrorismo. Não quero morrer levando meu filho ao shopping. De fato, eu não o levo mais lá. Não tomo ônibus e temo que chegue a vez da minha família, mas sei que eles – isto é, os generais – aceitam ataques terroristas como “um preço razoável a pagar” para alcançar uma solução. Qual é a solução deles? Paz – de que tipo? Paz entre os israelenses vitoriosos e os palestinos derrotados.
A crueldade do Exército Israelense deve ser lida contra o pano de fundo de sua derrota no Líbano, quando foi expulso de lá depois de travar durante anos uma guerra suja. O sul do Líbano foi incendiado e destruído pela artilharia e a força aérea israelenses para que nenhuma organização terrorista pudesse resistir.
Mesmo assim, 300 combatentes – devo chamá-los de “terroristas”? – expulsou-nos (isto é, nosso Exército) duas vezes. Primeiro, em 1985, de volta ao que nosso exército e imprensa costumavam chamar de nossa “Zona de Segurança” (a imprensa estrangeira denominava-a “zona de segurança” auto-proclamada por Israel); e depois, dois anos atrás, dessa mesma Zona de Segurança. Os generais que foram derrotados àquela época estão dirigindo a guerra atual. Eles têm vivido aquela derrota diariamente. E agora podem lhes ensinar – isto é, aos árabes – sua lição.
Nossos heróis, armados com aviões, helicópteros e tanques, podem deter centenas de pessoas, concentrá-las em campos cercados de arame farpado, sem cobertores nem abrigo, explorar a confusão para demolir mais casas, abater mais árvores, retirar mais meios de subsistência.
A escavadeira, antigamente um símbolo da construção de um novo país, tornou-se um monstro que acompanha os tanques, de modo que todo mundo possa ver como o lar de outra família, um outro futuro, desaparece. Os israelenses procuram punir qualquer pessoa que enfraqueça nossa imagem de nós mesmos como vítimas. Ninguém tem permissão de tirar de nós essa imagem, especialmente não no contexto da guerra com os palestinos, que estão travando uma guerra em “nosso lar” – isto é, seu “não-lar”.
Quando um ministro do gabinete de uma antiga república socialista comparou Iasser Arafat a Hitler, foi aplaudido. Por quê? Porque este é o modo como o mundo deveria olhar-nos, emergindo das cinzas. É por isso que amamos o filme Shoah, de Claude Lanzmann (e ainda mais seu repugnante filme sobre o Exército Israelense) e a Lista de Schindler.
Diga-nos mais sobre nós mesmos como vítimas e como devemos ser perdoados por toda a atrocidade que cometemos. Como escreveu minha amiga Tanya Reinhart: “Parece que o que nós interiorizamos da memória do holocausto é que qualquer mal de extensão menor é aceitável”. Mas esse “mal do passado” tem um jeito peculiar de entrar na nossa vida presente.
Em 25 de janeiro, três meses antes do Exército Israelense obter licença para invadir a Cisjordânia, Amir Oren, um comentarista militar veterano do Haaretz, citou um oficial superior: afim de se preparar adequadamente para a próxima campanha, um dos oficiais israelenses nos territórios ocupados disse há não muito tempo atrás que é justificado e, de fato, essencial, aprender com todas as fontes possíveis. Se a missão é tomar um campo de refugiados densamente povoado, ou assaltar a kasbah (centro comercial) em Nablus, e se o dever do comandante é tentar executar a missão sem baixas em ambos os lados, então ele deve primeiro analisar e interiorizar as lições de batalhas anteriores – mesmo, embora isso possa parecer chocante – mesmo como o Exército Alemão lutou no Gueto de Varsóvia.
O oficial de fato obteve sucesso em chocar pessoas, não menos porque ele não está sozinho nesse procedimento. Muitos dos seus camaradas concordam que a fim de salvar israelenses agora é certo fazer uso do conhecimento que se originou nessa terrível guerra, cujas vítimas eram parentes deles.
Israel pode não ter um passado colonial, mas temos uma memória do mal. Isso explica por que soldados israelenses estamparam número de identificação nos braços dos palestinos? Ou por que o mais recente Dia do Holocausto produziu uma ridícula comparação entre aqueles dentro nós no Gueto de Varsóvia sitiado e aqueles de nós cercando o sitiado campo de refugiados de Jenin?
A satisfação pela “vitória” de Jenin foi parte dessa mentira permanente.
Uns vinte soldados israelenses (a maioria deles reservistas) morreram na que foi considerada uma campanha de baixa zero, mas os defensores do campo estavam equipados somente com rifles e explosivos. No lado israelense, como sempre, havia unidades especiais deslocando-se de um beco para outro, assistidos por uma aeronave de controle remoto que fornecia informações sofisticadas aos comandantes na retaguarda.
Quando isso não funcionava, sobrevinha o bombardeio do campo, depois o emprego de helicópteros Apache fornecidos pelos Estados Unidos para destruir casas juntamente com dúzias (ou centenas) de habitantes.
Isso foi um massacre? Como tudo mais na nossa corrompida vida, isso depende do número de mortos: dez israelenses mortos é um massacre, 50 palestinos mortos não vale a pena considerar.
A destruição do campo, se espontânea ou premeditada por Sharon & Cia., reflete a determinação dos oficiais superiores de terminar seu serviço militar com uma realização real: a eliminação do movimento nacional palestino, sob a máscara da guerra contra o terror.
Mas o terror não será derrotado desse jeito.
Pelo contrário. Escravizar uma nação, dobrando-a de joelhos, simplesmente não funciona. Nunca funcionou. O longo sítio da Igreja da Natividade em Belém é a prova de que as palavras “generais israelenses” não se referem mais a homens capazes de pensamento estratégico ou a algo que se lhe assemelhe. Os generais israelenses podem ter travado algumas batalhas complicadas em 1967, 1973 ou mesmo 1982, mas em Belém eles cercaram 200 jovens palestinos durante mais de três semanas e deixaram o mundo ver sua obstinação e crueldade sem sentido.
Como, você pode perguntar, pode uma nação desobediente como Israel seguir de forma tão tola um alto comando?
Aqui situa-se o começo de uma resposta.
Enquanto os cadáveres apodreciam em Jenin e crianças pequenas corriam em torno procurando por alimento ou por seus pais desaparecidos, e os feridos ainda sangravam até à morte, com o Exército Israelense impedindo qualquer socorro ou funcionários da ONU de entrar no campo (o que eles tinham para esconder?), o Ministério da Educação de Israel baixou uma portaria para todas as escolas no sentido de que as crianças levassem encomendas para os soldados.
“A coisa mais importante”, disse o professor do meu filho de sete anos, “é uma carta para os soldados”. Centenas de milhares de crianças escreveram tais cartas quando a guerra contra uma população civil estava em seu grau máximo, sob o olhar crítico da mídia mundial. Imagine o comprometimento ideológico daquelas crianças no futuro.
Este é apenas um aspecto de nossa sociedade destituída de oposição.
O imaginário israelense é constituído, antes de mais nada, pela crença na supremacia israelense.
Quando acontece um bombardeio suicida cruel num hotel em Netanya, nós respondemos numa escala maior, com um ataque terrorista contra eles, não importando se isso inflige morte e fome a dois milhões de pessoas que não têm conexão com aquele ato, não importando se isso criará mais mil mártires que explodirão a si próprios juntamente com suas vítimas.
A lógica militar por trás desse comportamento diz: “Temos o poder e temos de exercê-lo, de outro modo nossa existência ficará em perigo”. Mas o único perigo é o perigo enfrentado pelos palestinos.
Câmaras de gás não são o único meio de destruir uma nação. Basta destruir seu tecido social, fazer perecer pela fome dúzias de aldeias, produzir altas taxas de mortalidade infantil.
A Cisjordânia está atravessando uma “Gaza-isação”. Por favor, não dê de ombros. A única coisa que pode ajudar a destruir o consenso em Israel é a pressão da Europa Ocidental, da qual a elite israelense é dependente de muitas maneiras.
Fonte: http://www.clubemundo.com.br/revistapangea/show_news.asp?n=142&ed=7
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Rapahel
em 11 de janeiro de 2008
Primeiramente, a fim de que as pessoas entendam melhor o meu ponto de vista, o qual será exposto a seguir, quero assumir novamente que sou judeu e, por isso, tendo a valorar os fatos conforme minha educação e crença.
Na contradição em tela, é imperioso apontar, inicialmente, para um erro, qual seja: a expressão “o homem foi criado à imagem de D’s”. Na verdade, conforme a bíblia, somente Adão foi criado à imagem de D’s.
Com efeito, a expressão bíblia “ser criado à imagem de D’s” não significa, necessariamente, paridade com a entidade divina, principalmente pelo fato de que, também conforme a bíblia, Adão e Eva somente alcançaram o direito ao livre arbítrio após cometerem o pecado original e não no momento em que foram criados (D’s sempre teve esta prerrogativa). Portanto, quando se diz que “o homem foi criado à imagem de D’s”, deve-se interpretar que a palavra homem esta no singular e não numa conotação genérica.
Contudo, é interessante como a bíblia nos apresenta para um D’s tão parecido com o Homem (genericamente falando), cheio de amor, vingança, dualidades etc. Ocorre que esse tipo de conclusão é tirado por aqueles que promovem uma leitura superficial da bíblia, sem estudá-la de maneira adequada. Assim como todas as ciências atualmente conhecidas, existe diversas metodologia para estudar a bíblia. Assim, a partir do momento em que se escolhe uma dessas metodologias, observa-se que a bíblia somente traz à baila um D’s muitas vezes semelhante com o homem pelo simples fato do próprio ser humano ser limitado (espiritualmente, cientificamente, historicamente, fisicamente etc) na sua descrição dos atos praticados pela entidade divina.
Dessa forma, é muito difícil para seres limitados expressar em vernáculo o sentido e o fundamento dos atos de D’s, cabendo, portanto, aos estudiosos da matéria o árduo trabalho de decifrar ao máximo o conteúdo dos acontecimentos narrados pela bíblia por meio de metodologias previamente estabelecidas. Inclusive essa é a razão da existência desse “blog”, na medida em que Gilson estuda e fomente a discussão em torno de assuntos bíblicos, com o fim de nos convencer de suas conclusões, as quais ora são ótimas, ora são péssimas (Gilson, você deve convir comigo que alguns assuntos propostos são totalmente desnecessários para passar sua mensagem).
Voltando ao assunto em epígrafe, nota-se que o pecado original é a desobediência, sendo que Adão, diferentemente da Eva, foi induzido ao pecado. Acho que a melhor discussão sobre esse assunto gravita em torna da idéia de que D’s teria sido severo demais com Adão, pois atribuiu-lhe a pena de não mais ser imortal, de ter de labutar para prover seu próprio sustento e de vagar numa terra cheia de dualidades, com o fito de fazer valer o seu livre arbítrio ( lembram-se que sem dualidade, não há fundamento para existir ou exprimir o livre arbítrio, pois não haveria alternativas e, por conseguinte, escolhas a serem feitas).
Ante o exposto, é forçoso concluir que Adão e Eva não foram criados com livre arbítrio, mas o adquiriram após desobedecerem às ordens divinas; D’s não criou pecadores, na verdade, D’s criou, diretamente, Adão e Eva, sendo que somente Adão foi criado à sua imagem. Portanto, como Adão foi induzido ao pecado (não cometeu um pecado por livre e espontânea vontade, pois ainda não tinha adquirido o livre arbítrio), conforme narrado pela Bíblia, não merece prosperar a afirmação de que D’s também é uma máquina de pecar. Quanto à afirmação de que “fomos criados como máquinas de pecar”, é parcialmente procedente, pois todos os demais seres humanos nascidos após a criação de Eva já gozavam do livre arbítrio, razão pela qual podem escolher entre cometer fatos tidos pela bíblia ou por D’s como pecados ou não. Essa natureza segue o homem até hoje, por exemplo: se seus pais são ricos, você terá berço rico e todos os seus benefícios decorrentes; Se seus pais são instruídos, você terá a probabilidade de ser bem instruído; Se seus pais deixam dividas ou marcaram o mundo com algum fato negativo, sua repercussão atingirá seus filhos; e assim por diante. Então, procede a frase quanto ao fato de que o homem sofre com o pecado original, na medida em que trabalhamos para prover nosso sustento, não somos imortais, temos que tomar decisões (exercer o livre arbítrio) diariamente etc.
Bom, este é o meu parecer, salvo melhor juízo.
Abraços,
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Rapahel
em 11 de janeiro de 2008
Rogério Aparecido,
Entendo sua preocupação diária em nos informar sobre os assuntos do oriente médio. O que eu não entendo é a pertinência dessas informações. A proposta desse site é discutir contradições na bíblia, mesmo que em diversas vezes essa proposta seja subvertida.
Assim, como eu tenho a intenção de realmente debater as contradições na bíblia ora exposta pelo Sr. Gilson, rogo para que vossa senhoria pare de inundar os campos destinados aos comentários com notícias impertinentes (Ela são tão extensas e tão repetidas – quanto ao ponto de vista – que desestimulam as pessoas em ler os comentários destinados à discussão sobres as contradições).
De qualquer modo, quero mais uma vez deixar consignado que entendo seu inconformismo com os fatos que se passam no oriente médio, bem como entendo o seu fervor em querer convencer as pessoas do seu ponto de vista.
Um abraço,
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Yasmin Fernandes Nabuco
em 16 de janeiro de 2008
Tá, mesmo que apenas Adão fosse feito à semelhança de Deus isto não explica pq o resto da humanidade teria que herdar a dívida de Adão e Eva. Ainda mais se Adão não tinha idéia que estava pecando. Então o correto é afirmar que a humanidade está “pagando” pelo erro de Eva? E como a Eva desenvolveu livre-arbítrio pra incentivar, ela não “foi” feita de uma costela de Adão? Então como surgiu esta diferença entre os dois? Como assim Adão não teria noção de livre-arbítrio, Adão fez uma escolha ele decidiu pecar, logo ele fez uma escolha, logo ele exerceu o livre-arbítrio dele sim. Este assunto não faz sentido algum… Por isto que eu acredito apenas em Jesus e busco sempre seguir Seus passos através da ética.
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Rapahel
em 20 de janeiro de 2008
Dear Yasmin,
Primeiramente, quero me desculpar por não ter abordado a questão da Eva no meu texto anterior, mas tenho certeza que sua dúvida decorre de uma leitura superficial do velho testamento, principalmente se vc não tiver conhecimentos da língua aramaica ou hebraica.
Bom, quanto à sua primeira dúvida, restou bem esclarecido no meu texto anterior que os filhos pagam pelos erros e acertos dos seus pais (v.g., o filho que nasce numa família pobre sofrerá com o seu meio, assim como aquele que nasceu numa família rica sofrerá com o seu meio), mesmo que isso seja injusto aos seus olhos. É imperioso ressaltar que como não podemos determinar os desígnios de D’s, é muito difícil julgar seus atos.
Portanto, com o intuito de por fim a essa questão de uma vez por todas, se vc fosse filha do Sadam, de Hitler ou qualquer outro criminoso, vc teria que pagar, conforme as leis internacionais e nacionais sobre o assunto, pelas atrocidades dos seus pais, seja abrindo mão dos seus bens (caso o tribunal fosse brasileiro), seja com sua liberdade ou, inclusive, com a própria vida. Então, é natural da lei humana (que disciplinar ou regulamenta os fatos da vida) determine que os filhos herdem o legado do seus pais (nome, bens, dívidas etc). Tal lei, por força divina, foi estendida a todos os seres humanos, uma vez que D’s não determinou uma pena para Adão e Eva, mas para toda a humanidade (lei a bíblia em aramaico)
Com efeito, é forçoso concluir que nos devemos pagar pelo pecado cometido por Adão e Eva, uma vez que, nesse caso, a pena exarada por D’s é estatuto eterno. Assim, não importa se vc é católica, evangélica, judia, mulçumana, espírita etc, vc, mesmo atualmente, sentirá as dores do parto e terá de trabalhar para conseguir comer o pão de cada dia (vale salientar que essa foi a pena aplicada para Eva e Adão respectivamente). Por acaso vc foge à regra em referência (determinada no velho testamento) só por acreditar em cristo ? Até mesmo cristo teve que trabalhar (marceneiro ou carpinteiro) e nascer de uma mulher que deu a luz com dores.
Quanto à questão da Eva, posso afirmar que também ela não tinha o livre arbítrio antes de comer do fruto da árvore proibida. Entretanto, antes de iniciar minha explicação, quero frisar que minhas palavras são extraídas do velho testamento escrito em aramaico, ou seja, não li a bíblia em português porque há diversas erros crasso de tradução. Voltando ao assunto, D’s criou Adão para desfrutar do éden, ou seja, Adão vivia para saciar suas vontades (como um zoológico). Nessa esteira, como adão só vivia para saciar suas vontades, como um animal, começou a sofrer com a falta de uma fêmea, na medida em que somente ele era único enquanto os demais animais foram honrados com uma companheira (a bíblia ressalta o fato de que D’s criou os animais em casais). D’s, então deu uma companheira para Adão que, segundo o velho testamento em hebraico, servia Adão como todos os demais elementos que existiam no Edem.
É interessante destacar para vossa senhoria que o éden foi criado com o escopo de saciar Adão, ou seja, tudo que lá havia era para alimentar sua natureza (fome, frio, sexo etc). Assim, Eva somente servia para os desejos de Adão, ela não tinha qualquer vontade livre (bem machista mesmo).
Quando D’s determinou que ninguém, não só Adam e Eva, mas os animais também, comece do fruto – melancia, mexerica, morango ou a famosa maça dependendo da tradução que vc leu – da árvore proibida, todos no Edem respeitaram tal decisão. Ocorre que um determinado animal (que na verdade pode ser um demônio ou qualquer outra entidade travestida) ludibriou Eva, fazendo com que ela comece o fruto da árvore proibida, ou seja, Eva não sabia que estava desobedecendo a ordem divina quando comeu o fruto (lei a bíblia em hebraico), motivo pelo qual pode-se concluir que os dois foram enganados ou levados a cometer o ato ilícito. Portanto, Eva não escolheu (exercício do livre arbítrio) desobedecer à ordem divina, mas, assim como Adão, foi induzida a erro (para vc entender a frase anterior, aconselho vossa senhoria a pense no seguinte exemplo: estelionato cometido por meio de cheque) por outro ente.
Seja como for, não podemos julgar D’s. Se a pena imposta por Ele foi severa ou não, eu, ser limitadíssimo, não tenho como lhe dizer seus desígnios. Se vc souber, peço, por favor, para que me conte.
Por fim, quanto sua última frase, vc poderia me mostrar textualmente quando Adão escolheu pecar ou comer o fruto proibido (por favor, sem bíblias em português). Conforme mencionado alhures, Eva servia para as vontades de Adão, isto é, se ele sentisse fome, ela pegaria a comida e o alimentava. Quanto ela veio com um fruto proibido e deu para ele comer, ela não avisou que era a fruta era proibida (bíblia em aramaico), simplesmente deu para ele comer. Então, onde exatamente houve a escolha nesse caso. Para fazer vc entender de vez:
“Quando vc vai ao restaurante e o garçom lhe trás comida envenenada de propósito mesmo, vc escolhe se vai comer ? ou simplesmente come pq esta acostumada em ser servida pelo garçom e a não receber comida estragada ?
Ante o exposto, rogo para que vc leia com atenção ao texto e estude línguas antigas ou mortas, salvo o hebraico, a fim de ler o velho testamento na integra.
Abraços,
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Ferreira
em 10 de fevereiro de 2008
Raphael,
E LILITH ???
Atenciosamente,
Ferreira
[Responder]
Rapahel
em 11 de fevereiro de 2008
Estimado Ferreira,
muito bem lembrado.
Infelizmente, por ignorância, não vou conseguir contextualizar o caso da Lilith (que tentou se mesclar a D’s ou algo do gênero) na minha argumentação anterior.
Abraços,
[Responder]