Datafolha divulga números mentirosos. Veja as provas.

Na primeira pesquisa após o primeiro turno, o Datafolha deu 48 a 41 a favor de Dilma Rousseff; 54 a 46 em votos válidos. Uma semana depois, o quadro teria mudado pouco: 47 a 41, considerando-se o total de votos, e os mesmos 54 a 46 em votos válidos. Mas espera aí: 47 + 41 = 88; 47 divididos por 88 = 0,5340909; este número multiplicado por 100 é igual a 53, 40909. Ou seja, 53,4%. Se tinha que haver um arredondamento, devido às normas da empresa, por que o arredondamento foi feito para cima (54), e não para baixo (53), o caminho mais curto?

Da mesma forma, se Serra obteve 46,5909%, por que suas intenções de voto foram arredondadas para baixo, o caminho mais longo? A impressão é que o Datafolha queria dar uma aparência de estabilidade à disputa eleitoral para presidente, tendo para isso forçado a barra com a matemática.

Esse tipo de atividade suspeita, somada aos erros crassos cometidos no primeiro turno, não contribui nem um pouco para dar credibilidade às pesquisas de intenção de voto. Se fazem isso com o que pode ser tão facilmente descoberto, o que não fazem com o que é muito mais difícil, se não impossível, descobrir?

De qualquer modo, lembrem-se de que no primeiro turno todos os institutos davam a Dilma muito mais votos do que ela teve nas urnas. E o Datafolha cometeu um erro que entrou para a história dos erros de pesquisas eleitorais, mostrando na véspera da eleição Aloysio Nunes Ferreira, candidato a senador pelo PSDB paulista, com 20% dos votos válidos. Ele foi eleito com 30% dos mesmos votos válidos, uma megadiferença de dez pontos percentuais entre pesquisa e resultado eleitoral.