Eleição americana: Republicanos escolhem candidato detestado pela maioria do partido
Está confirmado: o senador John McCain, 72 anos em agosto, é o candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos. E isso é extraordinário, pelo simples e bom motivo de que a maioria do partido não gosta dele, por considerá-lo insuficientemente conservador, insuficientemente republicano.
McCain se diz contra o aborto, mas não levanta a bandeira, evita o assunto, é reticente.
É reticente também quanto aos direitos dos gays, jogando o tema para os parlamentos estaduais.
É considerado mole com os imigrantes ilegais, já tendo assinado um projeto de lei de anistia.
Votou contra as reduções de impostos implementadas por Bush.
Já assinou projeto de lei propondo financiamento público das campanhas eleitorais, algo que os conservadores abominam.
Admite que o aquecimento global existe e que alguma coisa deve ser feita a respeito.
Não levanta a bandeira contra a clonagem terapêutica.
McCain só agrada aos conservadores na política externa: apoiou a Guerra contra o Iraque desde o início e foi quem primeiro propôs o aumento do número de tropas americanas no Iraque, algo que diminuiu significativamente o número mensal de mortes americanas, tornando a guerra menos impopular.
Ele conseguiu a indicação do partido devido à divisão do voto mais conservador entre três candidatos, devido à falta de um candidato conservador forte e pela sorte de ter vencido, geralmente por pouco, em quase todos os estados que adotam o sistema “winner-take-all” (o vencedor leva todos os delegados, mesmo que não consiga a maioria absoluta e ainda que vença por um único voto).
Por ser um centrista, McCain pode roubar votos do Partido Democrático. Entretanto, corre o risco de não motivar o voto de muitos republicanos, que podem preferir ficar em casa, já que o voto não é obrigatório. Corre ainda o risco de ter que enfrentar um terceiro candidato roubando-lhe votos à direita. Alguns radialistas de direita já dizem que é melhor perder a eleição do que permitir que um McCain vitorioso remodele o Partido Republicano.
Na média das últimas pesquisas, McCain ganha de Clinton por 1,4 e perde de Obama por 3,3.
Neste sábado, 9 de fevereiro de 2008, entrará no ar artigo sobre a disputa, totalmente indefinida, no Partido Democrático.



Olá! Meu nome é 



















































Gilson Gondim
em 8 de fevereiro de 2008
O artigo “Manual da eleição americana” está em primeiro lugar no ranking do Google para esta frase-chave, ranking que tem 426.000 entradas.
O artigo foi republicado por pelo menos dois outros sites e ocupa os quatro primeiros lugares na primeira página do Google.
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Gilson Gondim
em 10 de fevereiro de 2008
Condoleezza Rice cotada para vice de McCain:
Se os democratas vão apresentar uma mulher ou um negro (ou talvez ambos), McCain pode tentar neutralizar o fato escolhendo como sua candidata a vice a Secretária de Estado de Bush, Condoleezza Rice, que tem ambas as virtudes demográfico-eleitorais: é mulher e é negra. Além disso, melhorará o trânsito de McCain entre os conservadores. O problema é que a chapa dará uma guinada à direita, podendo afastar eleitores independentes. É uma faca de dois gumes.
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