Artigo de estréia de Mateus Davi Pinto Lucio
Em meados de 2004, um antigo colega de trabalho e amigo se dizia Agnóstico. “Como?”, questionava eu para mim mesmo ocultando minha curiosidade e ignorância. Fui atrás. Este foi o início de uma imperscrutável caminhada rumo ao universo da filosofia. Do agnosticismo conheci Huxley; do ateísmo conheci Nietzsche; mas precisava conhece os outros pontos de vista, conheci Dostoievski; bem como o meio-termo, Schopenhauer. E assim segui de filósofo em filósofo, cientista em cientista, antigo, moderno, controverso, esquecido, famoso, etc., fomentei então minhas idéias e me vi tão distante do que eu era que definitivamente sabia que não tinha como voltar mais atrás. Se, de acordo com a filosofia Hindu, apenas “dois tipos de pessoas são felizes neste mundo: Aqueles que são completamente ignorantes e aqueles que são verdadeiramente sábios. Todos os outros são infelizes” (Mahabharata 12.174.33), assim sendo, não me resta nada senão ser feliz me tornando sábio, pois o caminho da razão só encontra um regresso, o da insanidade.
Só que minhas idéias eram freqüentemente confrontadas. Aqueles velhos argumentos que comparam Deus ao vento ou ao magnetismo, ou a que diz que só um projetista inteligente faria algo inteligente, etc. Como se crer em Deus significasse diretamente ser cristão. Posso até acreditar em Deus, mas como precisaria ser ingênuo para crer em tudo o que os cristãos crêem.
Comecei então a compilar num documento todos os argumentos que tinha contra a crença literal na Bíblia. Lá tinha confrontações lógicas, contradições esparsas, argumentos capciosos, citações filosóficas e científicas. A mania pegou. Estendi o documento ao espiritismo. Li copiosamente e com faro investigativo a Bíblia e toda literatura de Allan Kardec. Cada falha encontrada era um brinde e mais certeza eu tinha que estava no rumo certo; um rumo, como dito anteriormente, sem retorno.
Comecei a freqüentar comunidades da Internet de debate sobre religião. Aprendi a ouvir e a conter a resposta, mas até que isso acontecesse perdi caros amigos, que duvido hoje se eram amigos, que não me entenderam. Busquei na própria literatura religiosa argumentos contra o que eu defendia, mas nem assim.
Promovi este documento a livro, o “Entre a Fé e o Niilismo”, que nada mais é do que a organização destes pensamentos. O intuito do livro, na bem da realidade, não foi diretamente ajudar a arruinar as instituições religiosas, mas trazer a luz, se houver, a questão espiritual. O livro é, em última instância, um apelo as cabeças pensantes que ainda acreditam em algo exaltar as suas razões, sem que para isso seja obrigado a dizer que é fora do raio da razão.
A liberdade intelectual e moral encontra suas portas abertas quando não se restringe mais os atos a parâmetros meramente mitológicos. E que lindo mundo não é este nosso que não é fronteiriço aos desmandos de um Deus pré-concebido, o imenso mundo da filosofia que se estende até o último grão de entendimento, o qual não tem fim e nem apocalipse, mas é um horizonte deslumbrante onde a razão aguarda o desvendar.



Olá! Meu nome é 



J. Lira
em 12 de agosto de 2007
Mateus Davi estreou com o pé direito. Parabéns.
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Mateus Resende
em 15 de agosto de 2007
Muito interessante a história que você está escrevendo no pergaminho. Como já diz, tu dispoe de uma estante craniana invejavel, use, e abuse dela. Saiba que quando mais profundo for as palavras que alimentar o seu expressar, mais sábio tu serás.
É isso ai guerreiro, continue fazendo a história.
M
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Muriel
em 16 de agosto de 2007
E aposto que se tornou muito mais cristão, depois de todos esses questionamentos! No sentido de entender e respeitar todas as religiões, no que têm de verdadeiro. O difícil é entender e conviver com os radicais, profundamente anti-cristãos na sua ignorância e pretensão!
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