Evangélicos advertem McCain contra vice mórmon…
Os mórmons fazem parte da Santa Aliança que “elegeu” e reelegeu George W. Bush, dando-lhe, inclusive, mais de 70% dos votos no Estado de Utah e sendo decisivos para as vitórias de Bush, por exemplo, no Estado de Nevada. Suas políticas sociais e culturais são idênticas às dos evangélicos: contra o direito ao aborto, contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo etc.
A teologia, porém, os separa. Os evangélicos não consideram o mormonismo uma religião cristã, porque os mórmons não vêem Cristo como Deus, mas como o filho mais velho que um Deus com forma humana gerou no Paraíso com sua esposa celestial (ou uma de suas esposas celestiais: isto não fica claro). Os mórmons não acreditam no pecado original, vêem Adão e Eva como heróis no plano de Deus para aperfeiçoar os seres humanos, complementam a Bíblia com as “escrituras modernas”, levantam dúvidas sobre a autenticidade das cópias da Bíblia que chegaram ao nosso tempo, acham que o ser humano pode se elevar à mesma condição de Deus etc.
Os evangélicos americanos também temem o mormonismo por causa do rápido crescimento dessa religião que eles chamam de seita (e que tem dobrado seu número de membros a cada quinze anos, já sendo considerada pela maioria dos estudiosos uma religião mundial).
Os evangélicos americanos aceitam de bom grado o voto dos mórmons para os candidatos deles (evangélicos), mas não querem votar num mórmon. Por isso, estão advertindo John McCain contra a possível escolha de Mitt Romney como candidato a vice-presidente. Romney pode ajudar McCain com seu dinheiro, seus conhecimentos de economia e administração, sua popularidade no Estado de Massachusetts (onde foi governador) e sua popularidade no Estado de Michigan (onde ele nasceu e onde seu pai foi governador). Mas Romney é mórmon. E os ”evangelicals” (ou “evangelical Christians”), a ala fundamentalista do protestantismo americano, não querem um mórmon na Casa Branca, mesmo que seja como vice-presidente. Os evangelicals são cerca de 25% do eleitorado americano e costumam votar maciçamente nos republicanos. Portanto, uma eventual escolha de Romney para o segundo posto pode ser fatal para McCain.



Olá! Meu nome é 



Gilson
em 23 de agosto de 2008
Vice de Obama é Joe Biden, diz a imprensa americana nesta madrugada. Mais tarde saberemos com certeza.
Biden tem 65 anos e é senador desde 1972. Parece que Obama quis alguém que compense sua relativa juventude (47 anos) e relativa inexperiência (apenas quatro anos no Senado).
Biden é tido como bom de voto na classe operária masculina branca, em que Obama tem dificuldades, e entre o eleitorado católico romano.
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Gilson Gondim
em 23 de agosto de 2008
É Joe Biden mesmo.
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Gilson
em 24 de agosto de 2008
Joe (Joseph) Biden, católico pró-aborto, democrata, 65 anos, senador desde os 29, equilibra a chapa do Partido Democrático, complementando Obama onde este tem demonstrado vulnerabilidade, como entre os eleitores de classe operária branca. Biden (Baiden) tem um currículo senatorial superior ao de McCain, apesar de ser sete anos menos velho do que este. É o atual presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado e já foi presidente do Comitê Judiciário, posições de um quilate que McCain nunca alcançou. É considerado ótimo orador e debatedor, e tem a agressividade que um candidato a vice-presidente precisa ter, como principal “attack dog” da campanha. Será muito útil também no governo Obama, se este for eleito.
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Ademar
em 25 de agosto de 2008
Acredito que o vice de Obama tem grandes credenciais para assumir a vice liderança da América, mesmo porque ele fez parte de todo o programa geopolítico estratégico do Governo Bush. O Joseph Biden apesar de democrata, assinou em baixo a Guerra do Iraque, virou crítico só depois, como todos os democratas (mudaram sorrateiramente com medo da opinião pública manipulada pela mídia). Realmente ele tem grande experiência em política externa, por isso criticou Obama e elogiou McCain nesse ponto. Isso ele fez ao lado do próprio Obama, num dos debates das prévias do partido democrata. Quem quiser ver e ouvir está lá no youtube: “Joe Biden on Barak Obama”, é só digitar.
Quando falam a esse respeito dizem que Bush foi um desatre em política externa por que era inexperiente e tinha como cabeça pensante o Chenney, seu vice. Agora minimizam a conversa, assumindo que o Obama é inexperiente em política externa, mas trás para “somar” à candidatura um experiente no assunto. Portanto, tirando as parcialidades o que se tem de verdade é: Bush era inexperiente em política externa e fez besteira porque deixou as decisões para o vice; do mesmo modo, Obama vai fazer besteira em política externa porque vai deixar as decisões para o vice. O Bush já está em final de mandato, não adianta fazer mais nada. O Obama é candidato, ainda se pode evitar mais besteiras: é só não elegê-lo. Pelo que se vê nesse blog, mais uma vez a coerência foi para o espaço.
Como apoiar alguém que pode cometer os mesmos erros por inexperiência, tendo já criticado por demais o outro pelo mesmo motivo? É uma escolha, mas não é coerente…
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Gilson
em 29 de agosto de 2008
McCain entregou a eleição de vez, com a bizarra e estapafúrdia escolha da obscura Sarah Palin como sua companheira de chapa. Governadora do quase despovoado Estado do Alaska há meros dois anos e antes prefeita de uma vila (sete mil habitantes), falta a Palin um mínimo de peso para a missão.
As clintonistas não vão votar em Palin, porque ela é contra o direito ao aborto e nunca teve um papel na luta pelos direitos das mullheres.
A idade e a falta de saúde do idoso e doentio McCain vão ganhar destaque com a escolha de Palin. E McCain perdeu seu “argumento” contra Obama: a falta de experiência.
Jack (John) Cafferty, comentarista da CNN, afirmou que os democratas estão “histericamente agradecidos” a McCain por sua desastrosa escolha.
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Ademar
em 29 de agosto de 2008
Boas notícias para Israel, o Joe Biden “se enquadra como uma luva com a comunidade judaica. O loquaz Biden, que é senador desde 1973, freqüentemente combateu as opiniões da comunidade pró-Israel, e com os próprios israelenses, particularmente em relação aos assentamentos.
Mas tem um excelente registro em votações pró-Israel e, como Presidente do Comitê de Relações Exteriores de Senado, ajudou o andamento de legislações pró -Israel. Biden tem sido especialmente severo quando critica os Estados Unidos e Israel no fracasso ao apoio dado à Mahmoud Abbas em 2003, quando era o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, e que tentava estabelecer uma base de poder a fim de desafiar o então Presidente Yasser Arafat. Abbas eventualmente foi colocado de lado por Arafat, permitindo que o líder palestino continuasse suas políticas de corrupção até sua morte, criando um vácuo que finalmente foi preenchido, em grande parte, pelos terroristas do Hamas. O filho de Biden casou-se com uma judia, mas o seu entusiástico interesse na região começou com a sua primeira visita como senador, pouco antes do Yom Kippur de 1973. Ele se encontrou com a então primeira-ministra de Israel, Golda Meir. Numa entrevista para a Shalom TV, no ano passado, quando ele lançou a sua pretensão à candidatura presidencial, Biden afirmou que ele saiu daquele encontro entendendo que “existe um laço entre a cultura, a religião e as etnias, que a maioria das pessoas não entende completamente. Isso é único e é tão forte com os judeus por todo o mundo”. “Quando era um jovem senador eu dizia: Se fosse judeu eu seria sionista. Sou um sionista” ele afirmou. “Você não tem que ser judeu para ser sionista”, complementou Biden.” Mais um sionista democrata…Coitado do Irã…
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Ademar
em 30 de agosto de 2008
Na chapa republicana, quem é inexperiente é a vice, ou seja, quem manda é o titular. McCain manda em Palin.
Na chapa democrata, o inexperiente é o titular, quem manda é o vice. Biden manda em Obama.
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Gilson
em 1 de setembro de 2008
Pesquisa CBS News, fresquinha: Obama 48, McCain 40.
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Eduardo Vieira
em 7 de junho de 2009
Acho difícil de acreditar ter uma pessoa que acredita em Deus e mandar tanta gente para a guerra, para morrer ou para matar muita gente inocente. Tudo isso só para ter poder, petróleo e dinheiro. Por outro lado, se falar que são ateus, não seriam eleitos. O político é orientado a falar no que acredita, por especialistas que conhecem técnicas para se elegerem.
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