“Hope rides again and the dream lives on…” (em português)
“A esperança se move outra vez e o sonho está vivo”.
Este foi o fecho do maravilhoso discurso do grande senador Ted (Edward) Kennedy na convenção do Partido Democrático em Denver, Colorado. Aos 76 anos, atingido por um tumor maligno no cérebro, Kennedy eletrizou e emocionou os 20.000 espectadores presentes ao Pepsi Center e milhões de pessoas nos EUA e no mundo. Foi um momento para nunca esquecer, assim como o excelente discurso de Michelle Obama, introduzida de forma muito competente por seu irmão Craig Robinson, até agora um ilustre desconhecido.
Empolgado, um comentarista da CNN perguntou: “Onde estavam escondendo esse Craig Robinson?”
Minha avaliação é de que a convenção democrata começou muito bem.



Olá! Meu nome é 



Gilson
em 27 de agosto de 2008
“McCain? De jeito nenhum!” (“No way, no how, no McCain!”).
Hillary Clinton cumpriu muito bem o seu papel na Convenção: um discurso forte, vibrante, claro, inequívoco e muito competente em apoio a Obama e e em rejeição a McCain.
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Gilson
em 27 de agosto de 2008
O governador do obscuro Estado de Montana, na fronteira com o Canadá, um grande território esparsamente habitado, Brian Schweitzer, que, pelo sobrenome, deve ser descendente de alemães, roubou a cena na convenção democrata. Gordo, corado, com jeito bonachão, fez um discurso cheio de conteúdo (principalmente sobre energia) e levantou a enorme platéia várias vezes com habilidade retórica e ataques certeiros a McCain e a Bush. Um importante blog americano fez uma votação para eleger o melhor orador da noite (antes do discurso de Hillary). Schweitzer ganhou disparado, com 57%.
O senador pela Pensilvânia Bob (Robert) Casey Jr. lançou um slogan eficaz: “Eles querem mais quatro anos. Vamos dar-lhes mais quatro meses”, o que levou a platéia a gritar várias vezes: “Mais quatro meses!”, o tempo que resta de mandato a Bush (quatro meses e 25 dias).
Hillary também foi ao ponto: “Eles querem mais quatro dos mesmos oito anos. De jeito nenhum!”
E o ex-governador de Virginia e candidato ao Senado, Mark Warner, definiu bem: “Esta não é uma disputa entre direita e esquerda, entre conservadores e liberais, mas entre o passado e o futuro. Nós precisamos de um homem do século 21. Vocês acham que viram muitas mudanças nos últimos anos? Esperem para ver os próximos dez anos”.
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Ademar
em 27 de agosto de 2008
Como é bom fazer meia propaganda!!! Vou relatar aqui o que foi escrito num site sobre as eleições americanas deste ano, o endereço é:presidenciais2008.wordpress.com
“Bob Herbert, um liberal que não esconde suas simpatias(com Obama), do Jornal Financial Times, não esconde a sua decepção com Obama: “O senador se arrasta para a direita quando é conveniente e faz ziguezague com um descaso que vai provocar mais do que desilusão”. Para os conservadores, Barack Obama abriu um flanco tão vulnerável que um outro colunista comparou a coluna de Bob Herbert com a de outro conservador, Rich Lowry, do New York Post. No mesmo dia, ambos arrasam Obama, sendo impossível distinguir o liberal do conservador. Relativamente a dados concretos sobre a mudança de discurso e de opinião de Obama, Marie Cocco, do Wahsington Post, escreve sobre a desilusão e a fúria das mulheres porque Obama mudou de posição sobre o aborto na fase avançada da gravidez. Agora é contra, com o argumento de que a mulher deprimida não pode tomar este tipo de decisão. No mesmo sentido, Pat Buchanan, ex-assessor de Nixon, ex-candidato à Presidência e um dos mais influentes colunistas conservadores, desconfia de McCain, mas acha que Obama quer provar à nação que não é um militante negro nem um radical e presta atenção até nos interesses da direita. Buchanan termina a coluna com a pergunta: “Afinal, quem é este individuo?”. Segundo Buchanan, esta vai ser a linha do ataque republicano. Em entrevista à CNN, Barack Obama também já não tem certezas sobre a guerra no Iraque. A âncora da sua campanha era a retirada das tropas americanas. Na semana passada, o discurso passou a ser outro, afirmando que é necessário “refinar sua opinião sobre essa retirada”. É público que também mudou de ideia sobre o financiamento público da campanha – era a favor e, agora, com os “cofres cheios”, já não tem a mesma ideia. Relativamente à pena de morte: era a favor só para casos de homicídios. Agora concordou com os dois juízes mais conservadores do Supremo num caso sobre estupro de uma criança. Prometia bloquear a proposta de imunidade às companhias de telefones que espionaram cidadãos americanos a pedido do governo, no entanto, votou a favor. Era contra a política de dar dinheiro do governo para igrejas. Agora é a favor.”
Portanto meus amigos, esse é o Obama que os americanos estão começando a conhecer e os de fora estão tentado esconder…Um vaselina, murista, um “maria vai com as outras”. Se eu fosse eleitor americano, com cereteza não votaria num sujeito que muda de opinião o tempo todo. É um verdadeiro borra-botas.
Pra terminar, a Hillary foi fazer o tal discurso engolindo a seco o fato de não ter sido escolhida como vice do “Otrama”. E foi fazê-lo pra tentar impedir que delegados que votaram nela nas prévias democratas, pulem o muro pro lado republicano. Será que conseguiu? Com um discurso com certeza não. Vai ter que gastar muita saliva para impedir que isso aconteça. Aliás, já tem pesquisa por aí apontando o McCain na frente do Obama. Será?!
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Gilson
em 28 de agosto de 2008
Bill (William) Clinton na Convenção: Obama, Obama, Obama!
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Gilson
em 28 de agosto de 2008
Ficar à frente da BBC Brasil no Google, no item eleição americana, é realmente uma honra muito grande para este humilde blogueiro.
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Ademar
em 29 de agosto de 2008
Vi o discurso de Obama na convenção democrata após aceitar sua indicação para disputar o cargo à presidência dos EUA, e fiquei realmente empolgado com ele. Obama disse que os americanos devem acreditar em suas promessas e entre elas está a de “defender Israel e combater o Irã”. Ele realmente disse isso…todos ouviram. Ele foi aplaudido o tempo todo. Onde está a diferença na política externa de Obama e McCain? Ele disse que irá retirar as tropas do Iraque, mas com responsabilidade. O Bush já iniciou esse plano, que McCain, se for eleito, continuará. Disse também, que irá caçar Bin Laden onde estiver. Ele disse isso, todos ouviram. Disse inclusive, que a economia iraquiana está se fortalecendo. Isso foi graças à Bush, que tirou um tirano e restituiu a democracia naquele país. Não há como negar isso. Bush fez o que Obama está dizendo que fará, combater a Al-Qaeda. Esse grupo terrorista está praticamente aniquilado no Iraque. Entretanto ele cometeu alguns erros em seu discurso. Disse que se deve aumentar as tropas no Afeganistão, pois seus inimigos ( Al-Qaeda e Talebã ) estão lá, mas falou também que não se combate um grupo terrorista que tem ramificações em 80 países combatendo em um só país. Quando disse isso estava novamente criticando a ação de Bush na guerra do Iraque. Ora, ele tinha acabado de dizer que iria tirar as tropas do Iraque para enviar ao Afeganistão! Trocou seis por meia-dúzia. Qual a diferença em manter tropas no Iraque ou no Afeganistão. Em ambos estão alojados terroristas da Al-Qaeda. Não há diferença. Aliás, nos dois países, diminuiram e muito as ações deste grupo, justamente por que em ambos há contingentes americanos e aliados adequadamente distribuídos por lá. Obama não é general, naõ entende nada de guerra. Se os generais americanos disserem: Presidente, sinto lhe informar mas o senhor não poderá retirar nossas tropas do Iraque agora e nem tão cedo. Duvido, que qualquer presidente, muito menos Obama tenha a coragem e a irresponsabilidade de cometer tão crasso erro de estartégia. Duvi-d-o-dó… Na política externa, repito, Obama é igual a Bush, Obama é igual a McCAin. A diferença é que McAin tem mais experiência em política externa.
Obama precisou exortar Roosevelt e Kennedy para dizer que é tão belicista e imperialista, quanto estes foram, portanto tanto quanto Bush. As críticas da política externa do atual governo são para inglês ver.
Caro Gilson, Obama sequer mencionou os palestinos. Vc não ficou decepcionado com isso? Falou em defender Israel. Está afinadíssimo com o Bush…
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Gilson
em 29 de agosto de 2008
Dois primeiros dias da Convenção fazem Obama crescer oito pontos na pesquisa Gallup Tracking, passando de uma desvantagem de dois pontos para uma vantagem de seis, entre eleitores registrados.
Cabe lembrar que a campanha de Obama está registrando milhões de novos eleitores, sobretudo entre jovens, negros, hispânicos, mulheres e pessoas com curso superior, os principais grupos de apoio a Obama.
Esse movimento não é captado pelas pesquisas, que se limitam aos eleitores já registrados ou mesmo aos chamados “votantes prováveis”, aqueles que votaram nas duas últimas eleições presidenciais, distorcendo o que vai realmente acontecer em 4 de novembro.
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Gilson
em 29 de agosto de 2008
David Gergen, da CNN: Discurso de Obama uma sinfonia.
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Ademar
em 29 de agosto de 2008
Lógico que cresceu, ele disse que vai defender Israel, combater o Irã, encontrar Bin-Laden e acabar com a Al-Qaeda. Disse o que todo mundo quer ouvir. Viva o Obama sionista e imperialista! Caso ninguém ouviu, ele disse que vai levar os EUA ao topo do mundo novamente (como se tivesse saído), através da diplomacia, sem precisar ir às vias de fato. Quero só ver quando as vias diplomáticas se esgotarem, o que ele vai fazer. Alguém adivinha? O mesmo que Bush. O pessoal por aqui acha que Obama é melhor que McCAin, porque dificilmente vai atacar o Irã e vai deixar de ameaçar a Rússia. Ledo engano…Aliás, o Obama também não citou a Rússia em seu discurso. Por que será?Já sei, ou concorda com a política atual ou não sabe como resolvê-la.Por fim, todos ouviram que as críticas em relação à guerra do Iraque não tem nenhum cunho ideológico ou humanista, mas uma preocupação puramente econômica. A crítica de Obama é apenas em cima dos gastos com a Guerra do Iraque. Obama vai retirar as tropas do Iraque (pelo menos diz), porque acha que é dispendiosa demais para os americanos. Mas esquece de dizer que as ações de Bush no Oriente Médio deixarão um legado, na disputa geopolítica, sem precedentes aos EUA. Os americanos fincaram seus pés por lá definitivamente, antes da Rússia e China e não vão sair de lá. Alguém acha que Obama vai deixar o Iraque de bandeja para o Irã, Rússia ou China. De jeito nenhum. Se o fizer será considerado o presidente mais fraco de todos os tempos. Ele não se arrisacaria tanto.Só se for burro. Se bem que o símbolo dos democratas é um burro!!!
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Gilson
em 29 de agosto de 2008
McCain entregou a eleição de vez, com a bizarra e estapafúrdia escolha da obscura Sarah Palin como sua companheira de chapa. Governadora do quase despovoado Estado do Alaska há meros dois anos e antes prefeita de uma vila (sete mil habitantes), falta a Palin um mínimo de peso para a missão.
As clintonistas não vão votar em Palin, porque ela é contra o direito ao aborto e nunca teve um papel na luta pelos direitos das mullheres.
A idade e a falta de saúde do idoso e doentio McCain vão ganhar destaque com a escolha de Palin. E McCain perdeu seu “argumento” contra Obama: a falta de experiência.
Jack (John) Cafferty, comentarista da CNN, afirmou que os democratas estão “histericamente agradecidos” a McCain por sua desastrosa escolha.
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Gilson
em 1 de setembro de 2008
Pesquisa CBS News, fresquinha: Obama 48, McCain 40.
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