Jesus não nasceu em Belém
Há pouco mais de um ano, no dia 20 de dezembro de 2003, publiquei um artigo denominado Artigo de Natal: tudo errado, em que mostrei que o Natal é uma festa estruturada em torno de informações falsas. De fato, não se sabe em que dia Jesus nasceu, mas se sabe que não foi no inverno do Hemisfério Norte, ou seja, não pode ter sido em 25 de dezembro, como comemoram os cristãos ocidentais, nem em 6 de janeiro, como celebram os cristãos do leste da Europa. Da mesma forma, Cristo nasceu cerca de seis anos antes do início oficial da Era Cristã, de modo que não estamos encerrando o ano de 2004, mas algo como o ano de 2010. No final daquele artigo, mencionei que Jesus também não nasceu em Belém, mas não havia espaço suficiente para desenvolver a tese, que ficou para outro artigo, em data indefinida. Este é o outro artigo.
Os dois erros anteriormente comentados não são tão graves quanto este, porque a Bíblia não diz o ano, o mês e o dia do nascimento de Cristo. Os católicos e os protestantes podem, portanto, aceitar que a data de 25 de dezembro não passa de uma convenção, sem, ao aceitar tal fato, arranhar a sua fé. Com o local da natividade, porém, a história é bem outra, pois a Bíblia diz que Jesus nasceu em Belém. Se ele não nasceu lá, a Bíblia está errada. Como a Bíblia é supostamente a palavra de Deus, como pode a palavra de Deus estar errada? Os Evangelhos dizem que Cristo nasceu em Belém porque os evangelistas queriam convencer os judeus de que ele era o Messias anunciado pelo Velho Testamento, e o tal Messias nasceria no mesmo lugar onde teria nascido o rei Davi, isto é, Belém. Os judeus não levariam a sério um candidato a Messias nascido em outro lugar. (No fim das contas, os judeus acabaram não levando Jesus a sério, mas isso é outra história). Era preciso, entretanto, explicar por que Jesus nascera em Belém, se seus pais moravam em Nazaré. O que faria uma grávida de nove meses longe de casa numa época em que as viagens eram penosas? O evangelista Lucas tenta responder: José e Maria teriam viajado a Belém para participar de um censo romano. José teria que se apresentar em Belém por ser oriundo de lá (os romanos exigiriam que cada chefe de família se apresentasse na cidade onde nasceu). Aqui começam os problemas.
Quirino, o governador romano que segundo Lucas ordenara o censo, só governou a região a partir de 6 depois de Cristo, quando Jesus já teria entre dez e doze anos de idade. Ao contrário do que pensava Lucas, Quirino não foi contemporâneo de Herodes, o Grande, aquele que teria mandado matar as criancinhas numa tentativa de assassinar Jesus. Não houve censo romano na época do nascimento de Jesus. Alem disso, segundo o historiador inglês Robin Lane Fox, não é verdade que os chefes de família tinham que se apresentar ao censo em seu local de nascimento: cada um era recenseado onde vivia, onde tinha propriedades, onde ganhava o seu sustento. José seria recenseado, por conseguinte, em Nazaré, e não em Belém. Por fim, os romanos não realizavam censos em regiões de governo autônomo, como a Galiléia, terra de José e Maria. Os habitantes de tais regiões não pagavam impostos diretamente a Roma, mas ao governo regional, que, por sua vez, pagava tributos a Roma. O objetivo dos censos romanos era exclusivamente tributário, e o Império só fazia censos onde recolhia os tributos diretamente.
Se as razões apontadas pela Bíblia para Jesus ter nascido em Belém são falsas, pode-se concluir com boa margem de segurança, que também é falso seu nascimento naquele local. Assim fechamos o firo: o ano é falso, o dia e o mês são falsos, o lugar também é falso. Tanta falsidade não surpreende: a humanidade vive submersa num oceano de lendas, mitos e mentiras.



Olá! Meu nome é 



Rafael Alves
em 8 de novembro de 2006
Achei muitíssimo interessante suas investigações sobre a veracidade dos textos bíblicos. Li seu post “Jesus não nasceu em Belém”.
Achei deveras importantes esta frase: “Tanta falsidade não surpreende: a humanidade vive submersa num oceano de lendas, mitos e mentiras.” Este é um ponto chave para o entendimento de nossa civilização, a meu ver.
Também estudo religiões, e incontáveis temas.
Parabéns pelos seus estudos. Continue publicando.
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Santos
em 11 de novembro de 2006
Não importa onde ele nasceu. Vale aquilo que ele pregou e ensinou. Acho que você bem que poderia pesquisar coisas mais interessantes como sexo, rock ou outras besteiras. Deixa a vida do cara de lado.
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ANTONIO CAMELO
em 13 de novembro de 2006
Se não nasceu em Belém, muito menos em Nazaré que, ao que parece, não existia ainda naquele tempo.
A expressão “JESUS DE NAZARÉ” é uma variação de “JESUS NAZARENO”, nazareno é um sinônimo de nazireu, termo usado pelos essênios para designar os que usavam cabelos longos, como Sansão, por exemplo…
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Gilson Marques Gondim
em 13 de novembro de 2006
Caro Santos,
Importa sim onde Jesus nasceu. É a veracidade da Bíblia que está em jogo. Junto com a veracidade da Bíblia está em jogo a suposta divindade de Jesus. Para o cristianismo oficial e dominante, Jesus não é apenas um sábio; é o próprio Deus feito carne.
Desculpe, mas você está equivocado.
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Mestre-X
em 15 de novembro de 2006
Estaria Lucas enganado sobre Quirino e o recenseamento?
Lucas 2.1 fala-nos de um decreto de César Augusto, pelo qual o “mundo” todo (oikoumenê, na verdade, significa as nações sob a autorida¬de de Roma) seria registrado em recenseamento para fins de cobrança de impostos. O v. 2 especifica o tipo de censo a que se refere o texto em que José e Maria tiveram de ir até Belém e registrar-se, sendo descendentes do rei Davi. Foi esse o primeiro recenseamento realizado por Quirino (ou “Cirênio”), como gover¬nador (ou pelo menos agindo como se fora governador) da Síria. Josefo não menciona nenhum censo duran¬te o reinado de Herodes, o Grande (morto em 4 a.C), mas registra um realizado por “Cirênio” (Antiquities, 17.13.5) logo depois de Herodes Arquelau ter sido deposto em 6 d.C: “Cirênio, o que havia sido cônsul, foi enviado por César para computar os efetivos populacionais na Síria e vender a casa de Arquelau”. (Pare¬ce que o palácio do rei deposto seria vendido e o valor da venda entre¬gue ao governo romano.)
Se Lucas data o recenseamento em 8 ou 7 a.C, e se Josefo data-o em 6 ou 7 d.C, existiria aparente¬mente uma discrepância de quatorze anos mais ou menos. Além disso, em vista de Saturnino (de acordo com Tertuliano, em Contra Márcion 4.19) ter sido embaixador da Síria de 9 a 6 a.C, e Quintílio Varo, o embaixador de 7 a.C. a 4 d.C. (observe uma sobreposição de um ano entre os dois períodos), há dú¬vida quanto a se Quirino chegou re¬almente a ser o governador da Síria.
Como solução desse problema, notemos de início que Lucas afirma ser esse o “o primeiro” censo feito sob Quirino (hautê apographé prõté egeneto). A menção do “primeiro” pressupõe a existência do “segundo”, algum tempo depois. Portanto, Lucas estava ciente desse segundo censo feito por Quirino, em 7 d.C, a que Josefo faz alusão na passagem acima mencionada. Sabemos disso porque Lucas (que viveu muito mais perto dessa época do que Josefo) também menciona Gamaliel, que faz alusão à insurreição de Judas, o galileu, “nos dias do recenseamen¬to” (At 5.37). Os romanos tinham o hábito de realizar um censo de quatorze em quatorze anos, o que se enquadra no esquema do primei¬ro censo em 7 a.C. e do segundo, em 7d.C
Todavia, seria Quirino (chamado Kyrènius pelos gregos, por causa da ausência do Q no alfabeto ático, ou talvez porque esse procônsul foi re¬almente um governador bem-suce-dido de Creta e Cyrene, no Egito, cerca de 15 a.C.) na verdade o go¬vernador da Síria? O texto lucano diz aqui hégemoneuontos tês Syrias Kyrêniou (“enquanto Cirênio esta¬va conduzindo —governava— a Síria”). Ele não é chamado de legatus (o título oficial romano para o governador de uma região), mas o particípio hêgemoneuontos é usado aqui, termo apropriado para um hègemõn como Pôncio Pilatos (cha¬mado de procurator, mas não de legatus).
Não se deve dar muito valor ao título oficial. Mas sabemos que en¬tre 12 e 2 a.C, Quirino era o res¬ponsável pela captura sistemática de montanheses rebeldes, nos pla¬naltos de Pisídia (Tenney, Zondervan Pictorial Encyclopedia, 5:6), pelo que era uma personagem militar de grande prestígio, no Oriente Próximo, nos últimos anos do reinado de Herodes, o Grande. A fim de assegurar eficiência e rapidez, é possível que Augusto tenha colocado Quirino como responsável pela execução do recenseamento, na região da Síria, no período de transição entre o final da administração de Saturnino e o início do governo de Varo, em 7 a.C. Certamente, foi por causa do seu modo eficiente de exe¬cutar o censo de 7 a.C. que o imperador o colocou como responsável pelo de 7 d.C.
Quanto à falta de referências se¬culares a um recenseamento geral do Império Romano nessa época, não há problema algum. Kingsley Davis (Encyclopaedia Britannica, 14th ed., 5:168) declara: “A cada cinco anos, os romanos contavam seus cidadãos e propriedades, a fim de determinar seu potencial. Esse costume estendeu-se por todo o império romano em 5 a.C.”
E mais uma vez a PALAVRA DE DEUS é perfeita.
“E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” (Miquéias 5:2 RC)
E a profecia cumpre-se:
“E, tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que [uns] magos vieram do Oriente a Jerusalém,” (Mateus 2:1 RC)
“Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi e de Belém, da aldeia de onde era Davi?” (João 7:42 RC)
P.S.: Jesus cumpriu sozinho mais de 300 profecias, será que isso é coincidência? Não mesmo ele é o filho de Deus, o Salvador, o Messias esperado. Deus seja louvado!!
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Gilson Gondim
em 16 de novembro de 2006
Embora eu não concorde com ele, Mestre X é bem vindo a este site.
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Gilva Lêgos
em 14 de dezembro de 2007
Com Certeza esta não é uma conhecidência, mas, providência, visto que Jesus Foi rejeitado por todos, e indo morar com isabel, logo após foi morar com josé em Nazaré, mas, horodes solicitando, o alistamento de todos,foram eles a Belém novamente,mas, por serem rejeitados por todos, por, acreditarem que Maria havia fornicado com José , ou traído José com outro homem, não encontraram moradia, somente um homem , sitiante permitiu que ficasse em um lugar que era reservado aos animais para que não morressem do frio oriental que era congelante…
sendo assim não era amaldiçoada nem permirtia que morrocem de frio…
Logo após voltaram para Nazaré…
Nazaré era um lugar de rejeitados , malfeitores, desprezados pela sociedade, por que você acha que jesus era chamado de Jesus de Nazaré ?
será que era porque era nascido lá ou por que acreditavam que lá era seu lugar ???
Legos…
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André
em 2 de julho de 2008
Belém Efrata não era uma cidade, era um clã (eu disse CLÃ). Logo, a profecia referia-se ao clã (eu disse CLÃ).
Miquéias 5:1
Mas tu, Belém-Efrata, tão pequena ENTRE OS CLÃS DE JUDÁ, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel. Suas origens remontam aos tempos antigos, aos dias do longínquo passado.
Clã virou sinônimo de cidade, DESDE QUANDO?
Meu caro senhor X-burguer. Vá estudar seu próprio livro.
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André
em 2 de julho de 2008
Esqueci de colocar a fonte: http://www.bibliacatolica.com.br/01/40/5.php
Taqui em latin: nunc vastaberis filia latronis obsidionem posuerunt super nos in virga percutient maxillam judicis Israël
Transliterado em grego: kai su bhqleem oikoV tou efraqa oligostoV ei tou einai en ciliasin iouda ek sou moi exeleusetai tou einai eiV arconta en tw israhl kai ai exodoi autou ap’ archV ex hmerwn aiwnoV
Em hebraico: א ואתה בית לחם אפרתה צעיר להיות באלפי יהודה–ממך לי יצא להיות מושל בישראל ומוצאתיו מקדם מימי עולם
Em inglês literal de Strong: And thou, Beth-Lehem Ephratah, Little to be among the chiefs of Judah! From thee to Me he cometh forth — to be ruler in Israel, And his comings forth [are] of old, From the days of antiquity.
Usar a tradução que corrobora com sua opinião é mau-caratismo.
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Lilibeth
em 19 de maio de 2009
Antes de discutir qualquer coisa vc deve ler “O Evangelho Como Me Foi Revelado” de Maria Valtorta. Sem ler isto, todas as discussoes sobre Jesus, não tem qualquer sentido. Depois q vc ler, vai defender mais ainda os palestinos, vai entender melhor ainda a raça / povo/ gueto judaico e vai ver como Jesus não é culpado do cristianismo estar como está. Mas faça um favor a si mesmo e leia – O Poema do Homem Deus. Não descarte esta informação, vc vai me agradecer. E que voce seja protegido em todas as boas ações que praticar.
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Izaias
em 6 de setembro de 2009
….Ao contrário do que pensava Lucas, Quirino não foi contemporâneo de Herodes, o Grande…
…segundo o historiador inglês Robin Lane Fox, não é verdade que os chefes de família…
A escolha é sua: Jesus, Lucas, Robin Lane Fox, Gilson Gondim, Você MESMO…. Vai acredidar em quem?
EU acredito naquele que TRANSFORMA e SALVA vidas do inferno: JESUS
Meu nome é Izaias
Casado, Pai de Família, Saxofonista, Pianista, Perito Médico Federal
Antes que você diga: mais um alienado analfabeto religioso
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alessandro de souza
em 4 de novembro de 2009
ACHO QUE ESTA DISCURÇÃO NÃO VAI DA EM NADA,O QUE TEMOS QUE SABER E QUE DEUS O TODO PODEROSO QUE FEZ OS CEUS E A TERRA.
QUE DEUS ABENÇOE TODOS VCS. ESTAREI ORANDO POR TODOS VCS,
DEUS E A NOSSA UNICA SALVAÇÃO ESPERO QUE A HUMANIDADE NÃO DESCUBRA ISTO TARDE DEMAIS.
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alessandro de souza
em 4 de novembro de 2009
ESQUECI DE MENSIONAR.
” NÃO IMPORTA ONDE ELE NASCEU MAIS UMA COIZA IMPORTA ELE AINDA ESTA VIVO” AMEM
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Wellerson
em 24 de dezembro de 2009
Concordo com vc que a data está errada, mas vc não tem nenhum dado histórico, e nenhum fato que comprove sua tese, ou seja, não existe fundamento bíblico, histórico, arqueológico e tão pouco científico para estas afirmações. Nós não podemos ficar como o “eu acho”, isto não é prova,
o que prova é que como a Bíblia mesmos diz ” Meu povo perece por falta de sabedoria”. Conhecimento pela metade não é conhecimento, e sim é mentira.
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