Lu-ladrão foi esmagado

Sinceramente, deu até pena. Diante de um Geraldo Alckmin firme, veemente, seguro, assertivo, Lu-larápio encolheu para o seu tamanho real: um anãozinho moral, intelectual e político, inconsistente, precário, desorientado, desnorteado, em pânico, tentando beber água de um copo vazio ou então derramando água de um copo cheio para todos os lados.

Lula-lau maltratou tanto a língua portuguesa que desisti logo de cara do meu projeto de contar seus erros de português. Mostrou um vocabulário limitadíssimo, tornando-se repetitivo. Tentou ser irônico, mas só conseguiu ser debochado, sem que o seu deboche conseguisse em nenhum momento atingir o adversário, voltando-se sempre contra ele mesmo.

Ficou na defensiva até na hora de fazer perguntas. Perguntas, aliás, que só conseguia fazer lendo precariamente o que sua assessoria escrevera. Alckmin ironizou: “O candidato está lendo, e o que escreveram para ele ler está errado”. Acusou o vice de Alckmin de ser o ministro do apagão, mas em seguida o absolveu, dizendo que a culpa era do ministro anterior. Chamou seu próprio avião luxuosíssimo pelo nome pejorativo de Aerolula. Assumiu a postura de defensor dos interesses nacionais… da Bolívia.

Foi exposto como fraco, mentiroso, boateiro… Chegou a dizer que a Polícia Federal pode levar dez anos para descobrir a origem do dinheiro relacionado ao dossiê fajuto. Mentiu ao afirmar que demitiu Dirceu e Palocci, e foi pego na mentira. Enfim, um desastre. Para completar, não conseguiu dar nenhuma explicação para o fato de o Brasil crescer mais de três vezes menos que a Argentina, pouco mais de um terço da média dos países emergentes e metade da média mundial. Não conseguiu explicar por que o Brasil não tem aproveitado o momento favorável da economia mundial. Repito: um desastre.

Não foi à toa que Lula-lau fugiu dos debates do primeiro turno: ele é muito ruim. Sob pressão, desmorona. Foi assim com Collor em 89. Foi assim com Geraldo Alckmin agora. Lula-lau não passa daquilo que ele parece ser: um cafajeste de mesa de bar, com seu linguajar chulo, suas metáforas paupérrimas, seu vocabulário limitadíssimo, seu deboche alcoólico, sua falta de conhecimento sobre o que quer que seja, sua boçalidade (apologia da rudeza e da ignorância). O Brasil é presidido por um cafajeste de mesa de bar. É tragicômico. Mais trágico do que cômico.

Ao final do debate, a plastificadíssima perua Marta Suplicy demonstrou todo o seu inconformismo. Disse que ficara “muito decepcionada com o candidato da oposição”, que parecia “de plástico”. Ela ficou decepcionada sim. Ficou decepcionada porque Alckmin não foi o chuchu que ela e seus comparsas gostariam que ele tivesse sido. E porque Lula-lau não foi capaz de superar suas limitações.

A noite do último domingo foi, enfim, um momento histórico de desmascaramento de um presidente da República no pleno exercício do cargo. Inesquecível.