Mais oito pontos contra Israel

Antes de ler este artigo, dê uma olhada em O nazismo israelense e na resposta do Sr. Victor Grinbaum ao referido artigo.

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1. O povo eleito deve se colocar numa posição de humildade diante dos demais?

Não é isso o que diz o Deuteronômio, parte fundamental da Bíblia hebraica: “Não deixareis vivo nada que respire. Passareis no fio da espada homens, mulheres, crianças e animais”. Este á apenas um exemplo. Isso é humildade diante dos demais povos?

2. Israel devolveu terras que não eram suas, o que não é nenhum mérito. A península do Sinai foi devolvida ao Egito para neutralizar esse país, que traiu os palestinos em troca do Sinai. A “devolução” de Gaza já vimos como é que é: Israel entra lá na hora que bem entende e massacra mulheres e crianças. Jerusalém Oriental já foi tomada dos palestinos, processo que está em curso na Cisjordânia, em que os palestinos perdem terras a cada dia, devido às famigeradas colônias judaicas. Isto sem falar nas Colinas de Golã. Israel é um Estado ladrão de terras.

3. O uso sitemático de tortura por Israel é denunciado por várias organizções de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch. O próprio Estado de Israel admite o uso de “pressão física”, eufemismo para a tortura. A prática de tortura em Estados árabes não justifica o uso da tortura por Israel. Um erro não justifica o outro.

4. Grinbaum admite que Israel pratica punições coletivas e que isso contraria a moderna doutrina dos direitos humanos. Tal admissão é mais do que suficiente. Mais uma vez: o argumento de que Israel pode fazer porque outros países fazem é uma falácia, pois um erro não justifica o outro e Israel diz pertencer a uma civilização que não admite essas coisas.

5. Judeus isso, judeus aquilo, mas todos judeus. Quem define os judeus como raça são as próprias organizações judaicas que promovem testes de DNA para definir quem é judeu. Procurem na internet e descobrirão esses testes.

Já os árabes só têm em Israel o direito de ser minoria.

Por que Israel não anexa a Cisjordânia, que os sionistas chamam de Judéia e Samaria? Para não ter que dar o direito de voto aos palestinos e não ameaçar a condição israelita de Estado judaico.

6. Israel acha que o seqüestro de dois soldados isralenses pelo Hezbollah justifica o massacre de mais de mil civis libaneses. Ou seja, uma vida israelense vale pelo menos quinhentas vidas libanesas. Se isso não é racismo e nazismo, não se sabe o que é racismo e nazismo.

7. O número de ciganos mortos não foi de apenas cem mil, mas de cerca de 500 mil (”A Indústria do Holocausto”, de Norman Finkelstein). Proporcionalmente, o número de ciganos mortos foi tão grande quanto o de judeus. Autores judeus, como Ben Abraham, apagam o genocídio cigano da seguinte maneira: um judeu polonês morto é um judeu, mas um cigano romeno morto é um romeno, não um cigano. O genocídio dos ciganos é diluído nas nacionalidades. E assim os judeus ficam com o monopólio do Holocausto, que transformam numa grife exclusiva.

8. Se Israel tem bombas atômicas, o Irã também tem o direito de tê-las. Se os Estados Unidos e vários outros países têm bombas atômicas, o Irã também tem o direito de tê-las. É uma questão de isonomia, a isonomia nuclear. Ou ninguém tem ou todos podem ter.