Marx e a religião
“O zelo pela virtude é abafado pela voz tentadora do pecado e se transforma em escárnio, assim que sentimos o pleno impacto da vida. A luta pelo entendimento é posta de lado por uma vulgar concupiscência pelos bens terrenos.
O anseio pela verdade é amortecido pela força doce e lisonjeira da mentira. E assim o homem permanece como a única criatura, em toda a natureza, que não cumpre o seu propósito, o único membro do Universo que é indigno do Deus que o fez.
Todavia, o gracioso Criador é incapaz de odiar a obra de suas mãos. Deseja erguê-la até onde Ele mesmo está, e, assim, enviou o seu Filho e agora nos chama por meio destas palavras: ‘Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós…’ (João, 15.3,4).
E onde Cristo expressa com maior clareza a necessidade de união com Ele do que na bela parábola da vinha e seus ramos, na qual ele se compara à vinha e nos compara com os ramos?
Os nossos corações, a razão, a história, a Palavra de Deus, tudo nos faz apelos em altas vozes, convincentemente, dizendo-nos que a união com Ele é absolutamente necessária, que sem Ele seríamos rejeitados por Deus; que somente Ele é capaz de nos libertar…
Uma vez que um homem tenha atingido essa virtude, essa união com Cristo, esperará calma e tranqüilamente os golpes da desventura. Opor-se-á bravamente às tempestades da paixão e resistirá impavidamente aos rugidos dos iníquos, pois quem poderia arrebatá-lo de seu Redentor?”
Por incrível que pareça, o autor do texto acima é Karl Marx, o pai do materialismo dialético, co-autor de O Manifesto Comunista, criador de O Capital. O texto citado, que já demonstra o talento literário de Marx, foi escrito pelo jovem Karl, ainda adolescente e aluno do que hoje chamamos de ensino médio. Cerca de dois anos depois de tê-lo escrito, Marx se tornaria ateu, a caminho de fundar, junto com Friedrich Engels, toda uma nova maneira de ver o mundo. O Marx maduro tinha uma visão muito diferente da religião, embora esta visão não se limitasse à frieza, à secura e à agressividade da fórmula quase universalmente conhecida como a definição marxista da religião: “A religião é o ópio do povo”. Marx de fato escreveu isto, mas o fez num contexto suave e poético, que não vê a religião pura e simplesmente como algemas, mas a vê como algemas feitas de flores, algemas que, não obstante sua beleza, precisam ser quebradas, porque a consciência do real é muito mais libertadora, e portanto muito mais bonita, do que as ilusões sobre o real. Contemplemos a visão marxista da religião, nas talentosas palavras do próprio Marx:
… A religião é o suspiro da criatura oprimida, o sentimento de um mundo sem coração, a alma de uma realidade sem alma. É o ópio do povo.
Abolir a religião, como a felicidade ilusória dos homens, é procurar sua felicidade real. O clamor para que abandonem as ilusões sobre sua condição é uma convocação para que abandonem uma condição que precisa de ilusões.
Marx não captou toda a essência da religião nesse pequeno texto. A condição existencial do homem como ser mortal consciente de sua mortalidade faz com que a religião tenha algum peso mesmo nas sociedades mais livres, prósperas e justas. Todos os estudos, porém, estudos que não poderei citar aqui por falta de espaço, mostram que a religião tem mais peso nas sociedades mais opressivas, o que dá razão a Marx, pelo menos em grande parte. De qualquer modo, mesmo não se concordando com as teses marxianas, há que se reconhecer e admirar o talento com que ele as expôs.



Olá! Meu nome é 



HIGOR
em 27 de abril de 2008
Acho que o seu título diz tudo.
A verdade é que as pessoas alimentam-se da religião para preencher o vazio que são as suas vidas, é um passatempo como outro qualquer, só que este traz o passaport da vida eterna -já agora, quem é que quer viver para sempre?!- para almas infantis e crédulas.
Como diz o meu querido amigo génio, o Calvin (como em “Calvin & Hobbes”), o comuna do Marques só dizia que a religião era o ópio do povo porque não conhecia ainda a televisão…
Eu já quis acreditar em algo superior que pudesse orientar a minha vida, hoje em dia acredito em mim próprio e no meu discernimento e chega largamente.
Se essa gente está preocupada com o padreco em vez de cair na sua trágica realidade, azar o deles.
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Gilson
em 2 de janeiro de 2009
Um sucesso chamado Múltiplos Universos. Visitas mais que dobram em 2008.
Nº de visitantes únicos em 2007: 19.278
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Tráfego no site em 2007: 7,28 GB
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Aumento: 149,03%
Tudo isso com um investimento sem fins lucrativos de 700 reais por mês, custeados inteiramente por mim. Gastei 16 centavos por visita em 2008. O site da Federação Israelita do Estado de São Paulo, o famigerado e infame De Olho na Mídia, gasta pelo menos 72 centavos por visita, quatro vezes e meia o que eu gasto. Se eu fosse rico como eles são, daria neles um banho que os afogaria. Estamos em posições muito melhores que as deles no Google e nossos artigos mais palpitantes são muito mais comentados do que os deles. O site da Fisesp é um cemitério, não tem debate, é totalmente unilateral. Estamos ensinando a eles como fazer Internet. E vejam a diferença de recursos financeiros. Meu alfinete está fazendo o tubarão sofrer.
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Eduardo Vieira da Silva
em 31 de outubro de 2009
Uma vez eu vi o ex-presidente FHC, falar, em uma entrevista, que não acreditava em Deus, mas respeitava quem acredita.
Depois, vi pássaros e libélulas serem mortos pelos venenos da dengue e passei a ver milhares de pessoas morrerem pela picada desse mosquito, sendo que não via acontecer isso antes. Vi, também, a CPMF ser aprovada no Congresso Nacional, com desculpas de que seria ser aplicado na saúde. É,seria mais difícil aprovar o imposto se não alargasse o problema da dengue.
O que fizeram com o dinheiro da arrecadação do imposto sobre os combustíveis e a CPMF?
O que fizeram com os bilhões de dólares pegos emprestados do FMI?
Vivemos hoje sem CPMF, sem FMI e pudemos pagar a nossa divida com o dinheiro arrecado dos impostos dos combustíveis. Para onde ia todo esse dinheiro antes? Gostaria que o ex-presidente, que se dizia ateu e sem religião, me desse uma explicação lógica para isso.
Outros ateus: Lenis, Mão Tse Tung e Adolfe Hitler, cada um responsável pela morte de aproximadamente 50 milhões de pessoas (150 milhões no total).
O governo britânico, para incentivar as pessoas acreditarem que não foi Deus quem criou as espécies de vidas, patrocinou a Teoria da Evolução, de Charles Darwin. Tudo isso, a meu ver, para incrementar o mercado e a produção industrial que a Inglaterra programava. Passando a fabricar cigarros, cachaças e várias outras coisas que o mundo religioso e a literatura barroca eram contra. Resultado, uma quantia muito acima de 150 milhões de pessoas já foram mortas pelas drogas que começaram a serem produzidos, primeiramente, na Inglaterra. Inglaterra de Charles Darwin e que deu dinheiro para ele viver bem o resto de seus dias.
Obs.: Libélulas soltam larvas carnívoras, que destroem com os mosquitos da dengue, em águas paradas. Pássaros podem se alimentar de mosquitos da dengue, pois, o mosquito da dengue, diferente das muriçocas, voam durante o dia, semdo presas fáceis para certos pássaros.
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Jean Carlos Ferreira Lima
em 11 de dezembro de 2009
Que salada foi essa que você escreveu, misturando assuntos tão distantes uns dos outros, tentando mostrar que a culpa de alguns fatos históricos lamentáveis é dos ateus?
George W. Bush crê em Deus e fez o que fez no Afeganistão e no Iraque. E aí? A culpa por isso é de Deus, ou do fato dele acreditar Nele?
Quantos milhões de mortes são atribuídas a atos religiosos de cristãos, muçulmanos, aborígenes? Quer mais mortes do que as que foram praticadas pelos padres jesuítas (cristãos), assassinos dos ameríndios inocentes que deveriam acreditar que um homem que estava pregado numa cruz era o filho do que para eles seria Tupã ou morrer queimados na fogueira? O que você faria se alguém te impusesse a idéia da existência de um duende, Todo Poderoso, que governa sabiamente o universo e deseja que todos acreditem nisso por meio do que dizem os seus enviados?
O fato de uma pessoa não acreditar em Papai Noel não faz dela uma pessoa que não comemora o Natal. Nem tão pouco um ateu é necessariamente responsável por algum mal. Que mal fez Marx? …Ele era ateu! Quem bem fez você para a humanidade? …Pelo que pude perceber, você é teísta! Acreditar em Deus não faz ninguém santo! Nem o faz perverso a ausência da crença em ídolos sagrados.
Em qual fonte você viu que Darwin saiu em uma viagem de cinco anos com o propósito de criar a Teoria de Evolução das Espécies? Pra mim, é algo novo, inédito, e que carece comprovação histórica. Pelo que já vi em muitos textos sobre esse assunto, seu objetivo, a priori, era outro totalmente diferente, o qual não me convém mensionar nessa discussão. Tanto era outro, que suas teorias só foram publicadas muito tempo depois do fim da viagem. Ao meu ver, não há relação entre Darwin e a Primeira Revolução Industrial. Você foi infeliz nesta colocação.
Também o foi quanto às demais!
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