McCain ganhou um round, mas a luta é de muitos rounds
A guerra das convenções foi inequivocamente ganha por John McCain. Sua campanha soube aproveitar-se muito bem do fato de a convenção republicana ter acontecido depois da convenção democrata. Com uma escolha-surpresa para o posto de vice, na manhã seguinte ao discurso de Obama, a campanha republicana abafou as repercussões do evento adversário e emendou um fim de semana de frenesi sobre a vice Sarah Palin com a própria convenção republicana. Obama, que já havia escolhido seu vice antes de sua própria convenção, como é obrigatório, não teve um antídoto contra o oba-oba republicano que monopolizou as atenções por dias a fio. Resultado: McCain passou à frente de Obama na média das pesquisas, embora permaneça a situação de empate técnico. A CNN e a empresa Hotline indicam empate absoluto. A empresa Rasmussen dá McCain um ponto à frente. A pesquisa diária do Instituto Gallup dá vantagem de cinco pontos para o republicano. O mesmo Gallup tem outra pesquisa que mostra McCain à frente dez pontos entre os “votantes prováveis” (aqueles que votaram nas duas últimas eleições presidenciais) e quatro pontos à frente entre os eleitores registrados. Se considerarmos a primeira versão do Gallup, a vantagem média de McCain é de 3,2 pontos percentuais. Considerando a segunda versão, a vantagem republicana cai para 2,0. De um jeito ou de outro, dentro da margem de erro.
É apenas um momento ou uma situação duradoura? Vai depender de muitas coisas. Haverá, por exemplo, três debates entre McCain e Obama, o primeiro em 26 de setembro, sobre política externa. Haverá também um debate entre os dois candidatos a vice, Sarah Palin (R) e Joe Biden (D). Os quatro debates serão cruciais. Assim como será crucial o gigantesco esforço da campanha de Obama para registrar novos eleitores, sobretudo entre negros e jovens. O eleitorado de novembro não será o eleitorado de hoje, e o crescimento está favorecendo Obama. Além disso, o Colégio Eleitoral não reflete necessariamente a votação nacional, e sua composição está, neste ano, favorecendo os democratas. O site ElectionProjection (www.electionprojection.com) confirma o que eu escrevi em artigo anterior: se vencer em um desses quatro estados (Flórida, Virgínia, Ohio e Colorado), Obama será o presidente. Se McCain ganhar em todos os quatro, será ele o “commander-in-chief”.
McCain pode ter atingido seu pico ou poderá atingi-lo nos próximos dias. A partir daí, terá que agüentar quase dois meses de anúncios enfatizando seus vínculos com o impopularíssimo W. Bush. A foto de McCain com a cabeça no ombro de Bush, como se fosse sua namorada, inundará o país. Seu currículo de mais de 90% de votos no Senado a favor de Bush será explorado à exaustão. Se resistir a tudo isso e for eleito, o mundo entrará numa era ainda mais perigosa do que a Era Bush.
* * *
Logo que terminei de escrever este artigo, por volta da 18:30 do dia 8 de setembro de 2008, fechei o Word e dei uma olhada no site RealClearPolitics (www.realclearpolitics.com) e constatei que a entrada de duas novas pesquisas mostrando McCain dois pontos à frente reduziu um pouco sua vantagem na média de pesquisas apresentada pelo site: de 3,2 para 2,9.



Olá! Meu nome é 



claudio nassralah
em 9 de setembro de 2008
Parabens pelo artigo. Infelizmente a população média dos EUA é muito desinformada e conservadora, portanto McCain pode ganhar.
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Ademar
em 9 de setembro de 2008
Caro Gilson, sua avaliação está correta, só exagerou num ponto…Que se o McCain ganhar será uma era pior que a de Bush. A Era Bush foi ruim para quem a seu ver? Deve ter sido ruim para os anti-americanos, que viram estes, sua antítese, se tornarem mais poderosos. Se engana quem acha que o 11 de setembro enfraqueceu os americanos. Eles passaram a gastar mais na indústria bélica. Seu exército ficou mais poderoso depois de Bin Laden e este, que é endeusado pelos hipócritas de plantão, anda às escondidas, de caverna em caverna no Afeganistão, quando não no submundo do Paquistão, tendo que apostar no filho ainda criança pra ver se tem algum legado por deixar para os sofridos muçulmanos daquela região, que acreditam em virgens no paraíso. Bin Laden que tinha em seu poder um país, vive com a barba escondida atrás de lençóis empoeirados.
O outro burro, o tal do Saddam, não satisfeito em massacrar curdos com arma química, resolveu patrocinar suicidas na Palestina, caiu com a cabeça enterrada num buraco e morreu com o pescoço quebrado. Para esses, a Era Bush foi ruim e para seus seguidores a Era McCain será realmente pior.
Entretanto, a Era Bush piorou as contas internas americanas, mas fruto de um Estado grande, que gasta muito e que passou a arrecadar menos com as políticas de diminuição de impostos e a derrocada de investimentos para a China, fato que causou também a paralisia econômica na Europa. Na verdade, só cresceram os países em desenvolvimento, justamente por terem uma demanda reprimida em potencial, que foi devidamente explorada pelo dinheiro americano e europeu. Para a China, México e América do Sul, migraram dólares e euros. Aliás, na Era Bush, o Brasil nunca crescera tanto. A Era Clinton foi um desastre para o Brasil. Foi bom para os americanos, isso sim, devido ao excesso de protecionismo econômico no qual os democratas são craques.
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Gilson
em 10 de setembro de 2008
Ademar, a Era Bush foi péssima para os milhares e milhares de militares americanos mortos ou mutilados no Iraque. Foi péssima para as dezenas de milhares de iraquianos mortos ou mutilados em conseqüência da invasão americana. Foi péssima para a parcela dos americanos que sofrem com a crise econômica.
Foi ótima, entretanto, para o Irã, que se viu livre de Saddam Hussein e pode agora concentrar-se em Israel.
Quanto ao Afeganistão, os americanos não conseguem controlar a maior parte do país e vêem o Taliban e a Al-Qaeda se expandirem no Paquistão, que caminha para uma revolução islâmica.
Por fim, Bush matou mais americanos do que Bin Laden.
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Gilson
em 10 de setembro de 2008
O pior parece ter passado para Obama. O crescimento de McCain parou e ele começou a recuar. A vantagem de McCain na média do site RCP caiu de 3,2 para 2,3 e Obama voltou a aparecer na frente em duas pesquisas.
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claudio nassralah
em 11 de setembro de 2008
É Ademar,
Sadam Hussein foi burro mesmo por ter confiado nos americanos e ter recebido armas químicas deles( para usar contra o Irã e os curdos). Não é necessário virgens para que os muçulmanos lutem pela liberdade.É por gente preconceituosa como você que o mundo está assim.
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Gilson Gondim
em 12 de setembro de 2008
Boletim da eleição americana
Média das pesquisas divulgadas em 7 de setembro: McCain + 3,5.
Média das pesquisas divulgadas nos dias 8, 9 e 10 de setembro: McCain + 1,6.
Ou seja, a vantagem de McCain foi reduzida a menos da metade. Não houve a temida (pelos partidários de Obama) escapada de McCain. Ele estacionou e está recuando.
Além disso, Obama melhorou sua posição no Colorado e em New Hampshire, passando de 0,4 para 2,3 e 0,3 para 3,3, respectivamente.
Obama está à frente em todos os estados ganhos por Gore/2000 e/ou Kerry/2004. E está tomando um estado dos republicanos, o Colorado, suficiente para lhe dar a vitória por 273 a 265 no Colégio Eleitoral.
Por fim, o cientista político Alan Abramowitz, da Emory University, um dos mais respeitados especialistas em eleições presidenciais nos Estados Unidos, escreveu que as pesquisas eleitorais americanas não estão refletindo o rápido registro de novos eleitores pela campanha de Obama, usando cadastros de registro de eleitores defasados.
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Ademar
em 12 de setembro de 2008
Claúdio, não foram os americanos que deram as armas químicas para o Saddam, a Universisade de Bagdá comprou diretamente dos fornecedores a base para Caro a produção de tais armas. Os químicos iraquianos então, desenvolveram as tais armas do jeito que lhe convieram. A culpa é do governo americano ou do iraquiano? A Alemanha fornecia energia atômica para Saddam e ninguém sequer relata isso. Sem falar das pistolas francesas e dos tanques brasileiros. Esqueceu que a indústria bélica nacional era crescente nos anos 80? Saddam comprou vários tanques da ENGESA,empresa brasileira, que mataram muito mais gente que as armas químicas. Não sabia? Além de tudo, Saddam não pagou e a ENGESA quebrou. Saddam também quebrou a Mendes Júnior e a Avibrás. Saddam matou mais gente com armas brasileiras que com armas químicas e ninguém critíca o Brasil. Isso não seria preconceito?
Peço desculpas se lhe feri com respeito a questão religiosa em si, mas não usei a questão das virgens pejorativamente. Assumo minha falta de conhecimento mais aprofundado sobre os costumes dessa religião, mas quando vc diz que são os muçulmanos que lutam por liberdade, a que liberdade vc se refere? À uma liberdade física ou espiritual? Por que se são os muçulmanos que estão lutando por algo, dá a entender que existe um fundo religioso e aí as questões religiosas vêm à tona e entre elas está a crença após a morte. Vou tentar me fazer entender, por que os muçulmanos afegãos da Aliança do Norte não se explodiam, enquanto que os muçulmanos da Al-Qaeda o fazem? Não seria uma forma de sacrifício extremada onde já sabedor de sua morte, este muçulmano estaria morrendo não só pela liberdade , mas por seu Deus e por essas mesmas crenças pós-morte? Não teriam aí algumas diferenças? Pensando assim, coloquei a questão religiosa em questão, mas repito sem preconceito, mas pelo simples fato dela não poder ser colocada de lado, devido à sua presença constante nesse conflito. Quando sírios, iranianos, iraquianos, afegãos lutam por sua liberdade entende-se que estão lutando pela liberdade de seu país, independente de religião ou etnia. A França quando foi invadida por Hitler, não lutou pela liberdade cristã, mas pela liberdade francesa.
A Era Bush não foi ruim para todos os muçulmanos. Vários países árabes cresceram e se desenvolveram nesse período, já que este aumentou o investimento naquela região, incluindo em petróleo. Se depender do Obama, com a sua promessa dita escancaradamente que quer se livrar da dependência do petróleo dos árabes, investindo em outras teconologias, aquela região pode também sofrer em vários países com revoluções islâmicas pelo seu empobrecimento, já que poucos estão se preparando para a Era sem Petróleo. Com países mais pobres, seus governos na maioria não-democráticos sucumbiriam à pressão das massas islâmicas.
Como o próprio Gilson disse, na Era Bush cessou a morte de iranianos pelos iraquianos e o Ahmadinejah nem agradeceu…Sabem por quê né? Ele usa antolhos…só enxerga Israel!
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Gilson
em 14 de setembro de 2008
Boletim da eleição americana
Média das cinco últimas pesquisas: McCain à frente por 0,2.
McCain à frente em duas, Obama à frente em duas, uma dá empate numérico.
Todas dão empate técnico.
O impulso de McCain está se esvanecendo.
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Gilson
em 16 de setembro de 2008
CNN: eleição empatada, 45 a 45. E isto antes do derretimento financeiro que está atingindo os Estados Unidos.
A campanha eleitoral americana entra em nova fase. Adeus ao factóide Sarah Palin, adeus aos ecos da convenção republicana. A economia exige passagem.
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Gilson
em 16 de setembro de 2008
Eleição americana entra em nova fase:
Adeus ao factóide Sarah Palin. Adeus aos ecos da convenção republicana. A eleição amanheceu empatada na segunda-feira, segundo a CNN: 45 a 45, com Obama levando alguma vantagem no Colégio Eleitoral.
E isto antes do derretimento (“meltdown”) do mercado financeiro americano, ocorrido nesta segunda. “Olá economia, adeus batom”, anunciou o ótimo site The Huffington Post (www.huffingtonpost.com).
Obama: “Não culpo a pessoa do senador McCain por esta gravíssima crise. Mas culpo as políticas econômicas que ele apóia. O país não suportaria mais quatro anos dessas políticas econômicas”.
Bush baixou os impostos dos muito ricos, elevou à estratosfera as despesas militares, desregulamentou o mercado financeiro… Tudo isso com o apoio de McCain. Os resultados estão aí. Catastróficos.
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Gilson Gondim
em 16 de setembro de 2008
Obama retoma a liderança:
Gallup Tracking: McCain +1
Rasmussen Tracking: McCain +1
Hotline Tracking: Obama +4
Daily Kos Tracking: Obama +4
Média: Obama +1,5
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Gilson
em 17 de setembro de 2008
Média das novas pesquisas: Obama +2,5
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Gilson
em 24 de setembro de 2008
Pesquisas de hoje, 24 de setembro de 2008:
Fox News (canal de TV claramente pró-republicano): Obama 45, McCain 39
Hotline/FD Tracking: Obama 48, McCain 42
ABC News/Washington Post: Obama 52, McCain 43
Média das três pesquisas: Obama 48,3, McCain 41,3.
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Gilson
em 26 de setembro de 2008
Ademar, meu velho, cadê você? McCain deve estar sentindo falta de seu advogado brasileiro.
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Ademar
em 26 de setembro de 2008
Gilson, não sou advogado dele, apenas votaria nele se fosse americano. Acho o Obama um enrolão, inclusive vai enrolar vc e os que acreditam que ele vai fazer alguma coisa de diferente em relação ao Oriente Médio. Meu candidato é o McCain, mas de tanto ouvir um monte de baboseira sobre o Obama, até torço para que ele ganhe só para ver a cara dos que torcem por ele, torcerem de raiva quando o Barack começar a falar enquanto presidente dos EUA contra o Irã, Rússia e etc. Nunca contestei os resultados das pesquisas que vc colocou aqui,mas se lembre que a eleição americana é decidida de forma indireta. Quem vai decidir são os americanos e não nós.
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