Números alarmantes para a Igreja Católica no Estado do Rio de Janeiro

ESTADO DO RIO: ELEITORADO E RELIGIÃO NOS MAIORES MUNICÍPIOS! (GPP)

  1. Rio-Capital: Católicos 55%. Evangélicos 21%. Espíritas 8%. Sem Igreja 15%. Outras 1%.
  2. Niterói: Católicos 55%. Evangélicos 20%. Espíritas 8%. Sem Igreja 16%. Outras 1%.
  3. Nova Iguaçu: Católicos 42%. Evangélicos 35%. Espíritas 4%. Sem Igreja 18%. Outras 1%.
  4. São Gonçalo: Católicos 45%. Evangélicos 33%. Espíritas: 3%. Sem Igreja 18%. Outras 1%

Fonte dos dados acima (mas não do texto abaixo): Ex-blog do Cesar Maia

A Igreja Católica Apostólica Romana virou uma grande puta, na qual todo mundo tira sua casquinha: os evangélicos roubam fiéis católicos, os espíritas roubam fiéis católicos, os sem-religião roubam fiéis católicos. Todo mundo cresce às custas da Santa Madre Igreja, a grande puta.

Vejam que na Baixada Fluminense, a periferia pobre da cidade do Rio de Janeiro, aqui representada por São Gonçalo e Nova Iguaçu, o catolicismo já fica bem abaixo dos 50%. Na Baixada, a ultrapassagem do catolicismo pelos evangélicos (em sua grande maioria pentecostais e neopentecostais) já está bem próxima. Chama também a atenção, nos quatro municípios, o número expressivo de espíritas assumidos e a quantidade mais expressiva ainda dos sem-religião assumidos, mesmo em municípios pobres, como Nova Iguaçu e São Gonçalo (fica claro, também, que o espiritismo é uma religião de classe média e classe alta; compare os números da Capital e de Niterói com os da Baixada Fluminense).

A nova configuração sociológico-religiosa tem implicações políticas importantes. Na Baixada Fluminense, por exemplo, o ex-governador Anthony Garotinho, por ser populista, mas em grande parte por ser evangélico, está tecnicamente empatado com o governador Sérgio Cabral (33 a 30 a favor de Cabral) na eleição para o governo do Estado. A campanha de Garotinho na Baixada é descaradamente religiosa: ele, por exemplo, se ajoelha no palanque para receber bênçãos e orações. É preocupante, pois chegará o dia em que tais cenas serão vistas numa campanha para presidente da República, não necessariamente envolvendo Garotinho. A substituição do nosso catolicismo meio desdentado por um pentecostalismo + neopentecostalismo musculoso pode vir a ser um pesadelo para os brasileiros livres-pensadores. O Brasil provavelmente se tornará um palco de intensas guerras culturais, como os Estados Unidos. No Estado do Rio de Janeiro, essa guerra já está bem nítida nas candidaturas de Garotinho, de um lado, e Fernando Gabeira, do outro. No meio, provavelmente será reeleito o governador Sérgio Cabral. Mas vai chegar o dia em que um candidato como Garotinho talvez venha a ser imbatível no Rio e no Brasil, com maioria no Congresso. E os livres-pensadores vão ter que sair às ruas para defender seus direitos. E teremos saudades da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, decadente e desdentada.