O tarado Lula-lau

César Benjamin foi líder estudantil secundarista em 1968, aos 14 anos. Ficou conhecido como Cesinha. É um dos principais personagens do livro 1968 — O ano que não terminou, de Zuenir Ventura. Com a decretação do AI – 5, em 13 de dezembro de 68, Cesinha caiu na clandestinidade e entrou para a luta armada contra a ditadura militar. Preso em meados de 1971, aos 17 anos, só foi libertado (e expulso do país) em 76. Voltou em 79 com a anistia, tendo sido um dos fundadores do PT, partido que deixou em 1995. Em 94, foi um dos marqueteiros da segunda campanha presidencial de Lula. Trabalhou na Fundação Getúlio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. Atualmente é o editor da Editora Contraponto (não confundir com o jornal paraibano). Foi o candidato a vice-presidente na chapa de Heloísa Helena em 2006, pelo PSOL, partido ao qual não mais pertence. Participou do seqüestro do embaixador americano e é o autor da frase “o que é isso, companheiro?!”, imortalizada como título do best-seller de Fernando Gabeira. Hoje tem 55 anos.

Feita essa breve biografia de César Benjamin, vamos ao que ele disse. Num bate-papo de campanha, em 94, Lula teria perguntado a Cesinha quanto tempo ele ficara preso. Ao saber do tempo, cinco anos, Lula teria ficado surpreso e afirmado que não teria conseguido suportar, porque não conseguia ficar sem sexo. E aí teria confessado que tentara “pegar” o colega de cela (em 1980) conhecido como “menino do MEP”, sendo o MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado) uma organização de esquerda hoje extinta. Para sua surpresa, Lula teria sido recebido a socos e cotoveladas pelo rapaz, tendo então desistido de tentar “pegá-lo”. Cesinha, que é colunista da Folha de S. Paulo, contou essa história escabrosa em artigo publicado pelo maior (e melhor) jornal do país, em texto de página inteira (p. 8 do primeiro caderno), na edição da sexta-feira 27 de novembro de 2009.

Lula apressou-se em negar ambos os fatos alegados: a tentativa de estupro e a narrativa supostamente feita a César Benjamin. O publicitário Paulo de Tarso, presente à conversa de 94, negou que a narrativa tenha sido feita. Porém, o cineasta Silvio Tendler, também presente, confirmou que a narrativa foi feita, atribuindo-a, todavia, a uma “brincadeira” de Lula. Isto significa que César Benjamin disse a verdade: ouviu realmente de Lula a narração de uma tentativa de estupro por ele cometida em 1980.

Se Lula não processar Cesinha e a Folha de S. Paulo, alegando que não quer dar “estatura” ao acusador, estará assinando uma confissão de culpa. Não processará se temer que a verdade apareça durante o processo. Suas testemunhas de defesa, Paulo de Tarso e Silvio Tendler, já se contradisseram, um negando a narrativa, o outro confirmando-a, embora atribuindo-a a uma “brincadeira”.

De uma coisa temos certeza: o sujeito que nos governa, além de ser um ladrão comprovado, no mínimo tem fantasias sobre violentar sexualmente um colega de cela. É horripilante.