Os problemas que a ciência ainda vai causar à religião

  1. Com o genoma do Homem de Neandertal desvendado, é só uma questão de tempo até cientistas trazerem-no de volta à vida. Quando o primeiro bebê Neandertal da nova era nascer, a religião vai ter que dar uma resposta à pergunta: ele ou ela também foi criado à imagem e semelhança de Deus? Há duas espécies criadas à imagem e semelhança de Deus? (É claro que, instigados pelas igrejas, países como Estados Unidos e Reino Unido proibirão esse tipo de pesquisa, mas sempre haverá algum país disposto a abrigar os cientistas que a farão).
  2. Quando a barreira da Inteligência Artificial (I. A.) for finalmente quebrada, o Dalai Lama terá que dar resposta à pergunta que um dia evitou: o computador autoconsciente será a reencarnação de alguém?
  3. A interface entre neurônios e microchips criará as espécies pós-humana, pós-canina etc. Essa interface já dá seus primeiros passos: nos Estados Unidos, microchips já são implantados, em fase de testes (bem-sucedidos), para combater a depressão. Os microchips implantados no cérebro, porém, farão muito mais do que isso: ampliarão exponencialmente a inteligência e o conhecimento de membros das mais variadas espécies, tornando, por exemplo, chimpanzés capazes de entender a teoria da relatividade e a física quântica e cachorros capazes de entender plenamente grego, turco, japonês, mandarim e qualquer outra língua. O que as religiões poderão dizer sobre esses cérebros turbinados?
  4. O contato, ainda que por rádio, com alguma civilização extraterrena completará o processo, iniciado no Renascimento e intensificado por Darwin, de tirar o Homo sapiens do centro do Universo, o que diminuirá muitíssimo a estatura de figuras como Jesus Cristo e Maomé.