PAC 2: Um tiro que saiu pela culatra

A água no chope veio antes, com a pesquisa Datafolha. Mas o evento em si saltou aos olhos negativamente. Como é que se lança o PAC 2 se 54% das obras do PAC 1 não saíram do papel? Como é que se lança o PAC 2 se somente 11% das obras do PAC 1 foram concluídas? Em quanto tempo? Dois anos, três anos? Um fracasso retumbante por qualquer critério. É esta a grande gestora que Lula quer empurrar goela abaixo do Brasil? Se Dilma Rousseff é a mãe do PAC, ela é a mãe de um fracasso, de um engodo, de uma conversa que só não é fiada porque está nos saindo caro em superfaturamentos e outras irregularidades muitas vezes apontadas pelo TCU, o Tribunal de Contas da União.

Enquanto isso, Serra inaugura o trecho sul do Rodoanel, impedindo que milhares de caminhões tenham que passar por dentro da cidade de São Paulo. Obra importantíssima, sem superfaturamento, chancelada pelos Tribunais de Contas do Estado e da União. E obra pronta, acabada, bem feita. Não é maquete, não é alicerce, não é esqueleto. Não é apartamento com goteiras, com piscina na sala. Não é apartamento sem assoalho, com piso de cimento. Não é uma trapaça como o “Minha Casa, Minha Vida”, que deveria chamar-se “Meu Casebre, Meu Pesadelo”.

E Serra não permitiu que se fizesse campanha antecipada na inauguração do Rodoanel. Quando a multidão começou a gritar, espontaneamente, “Serra Presidente”, ele mandou parar, explicando: “Eles fazem, mas nós não fazemos”. Que diferença de Lula, que debocha da Justiça Eleitoral e de suas multas irrisórias, pagas, ainda por cima, com o dinheiro sujo do Petê.

A multidão não pôde gritar, mas eu grito: “Brasil / decente / Serra Presidente”. É isso aí.