Pelo direito de negar o Holocausto

Recebi algumas mensagens com uma denúncia grave: o deputado judeu Marcelo Zaturanski Itagiba (PMDB/RJ), respaldado pelo governador petista da Bahia, Jaques Wagner, quer tornar crime no Brasil a negação do holocausto. Trata-se de um grave atentado à liberdade de expressão que, se consumado, privilegiará ainda mais o sionismo na imprensa brasileira e na internet.

Até bem pouco tempo atrás, eu considerava o holocausto um fato histórico plenamente estabelecido, negado apenas por lunáticos. Agora, começo a duvidar de tamanha solidez. Que insegurança há por trás da transformação do assunto num tabu? Será que o ídolo tem pés de barro? Será que o holocausto não resiste a um debate democrático? Será que os furos que aparecem aqui e ali se somam de tal maneira a pôr em xeque a solidez do edifício inteiro?

Nenhuma verdade histórica solidamente estabelecida precisa temer o debate, o questionamento, a contestação. De qualquer modo, punir alguém por acreditar ou deixar de acreditar em alguma coisa é uma aberração do ponto de vista da democracia. Pode-se acreditar ou deixar de acreditar que Jesus Cristo existiu, que Deus existe, que Nero pôs fogo em Roma, que o homem esteve na Lua… Pode-se acreditar ou deixar de acreditar em qualquer coisa. Prender ou punir alguém por isso é, repito, uma aberração, um privilégio, mais um, que se dá a um grupo étnico que se tornou um dos mais opressivos do planeta.

Deve-se ressaltar também que os proponentes do tal projeto de lei são figuras envolvidas, direta ou indiretamente, com os mais novos escândalos do cada vez mais podre esquema lulo-petista de poder. A bandalheira é geral, e os sionistas tiram a sua casquinha.