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	<title>Comentários sobre: Qual deverá ser o destino de Israel?</title>
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	<description>O Múltiplos Universos é o site do Gilson Gondim, que escreve sobre diversos assuntos polêmicos relacionados à Bíblia, contradições da Bíblia, Israel, política, eleições americanas, judeus, sionismo e assuntos diversos.</description>
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		<title>Por: Fábio Matoso</title>
		<link>http://multiplosuniversos.com.br/site/archives/poll-results-qual-devera-ser-o-destino-de-israel/comment-page-1#comment-49079</link>
		<dc:creator>Fábio Matoso</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 13:07:43 +0000</pubDate>
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		<description>Está na cara que o blog é anti-semita e por isso cai em descrédito. É nítido que o autor possui ódio por Israel e deixa isso transparecer em suas postagens, que acabam sendo tendenciosas. Portanto acho que os artigos postados aqui perdem seu valor, uma vez que o intuito primordial do blog não é analisar os fatos e sim  denegrir a imagem dos judeu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Está na cara que o blog é anti-semita e por isso cai em descrédito. É nítido que o autor possui ódio por Israel e deixa isso transparecer em suas postagens, que acabam sendo tendenciosas. Portanto acho que os artigos postados aqui perdem seu valor, uma vez que o intuito primordial do blog não é analisar os fatos e sim  denegrir a imagem dos judeu.</p>
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		<title>Por: Ademar</title>
		<link>http://multiplosuniversos.com.br/site/archives/poll-results-qual-devera-ser-o-destino-de-israel/comment-page-1#comment-15704</link>
		<dc:creator>Ademar</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 23:58:52 +0000</pubDate>
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		<description>Acho que o alexandre cardozo é novo por aqui...Além disso, tem dificuldade de ler mapas. Quando foi que a Geórgia invadiu território russo? Se vc está falando desse episódio atual há um grande equívoco de sua parte. A Ossétia do Sul, o tal território em questão, nos mapas faz parte da Geórgia. Existia até então uma &quot;força de paz&quot; russa que estava lá para defender os ossetas do sul. Veja, não existem russos na ossétia do sul ou praticamente nenhum. A maioria é de ossetas e cerca de 30% de georgianos. A Organização das Nações Unidas, a União Européia, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, o Conselho da União Européia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte e a maioria dos países do mundo reconhecem a Ossétia do Sul como parte da Geórgia, só a Rússia reconhece a ossétia do Sul como país independente. Sabe por que? Porque os ossetas sulistas querem se unir aos nortistas ossetas, que faz parte da Rússia. Entendeu a jogada? A Rússia não se defendeu de nada. Os geogianos não invadiram a Rússia, eles não são tão loucos assim, nem tão burros como vc acha. Eles entraram em seu próprio território que estava cheio de tropas invasoras russas desde a década de 90. Simplesmente estavam impedindo que a Rússia roubasse parte de seu território. A Rússia foi que invadiu a Geórgia chegando quase à Tbilisi. Não fez com a Geórgia o que fez com a Tchetchenia por que os americanos não deixaram. Na época da URSS, a Ossétia do Sul passou a fazer parte da Geórgia. Sabe quem definiu isso: Stalin! Não sabia? 
Então, caro comentarista, antes de escrever lorotas tente argumentos mais inteligentes do que &quot;alienado&quot;, &quot;alucinado&quot;, foi muito engraçado...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que o alexandre cardozo é novo por aqui&#8230;Além disso, tem dificuldade de ler mapas. Quando foi que a Geórgia invadiu território russo? Se vc está falando desse episódio atual há um grande equívoco de sua parte. A Ossétia do Sul, o tal território em questão, nos mapas faz parte da Geórgia. Existia até então uma &#8220;força de paz&#8221; russa que estava lá para defender os ossetas do sul. Veja, não existem russos na ossétia do sul ou praticamente nenhum. A maioria é de ossetas e cerca de 30% de georgianos. A Organização das Nações Unidas, a União Européia, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, o Conselho da União Européia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte e a maioria dos países do mundo reconhecem a Ossétia do Sul como parte da Geórgia, só a Rússia reconhece a ossétia do Sul como país independente. Sabe por que? Porque os ossetas sulistas querem se unir aos nortistas ossetas, que faz parte da Rússia. Entendeu a jogada? A Rússia não se defendeu de nada. Os geogianos não invadiram a Rússia, eles não são tão loucos assim, nem tão burros como vc acha. Eles entraram em seu próprio território que estava cheio de tropas invasoras russas desde a década de 90. Simplesmente estavam impedindo que a Rússia roubasse parte de seu território. A Rússia foi que invadiu a Geórgia chegando quase à Tbilisi. Não fez com a Geórgia o que fez com a Tchetchenia por que os americanos não deixaram. Na época da URSS, a Ossétia do Sul passou a fazer parte da Geórgia. Sabe quem definiu isso: Stalin! Não sabia?<br />
Então, caro comentarista, antes de escrever lorotas tente argumentos mais inteligentes do que &#8220;alienado&#8221;, &#8220;alucinado&#8221;, foi muito engraçado&#8230;</p>
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		<title>Por: alexandre cardozo</title>
		<link>http://multiplosuniversos.com.br/site/archives/poll-results-qual-devera-ser-o-destino-de-israel/comment-page-1#comment-15634</link>
		<dc:creator>alexandre cardozo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 02:30:28 +0000</pubDate>
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		<description>Esse Ademar e cego, a Georgia invadiu o territorio russo primeiro. A guerra foi uma reacao de defesa russa. E vc e a favor dos EU? vc e um alucinado. Pelo jeito vc assiste a Globo e Faustao no domingo nao esquecendo de fechar o domingo com &quot;chave de ouro&quot; assistindo Fantastico...alienado</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esse Ademar e cego, a Georgia invadiu o territorio russo primeiro. A guerra foi uma reacao de defesa russa. E vc e a favor dos EU? vc e um alucinado. Pelo jeito vc assiste a Globo e Faustao no domingo nao esquecendo de fechar o domingo com &#8220;chave de ouro&#8221; assistindo Fantastico&#8230;alienado</p>
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		<title>Por: jesus cristo</title>
		<link>http://multiplosuniversos.com.br/site/archives/poll-results-qual-devera-ser-o-destino-de-israel/comment-page-1#comment-10480</link>
		<dc:creator>jesus cristo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 14:50:42 +0000</pubDate>
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		<description>O Brasil tem 10% dos assassinatos do Mundo, com 48 mil mortes por ano, além dos seqüestros e estupros que superam a média mundial e lideram-na na América Latrina. 

Tarso Genro, nosso surpreendente Ministro da Justiça (Injustiça?), um visionário, com sério risco de um Alzheimer precoce, pois parece apoiar sua filha à Prefeitura de Porto Alegre, logo sua primogênita que nunca lhe mereceu qualquer adesão, sonha que o Brasil atinja o índice chileno, com 15 assassinatos por ano (este sonho diagnostica sem margem de erro seu Alzheimer).

Além do Brasil (70% de excluídos e pobres), querem falar da Bolívia, com 70% da população indígena? Da Colômbia, da Venezuela, do Peru, do Equador, do Paraguay? Na América Latrina só existem três países onde se pode morar: 1º lugar: Uruguay, 2º lugar: Chile, 3º lugar: Argentina, Brasil: fuja!!!

Rudolph Giuliani impôs o Tolerância Zero em New York e acabou com o banditismo; o Brasil, que sempre pega o bonde errado da História criou o Tolerância Zero à presença de álcool nos motoristas. Tal medida, de óbvio interesse humano e social só encontra razão no 1º Mundo, onde prioridades como término da violência urbana, saúde e educação adequados, e controle da pobreza, já foram feitos...

Aqui, só demagogia e arrecadação abusiva dos cidadãos honestos que pagam as maiores taxas de tributação e impostos do Planeta, sem nenhum retorno, mas sabedores que sua contribuição excessiva alimenta a corrupção brasileira, a qual, segundo Jô Soares: &quot;Não foi invenção nossa, mas a impunidade é coisa muito nossa!&quot;

Não vejo luz no fundo do túnel em que vivemos, e tão somente um bonde em sentido contrário, e pena não ser ao menos aquele bonde do Tennessee Williams, “chamado desejo”...

Àqueles que ainda acreditam no futuro deste país, além do direito que lhes assiste, permito-me lembrar-lhes o vaticínio do &quot;Bob Fields&quot;: &quot;A burrice, no Brasil, tem um passado glorioso e um futuro promissor&quot;. 

Prefiro errar 10 vezes com ele, do que acertar com Lula uma só.

Se não gostaram, deletem! Isto, deletar! O melhor neologismo da história deste Brasil, onde a troca da moeda e da língua supera a troca das roupas íntimas de 70% dos brasileiros, que só podem fazê-lo uma vez por mês...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil tem 10% dos assassinatos do Mundo, com 48 mil mortes por ano, além dos seqüestros e estupros que superam a média mundial e lideram-na na América Latrina. </p>
<p>Tarso Genro, nosso surpreendente Ministro da Justiça (Injustiça?), um visionário, com sério risco de um Alzheimer precoce, pois parece apoiar sua filha à Prefeitura de Porto Alegre, logo sua primogênita que nunca lhe mereceu qualquer adesão, sonha que o Brasil atinja o índice chileno, com 15 assassinatos por ano (este sonho diagnostica sem margem de erro seu Alzheimer).</p>
<p>Além do Brasil (70% de excluídos e pobres), querem falar da Bolívia, com 70% da população indígena? Da Colômbia, da Venezuela, do Peru, do Equador, do Paraguay? Na América Latrina só existem três países onde se pode morar: 1º lugar: Uruguay, 2º lugar: Chile, 3º lugar: Argentina, Brasil: fuja!!!</p>
<p>Rudolph Giuliani impôs o Tolerância Zero em New York e acabou com o banditismo; o Brasil, que sempre pega o bonde errado da História criou o Tolerância Zero à presença de álcool nos motoristas. Tal medida, de óbvio interesse humano e social só encontra razão no 1º Mundo, onde prioridades como término da violência urbana, saúde e educação adequados, e controle da pobreza, já foram feitos&#8230;</p>
<p>Aqui, só demagogia e arrecadação abusiva dos cidadãos honestos que pagam as maiores taxas de tributação e impostos do Planeta, sem nenhum retorno, mas sabedores que sua contribuição excessiva alimenta a corrupção brasileira, a qual, segundo Jô Soares: &#8220;Não foi invenção nossa, mas a impunidade é coisa muito nossa!&#8221;</p>
<p>Não vejo luz no fundo do túnel em que vivemos, e tão somente um bonde em sentido contrário, e pena não ser ao menos aquele bonde do Tennessee Williams, “chamado desejo”&#8230;</p>
<p>Àqueles que ainda acreditam no futuro deste país, além do direito que lhes assiste, permito-me lembrar-lhes o vaticínio do &#8220;Bob Fields&#8221;: &#8220;A burrice, no Brasil, tem um passado glorioso e um futuro promissor&#8221;. </p>
<p>Prefiro errar 10 vezes com ele, do que acertar com Lula uma só.</p>
<p>Se não gostaram, deletem! Isto, deletar! O melhor neologismo da história deste Brasil, onde a troca da moeda e da língua supera a troca das roupas íntimas de 70% dos brasileiros, que só podem fazê-lo uma vez por mês&#8230;</p>
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		<title>Por: jesus cristo</title>
		<link>http://multiplosuniversos.com.br/site/archives/poll-results-qual-devera-ser-o-destino-de-israel/comment-page-1#comment-10034</link>
		<dc:creator>jesus cristo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 22:26:24 +0000</pubDate>
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		<description>Esperanza para enfermos de leucemia: nuevo método de
 implante de médula ósea 
Un novedoso método de implante de médula ósea, que ya no requiere más una correspondencia genética total entre la sangre
 del donante y del receptor, es el fruto de la colaboración científica italo-israelí. 
El nuevo método brinda una nueva esperanza a aquellos que
 necesitan implante de médula ósea, específicamente enfermos que padecen de diferentes tipos de leucemia. 
Este tipo de implante ha sido realizado durante un año y medio por el Prof. Yaacov Rowe, del hospital Rambam de Haifa. 
El implante, localizado en diferentes zonas, revela un índice de
 rechazo de tan sólo un 2%, loque significa un excelente logro.
 Hasta el presente se pensaba que los implantes de médula ósea serían posibles siempre que se obtuviera una correspondencia genética total con el tipo de sangre del receptor,
 ya que en el caso contrario el implante no sería tolerado.
 Sin embargo, el nuevo método, fruto del trabajo de los equipos de Italia e Israel, permite el implante de médula ósea de padres a hijos, de hermano a hermano y hasta de tíos, aún cuando se carezca de una armonía genética del 100%.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esperanza para enfermos de leucemia: nuevo método de<br />
 implante de médula ósea<br />
Un novedoso método de implante de médula ósea, que ya no requiere más una correspondencia genética total entre la sangre<br />
 del donante y del receptor, es el fruto de la colaboración científica italo-israelí.<br />
El nuevo método brinda una nueva esperanza a aquellos que<br />
 necesitan implante de médula ósea, específicamente enfermos que padecen de diferentes tipos de leucemia.<br />
Este tipo de implante ha sido realizado durante un año y medio por el Prof. Yaacov Rowe, del hospital Rambam de Haifa.<br />
El implante, localizado en diferentes zonas, revela un índice de<br />
 rechazo de tan sólo un 2%, loque significa un excelente logro.<br />
 Hasta el presente se pensaba que los implantes de médula ósea serían posibles siempre que se obtuviera una correspondencia genética total con el tipo de sangre del receptor,<br />
 ya que en el caso contrario el implante no sería tolerado.<br />
 Sin embargo, el nuevo método, fruto del trabajo de los equipos de Italia e Israel, permite el implante de médula ósea de padres a hijos, de hermano a hermano y hasta de tíos, aún cuando se carezca de una armonía genética del 100%.</p>
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	<item>
		<title>Por: jesus cristo</title>
		<link>http://multiplosuniversos.com.br/site/archives/poll-results-qual-devera-ser-o-destino-de-israel/comment-page-1#comment-8855</link>
		<dc:creator>jesus cristo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 15:51:20 +0000</pubDate>
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		<description>Review of career and motivations that brought a leading Lutheran Minister into conflict with the Nazi regime over government abuse of power and persecution of the Jews. When faced with both institutional and peer pressure to remain silent, Bonhoeffer continued to speak out, hoping to foment resistance. Arrested and placed in a concentration camp, the SS judged him guilty, executing him in April, 1945. Willing to risk his life at a time when Germany&#039;s major churches remained complicit through silence, Bonhoeffer serves as a model of conscience and principal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Review of career and motivations that brought a leading Lutheran Minister into conflict with the Nazi regime over government abuse of power and persecution of the Jews. When faced with both institutional and peer pressure to remain silent, Bonhoeffer continued to speak out, hoping to foment resistance. Arrested and placed in a concentration camp, the SS judged him guilty, executing him in April, 1945. Willing to risk his life at a time when Germany&#8217;s major churches remained complicit through silence, Bonhoeffer serves as a model of conscience and principal.</p>
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		<title>Por: Davi</title>
		<link>http://multiplosuniversos.com.br/site/archives/poll-results-qual-devera-ser-o-destino-de-israel/comment-page-1#comment-8725</link>
		<dc:creator>Davi</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 16:15:37 +0000</pubDate>
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		<description>Acho que Israel deve pegar oq é dele... e oq é deles;... é TUDO</description>
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		<title>Por: jesus cristo</title>
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		<dc:creator>jesus cristo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 22:39:16 +0000</pubDate>
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		<description>Quando você olha para o abismo,
o abismo olha para você&quot;</description>
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		<title>Por: jesus cristo</title>
		<link>http://multiplosuniversos.com.br/site/archives/poll-results-qual-devera-ser-o-destino-de-israel/comment-page-1#comment-8222</link>
		<dc:creator>jesus cristo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 21:30:12 +0000</pubDate>
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		<description>O Som e o Silêncio

por Eduardo Bayer Neto (1)

 

&quot;El Cuerno de la Abundáncia de Babel&quot;, de Salvador Dali
 
 
O conhecimento é algo que não se pode oferecer a toda sorte de pessoas, assim como o alimento não pode ser o mesmo para toda a sorte de seres. O pergaminho que o profeta bíblico ingeriu poderia haver resultado inócuo, indigesto ou quiçá fatal para um outrem: embora outrens houvessem porcerto que pudessem fazer proveito daquela refeição simbólica, era o profeta o destinatário de seu conteúdo, e ele, apenas ele, poderia incorporar o conhecimento nela contido. Essa a visão mítica de uma “leitura comestível”, manifestada em João Evangelista na ilha de Patmos quando este escreveu o Livro do Apocalipse ou Livro da Revelação.

Espero que a ninguém desgoste o fato de utilizarmos aqui analogias agrícolas na continuidade desse pensamento de degustação: já que na hodiernidade sabores se produzem por cálculos refinados na química industrial, expliquemos que foi por erros e acertos que nossos primeiros antepassados já construíam o seu cardápio, e portanto não caindo em dualismos e não contrapondo bem e mal é necessário fazer compreender que só empiricamente é que aprendemos um dia a fazer uso das proporções compatibilizando sucessos e insucessos para obter um proveito otimizado de cada alimento. Pois bem: se há alimentos para o corpo e alimentos para o espírito, ambos coadunam-se com a analogia citada, pois ambos são alimento e conhecimento a uma só vez, em melhor ou pior medida de acordo com sua destinação.

Ora, o fruto que pende de uma árvore também pode ser resultado de uma elaboração consciente ou inconsciente, desde a escolha da semente até as condições proporcionadas em seu desenvolvimento. A Natureza faz sua parte, quando pensamos na interação entre todos os fatores bióticos e abióticos que compõem o telar da vida neste planeta, e como ator o ser humano também pode se destacar nessa elaboração de seu alimento. Entretanto, como a elaboração pode ser consciente ou inconsciente, também pode ser vista como racional ou irracional, e é nessa des-razão de algumas atitudes humanas que percebemos o relevo que adquire o controle da destinação nessa elaboração do alimento/conhecimento. A elaboração só é plena se abarca toda a destinação possível, portanto uma elaboração plena necessariamente delimita sua destinação: é consciente de seu alvo, ou o enfoca racionalmente.

O conhecimento/alimento religioso entretanto contradiz esse critério, e é necessário que o faça pois essa possibilidade “quântica” de contradição tem que fazer parte do jogo. O conhecimento/alimento religioso considera o “inefável”, o “inalcançável” que seria o mesmo que aceitar uma margem de erro X para validar uma experimentação científica, já que para se obter uma precisão absoluta teríamos também que possuir um controle absoluto de todas as variáveis envolvidas, o que seria algo como uma virtude absurda ou digamos melhor, uma pretensão tola.

Simplifiquemos portanto o discurso, e tenhamos em conta que o conhecimento/alimento religioso considera uma fonte (externa/interna) ao homem, dentro da qual a delimitação de uma destinação da mensagem seria apenas um enfoque parcial e incompleto.

Imaginemos um círculo dividido em duas partes por uma linha B onde exista um ponto A. Um dos lados está hachurado e o outro não, e de A partem duas linhas que conformam um “arco de abertura” na borda do círculo a que transpassam. Pois bem: A é o sujeito ou o “corpus” de sujeitos que elabora seu alimento/conhecimento delimitando-lhe uma destinação (mostrada no “arco de abertura”). A reta B é o horizonte cultural de A, e o que está hachurado é o que fica fora do vislumbrado a partir do horizonte cultural de A (com seus conceitos ou possibilidades de expressão lingüística que lhe sejam próprios).

Mas existe um “ponto zero”, um centro perfeito da circunferência. Quando B passa próxima ou tangencia este ponto zero, e a circunferência fica com duas metades quase idênticas, a A pareceria possuir um perfeito equilíbrio de visão, portanto um estado de equilíbrio e uma possibilidade de controle da destinação do alimento/conhecimento que irradia.

Mas não estando B dividindo a circunferência em duas partes iguais, desconectada portanto do “ponto zero”, A não pode centrar-se em si própria sem um equívoco de visão, pois ao elaborar o conhecimento/alimento projeta-se a uma destinação mas essa projeção extravasa a um setor não-percebido (não-reconhecido) de seu horizonte cultural. A pode até sentir na perda do controle da destinação um desequilíbrio e uma instabilidade, e conceitualizar que a parte marginal (hachurada) que desconhece vem a extravasar seus limites e circundar todo o seu esquema de universo, o que é entendido como “maligno” porque a perda de segurança é um sintoma enfermiço a ser combatido.

Bastaria com que se entendesse que B nunca ocupa o “ponto zero”, e que A portanto nunca é capaz de enxergar o que está fora de seu horizonte cultural, de modo que não é cabível imaginar-se ao “centro do universo” e com a visão-alvo total, para relativizarmos nossos haveres culturais para assim não conceber maiores distorções entre a fonte de alimento/conhecimento e sua destinação estimada. Bastaria com que A fosse capaz de reconhecer que não ocupa o centro da totalidade de seu universo, e a sensação de desequilíbrio se desfaria – pois o horizonte cultural de A manifesta-se em B por suas próprias condições estruturais e em si também traduz um equilíbrio auto-ajustável.

O que buscamos explicitar é que apenas manifestações religiosas autocráticas e autoritárias, em seu afã de estabilidade/segurança, confundem a posição central do sujeito ou “corpus” elaborador de conhecimento/alimento com a do ponto zero, e por isso produzem uma distorção em seus resultados que muitas vezes caracterizam como uma injunção de energias “malignas”. Maligno, no caso, é o equívoco que cometem ao querer-se entender como ocupantes do “centro do universo”, o ponto 0 ou o “centro livre”, onde apenas a fonte de todo equilíbrio pode habitar, ou seja, onde apenas a perfeição encontra trono.

Quanto mais A está desvinculado da pretensão de representar o centro do universo, mais estará próximo a este, e maior será o seu horizonte cultural (a extensão da linha B). Quanto mais A pretender proporcionar-se o centro do universo, mais estará distante deste e menor será o seu horizonte cultural legítimo. Por isso aceitar a existência do imponderável, e entender Deus como fonte de toda perfeição ou como o vazio absoluto (não informa a forma de percepção, pois Deus é o estado de equilíbrio que o Universo processual estabeleceu em si, por si e consigo mesmo) pode ser explicado com alguma geometria aplicada também, onde se nenhum ponto ocupa o mesmo lugar que outro, apenas um ocupa o centro exato de uma circunferência. Não confundamos pois, a circunferência em torno de si com a circunferência em torno da fonte de toda criação. Se esse ponto “zero” é zero ou um, há talvez bilhares de respostas possíveis mas nenhuma delas provindo do centro mesmo do universo (como queríamos demonstrar). Talvez nos caiba dizer que: há som e silêncio, mas não há nem som sem silêncio nem silêncio com som (assim como não há nem treva sem nenhuma luz nem luz com alguma treva).

Para ir a Deus é preciso caminho, é preciso verdade e é preciso vida. Por que é preciso caminho? Porque em primeiro lugar precisamos ter a meta. Por que é preciso verdade? Porque sem conduta correta não se segue nenhum caminho. E por que é preciso vida? Porque sem essência não serve de nada uma conduta correta. Quando Jesus disse em profecia ser caminho, verdade e vida, e que ninguém chegaria à fonte sem passar por ele, não dizia ser ele a fonte. Não ocupava o lugar central que a seu Pai cabia, mas como seu fruto usufruía de um lugar ao seu lado. Não circundava a fonte como se fosse maior do que ela, conhecia seu lugar simplesmente e sabia que quem chegasse à fonte o encontraria ali sabendo ser “ao lado” dela, “dela mas não nela”. O centro é livre! Mesmo quem se lança a ele e se fusiona nele permanece contíguo a ele, ao lado dele, e nunca no lugar que só a Ele pertence. A manifestação do Pai no Filho é o Espírito Santo que o “dogma da Santíssima Trindade” tem feito cultuar de modo talvez simplista – mas o filho manifestar o Pai como o Pai manifesta o filho, é a esse estado de equilíbrio eterno a que chamamos Perfeição! Esta se encontra como harmonia (interior e/ou exterior), que por sua vez é mais conhecida como saúde, a qual buscamos continuamente mesmo quando não a sabendo usar nem compreendendo o sentido da vida. Quem puder então, faça proveito! Quem sabe o que entra na sua boca saberá o que sairá dela.

É muito apropriado citar ainda neste editorial a Stephan Hoeller, no livro “Jung e os Evangelhos Perdidos”, onde este diz:

“Como sempre, surge a questão: qual o meio mais proveitoso para tratar mitos dessa natureza? Mais freqüentemente no passado, pessoas visionárias eram levadas a apresentar suas próprias experiências íntimas, atribuindo-lhes pretensões metafísicas, dizendo que representavam uma verdade revelada. O mundo de hoje também está cheio de profetas, de médiuns e de “canais”, que reivindicam absoluta validade para seus insights místicos. É bom levar a sério as sábias palavras de Jung: Em vista dessa situação extremamente incerta, escreveu ele, me parece muito mais cauteloso e razoável tomar conhecimento do fato de que não há apenas um inconsciente psíquico, mas também um inconsciente psicóide, antes de fazer julgamentos metafísicos... Não se deve temer que a experiência interior seja por isso privada de sua realidade ou vitalidade. / Fatores incognoscíveis, transpsíquicos, estão sempre presentes por detrás da psique inconsciente e de suas imagens míticas. Podemos chamá-los de seres aeônicos, seguindo o modelo gnóstico, ou de arquétipos psicóides, segundo as sugestões de Jung. A base e a substância dos mitos que surgem na superfície da consciência de homens e mulheres não podem ser explicados pelo uso de conceitos e palavras pertencentes a qualquer disciplina. O mito continua e, com ele, o crescimento e a transformação da alma humana, e nele podem ser descobertos os tesouros de uma Gnose que continua contribuindo para a iluminação dos obscuros recessos de nossas vidas e revelando os tesouros da mente e do discernimento redentor”. (2)

Então lançamos assim desprendidamente nossa eneagramática edição do verão de 2008, onde buscamos contrastar diferentes pontos de vista e de mirada, por sua vez complementares e anunciadores dos muitos desafios que a humanidade tem pela frente. Outrora, nas encruzilhadas do conhecimento, talvez houvessem Esfinges a interpelar: “Decifra-me ou te devoro”. Mas agora saibamos nós, renunciando ao Ego e encontrando ao Self, extrair até das Esfinges o seu sumo!...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Som e o Silêncio</p>
<p>por Eduardo Bayer Neto (1)</p>
<p>&#8220;El Cuerno de la Abundáncia de Babel&#8221;, de Salvador Dali</p>
<p>O conhecimento é algo que não se pode oferecer a toda sorte de pessoas, assim como o alimento não pode ser o mesmo para toda a sorte de seres. O pergaminho que o profeta bíblico ingeriu poderia haver resultado inócuo, indigesto ou quiçá fatal para um outrem: embora outrens houvessem porcerto que pudessem fazer proveito daquela refeição simbólica, era o profeta o destinatário de seu conteúdo, e ele, apenas ele, poderia incorporar o conhecimento nela contido. Essa a visão mítica de uma “leitura comestível”, manifestada em João Evangelista na ilha de Patmos quando este escreveu o Livro do Apocalipse ou Livro da Revelação.</p>
<p>Espero que a ninguém desgoste o fato de utilizarmos aqui analogias agrícolas na continuidade desse pensamento de degustação: já que na hodiernidade sabores se produzem por cálculos refinados na química industrial, expliquemos que foi por erros e acertos que nossos primeiros antepassados já construíam o seu cardápio, e portanto não caindo em dualismos e não contrapondo bem e mal é necessário fazer compreender que só empiricamente é que aprendemos um dia a fazer uso das proporções compatibilizando sucessos e insucessos para obter um proveito otimizado de cada alimento. Pois bem: se há alimentos para o corpo e alimentos para o espírito, ambos coadunam-se com a analogia citada, pois ambos são alimento e conhecimento a uma só vez, em melhor ou pior medida de acordo com sua destinação.</p>
<p>Ora, o fruto que pende de uma árvore também pode ser resultado de uma elaboração consciente ou inconsciente, desde a escolha da semente até as condições proporcionadas em seu desenvolvimento. A Natureza faz sua parte, quando pensamos na interação entre todos os fatores bióticos e abióticos que compõem o telar da vida neste planeta, e como ator o ser humano também pode se destacar nessa elaboração de seu alimento. Entretanto, como a elaboração pode ser consciente ou inconsciente, também pode ser vista como racional ou irracional, e é nessa des-razão de algumas atitudes humanas que percebemos o relevo que adquire o controle da destinação nessa elaboração do alimento/conhecimento. A elaboração só é plena se abarca toda a destinação possível, portanto uma elaboração plena necessariamente delimita sua destinação: é consciente de seu alvo, ou o enfoca racionalmente.</p>
<p>O conhecimento/alimento religioso entretanto contradiz esse critério, e é necessário que o faça pois essa possibilidade “quântica” de contradição tem que fazer parte do jogo. O conhecimento/alimento religioso considera o “inefável”, o “inalcançável” que seria o mesmo que aceitar uma margem de erro X para validar uma experimentação científica, já que para se obter uma precisão absoluta teríamos também que possuir um controle absoluto de todas as variáveis envolvidas, o que seria algo como uma virtude absurda ou digamos melhor, uma pretensão tola.</p>
<p>Simplifiquemos portanto o discurso, e tenhamos em conta que o conhecimento/alimento religioso considera uma fonte (externa/interna) ao homem, dentro da qual a delimitação de uma destinação da mensagem seria apenas um enfoque parcial e incompleto.</p>
<p>Imaginemos um círculo dividido em duas partes por uma linha B onde exista um ponto A. Um dos lados está hachurado e o outro não, e de A partem duas linhas que conformam um “arco de abertura” na borda do círculo a que transpassam. Pois bem: A é o sujeito ou o “corpus” de sujeitos que elabora seu alimento/conhecimento delimitando-lhe uma destinação (mostrada no “arco de abertura”). A reta B é o horizonte cultural de A, e o que está hachurado é o que fica fora do vislumbrado a partir do horizonte cultural de A (com seus conceitos ou possibilidades de expressão lingüística que lhe sejam próprios).</p>
<p>Mas existe um “ponto zero”, um centro perfeito da circunferência. Quando B passa próxima ou tangencia este ponto zero, e a circunferência fica com duas metades quase idênticas, a A pareceria possuir um perfeito equilíbrio de visão, portanto um estado de equilíbrio e uma possibilidade de controle da destinação do alimento/conhecimento que irradia.</p>
<p>Mas não estando B dividindo a circunferência em duas partes iguais, desconectada portanto do “ponto zero”, A não pode centrar-se em si própria sem um equívoco de visão, pois ao elaborar o conhecimento/alimento projeta-se a uma destinação mas essa projeção extravasa a um setor não-percebido (não-reconhecido) de seu horizonte cultural. A pode até sentir na perda do controle da destinação um desequilíbrio e uma instabilidade, e conceitualizar que a parte marginal (hachurada) que desconhece vem a extravasar seus limites e circundar todo o seu esquema de universo, o que é entendido como “maligno” porque a perda de segurança é um sintoma enfermiço a ser combatido.</p>
<p>Bastaria com que se entendesse que B nunca ocupa o “ponto zero”, e que A portanto nunca é capaz de enxergar o que está fora de seu horizonte cultural, de modo que não é cabível imaginar-se ao “centro do universo” e com a visão-alvo total, para relativizarmos nossos haveres culturais para assim não conceber maiores distorções entre a fonte de alimento/conhecimento e sua destinação estimada. Bastaria com que A fosse capaz de reconhecer que não ocupa o centro da totalidade de seu universo, e a sensação de desequilíbrio se desfaria – pois o horizonte cultural de A manifesta-se em B por suas próprias condições estruturais e em si também traduz um equilíbrio auto-ajustável.</p>
<p>O que buscamos explicitar é que apenas manifestações religiosas autocráticas e autoritárias, em seu afã de estabilidade/segurança, confundem a posição central do sujeito ou “corpus” elaborador de conhecimento/alimento com a do ponto zero, e por isso produzem uma distorção em seus resultados que muitas vezes caracterizam como uma injunção de energias “malignas”. Maligno, no caso, é o equívoco que cometem ao querer-se entender como ocupantes do “centro do universo”, o ponto 0 ou o “centro livre”, onde apenas a fonte de todo equilíbrio pode habitar, ou seja, onde apenas a perfeição encontra trono.</p>
<p>Quanto mais A está desvinculado da pretensão de representar o centro do universo, mais estará próximo a este, e maior será o seu horizonte cultural (a extensão da linha B). Quanto mais A pretender proporcionar-se o centro do universo, mais estará distante deste e menor será o seu horizonte cultural legítimo. Por isso aceitar a existência do imponderável, e entender Deus como fonte de toda perfeição ou como o vazio absoluto (não informa a forma de percepção, pois Deus é o estado de equilíbrio que o Universo processual estabeleceu em si, por si e consigo mesmo) pode ser explicado com alguma geometria aplicada também, onde se nenhum ponto ocupa o mesmo lugar que outro, apenas um ocupa o centro exato de uma circunferência. Não confundamos pois, a circunferência em torno de si com a circunferência em torno da fonte de toda criação. Se esse ponto “zero” é zero ou um, há talvez bilhares de respostas possíveis mas nenhuma delas provindo do centro mesmo do universo (como queríamos demonstrar). Talvez nos caiba dizer que: há som e silêncio, mas não há nem som sem silêncio nem silêncio com som (assim como não há nem treva sem nenhuma luz nem luz com alguma treva).</p>
<p>Para ir a Deus é preciso caminho, é preciso verdade e é preciso vida. Por que é preciso caminho? Porque em primeiro lugar precisamos ter a meta. Por que é preciso verdade? Porque sem conduta correta não se segue nenhum caminho. E por que é preciso vida? Porque sem essência não serve de nada uma conduta correta. Quando Jesus disse em profecia ser caminho, verdade e vida, e que ninguém chegaria à fonte sem passar por ele, não dizia ser ele a fonte. Não ocupava o lugar central que a seu Pai cabia, mas como seu fruto usufruía de um lugar ao seu lado. Não circundava a fonte como se fosse maior do que ela, conhecia seu lugar simplesmente e sabia que quem chegasse à fonte o encontraria ali sabendo ser “ao lado” dela, “dela mas não nela”. O centro é livre! Mesmo quem se lança a ele e se fusiona nele permanece contíguo a ele, ao lado dele, e nunca no lugar que só a Ele pertence. A manifestação do Pai no Filho é o Espírito Santo que o “dogma da Santíssima Trindade” tem feito cultuar de modo talvez simplista – mas o filho manifestar o Pai como o Pai manifesta o filho, é a esse estado de equilíbrio eterno a que chamamos Perfeição! Esta se encontra como harmonia (interior e/ou exterior), que por sua vez é mais conhecida como saúde, a qual buscamos continuamente mesmo quando não a sabendo usar nem compreendendo o sentido da vida. Quem puder então, faça proveito! Quem sabe o que entra na sua boca saberá o que sairá dela.</p>
<p>É muito apropriado citar ainda neste editorial a Stephan Hoeller, no livro “Jung e os Evangelhos Perdidos”, onde este diz:</p>
<p>“Como sempre, surge a questão: qual o meio mais proveitoso para tratar mitos dessa natureza? Mais freqüentemente no passado, pessoas visionárias eram levadas a apresentar suas próprias experiências íntimas, atribuindo-lhes pretensões metafísicas, dizendo que representavam uma verdade revelada. O mundo de hoje também está cheio de profetas, de médiuns e de “canais”, que reivindicam absoluta validade para seus insights místicos. É bom levar a sério as sábias palavras de Jung: Em vista dessa situação extremamente incerta, escreveu ele, me parece muito mais cauteloso e razoável tomar conhecimento do fato de que não há apenas um inconsciente psíquico, mas também um inconsciente psicóide, antes de fazer julgamentos metafísicos&#8230; Não se deve temer que a experiência interior seja por isso privada de sua realidade ou vitalidade. / Fatores incognoscíveis, transpsíquicos, estão sempre presentes por detrás da psique inconsciente e de suas imagens míticas. Podemos chamá-los de seres aeônicos, seguindo o modelo gnóstico, ou de arquétipos psicóides, segundo as sugestões de Jung. A base e a substância dos mitos que surgem na superfície da consciência de homens e mulheres não podem ser explicados pelo uso de conceitos e palavras pertencentes a qualquer disciplina. O mito continua e, com ele, o crescimento e a transformação da alma humana, e nele podem ser descobertos os tesouros de uma Gnose que continua contribuindo para a iluminação dos obscuros recessos de nossas vidas e revelando os tesouros da mente e do discernimento redentor”. (2)</p>
<p>Então lançamos assim desprendidamente nossa eneagramática edição do verão de 2008, onde buscamos contrastar diferentes pontos de vista e de mirada, por sua vez complementares e anunciadores dos muitos desafios que a humanidade tem pela frente. Outrora, nas encruzilhadas do conhecimento, talvez houvessem Esfinges a interpelar: “Decifra-me ou te devoro”. Mas agora saibamos nós, renunciando ao Ego e encontrando ao Self, extrair até das Esfinges o seu sumo!&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jesus cristo</title>
		<link>http://multiplosuniversos.com.br/site/archives/poll-results-qual-devera-ser-o-destino-de-israel/comment-page-1#comment-8219</link>
		<dc:creator>jesus cristo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 19:57:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://multiplosuniversos.com.br/site/archives/poll-results-qual-devera-ser-o-destino-de-israel#comment-8219</guid>
		<description>De um coração para outro
Published at 1/13/2005 in Poesia &amp; Literatura. &quot;English&quot; Translation

Tão curta a distância – de um coração para outro.
Se me sinto a mim, aos meus desejos,
porque não a ti e os teus?

Milhões de olhos buscam e não conseguem encontrar o outro.
Cada um evita o outro, como aranhas famintas.
Quem não carrega no seu seio amor, gratidão
a outros?

Deixa-me confessar abertamente o meu desejo por ti!
E como uma ponte abarcando mil terras
que te separam de mim,
deixa-me, eu próprio, deitar-me para te alcançar

Abraham Joshua Heschel, (1907 – 1972), rabino, filósofo e poeta.

[Poema do livro The Ineffable Name of God: Man (Continuum, Setembro de 2004) onde se publicam, agora pela primeira vez em inglês, 66 poemas escritos por Heschel originalmente em yiddish, entre 1927 e 1933, traduzidos por Morton M. Leifman.]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De um coração para outro<br />
Published at 1/13/2005 in Poesia &amp; Literatura. &#8220;English&#8221; Translation</p>
<p>Tão curta a distância – de um coração para outro.<br />
Se me sinto a mim, aos meus desejos,<br />
porque não a ti e os teus?</p>
<p>Milhões de olhos buscam e não conseguem encontrar o outro.<br />
Cada um evita o outro, como aranhas famintas.<br />
Quem não carrega no seu seio amor, gratidão<br />
a outros?</p>
<p>Deixa-me confessar abertamente o meu desejo por ti!<br />
E como uma ponte abarcando mil terras<br />
que te separam de mim,<br />
deixa-me, eu próprio, deitar-me para te alcançar</p>
<p>Abraham Joshua Heschel, (1907 – 1972), rabino, filósofo e poeta.</p>
<p>[Poema do livro The Ineffable Name of God: Man (Continuum, Setembro de 2004) onde se publicam, agora pela primeira vez em inglês, 66 poemas escritos por Heschel originalmente em yiddish, entre 1927 e 1933, traduzidos por Morton M. Leifman.]</p>
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