Pontos contra Ricardo Coutinho

Em primeiro lugar, por que o espanto com a nomeação de oito pessoas da família Marrocos por Ricardo Coutinho? Eles não são necessariamente parentes da vereadora ricardista Sandra Marrocos. Afinal, vocês hão de convir, Marrocos é um sobrenome muito comum na Paraíba. É assim como Silva, Souza, Pereira, Soares…
Está ou não está explicado?

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Ponto nº 1: A Estação Sonrisal. Ia custar 12 milhões, custou 40, e aos nove meses de idade já está cheia de rachaduras, fissuras e infiltrações, com dois dos três andares interditados e o outro cheio de goteiras. Quem faz um negócio desses não pode ser considerado nem um bom administrador nem um administrador honesto. E, caso vocês não saibam, está programado o Sonrisal 2 para a mesma região da cidade: é o Teatro Municipal, orçado inicialmente em 25 milhões. Coisa de louco! Ou de gente muito sabida.

Ponto nº 2: O superfaturamento da coleta e tratamento do lixo, que custa em João Pessoa, por tonelada, o dobro que em Porto Alegre. O Ministério Público já apresentou denúncia, envolvendo, inclusive, um dos queridinhos do prefeito, Alexandre Urquiza. É bom lembrar que o atual superintendente da EMLUR é Coriolano Coutinho, vulgo Córi, irmão do prefeito e, ao que consta, pré-candidato a deputado federal (com o dinheiro do lixo?).

Ponto nº 3: O nepotismo. Coutinhos, Ferreiras (de Durval Ferreira, presidente da Câmara), Marrocos e outros sobrenomes abundam no governo de Ricardo Coração de Dragão. A irmãzinha Patrícia Vieira Coutinho, por exemplo, recebe gratificação extra de 1.600 reais.

Ponto nº 4: O empreguismo e o uso da máquina. 8.600 prestadores de serviços contratados e pagos mensalmente com nosso dinheiro. 8.600 cabos eleitorais. Uma vergonha, merecedora de impeachment.

Ponto nº 5: O mensalão. Já está amplamente comprovado, documentalmente, que o prefeito comprou apoio político e legislativo de vereadores com nomeações e gratificações.

Ponto nº 6: A calamidade na educação. Como foi demonstrado pelo jornal Contraponto, o ensino básico de João Pessoa, responsabilidade da prefeitura, está em 41º lugar. Não no Brasil, não no Nordeste, mas, pasmem!, na Paraíba.

Ponto nº 7: O descalabro na Saúde. Falta de tudo nos hospitais e postos de (des)atendimento. O número de médicos é largamente insuficiente. Há rumores de que o Tribunal de Contas vai rejeitar as contas da prefeitura de João Pessoa na área da Saúde.

Ponto nº 8: A contratação de uma professora por 174 mil reais (isso mesmo!!!) para ministrar um curso de “educação biocêntrica”.

Ponto nº 9: O apartamento do chefe de gabinete e ex-secretário de comunicação, Sr. Nonato Bandeira, que em quatro anos passou de um apartamentozinho nos Bancários para um apartamentão pertinho do mar.

Ponto nº 10: A relação política e financeiramente promíscua da prefeitura com jornalistas e sistemas de comunicação, envolvendo milhões de reais.

Acabou o espaço.