Por que continuo afirmando que Serra vencerá
Em primeiro lugar, porque a pesquisa Ibope que mostra Dilma Rousseff cinco pontos à frente foi manipulada, como muito bem demonstrou o blogueiro Lúcio Neto (www.lucioneto.blogspot.com). Manipulada como, você pode perguntar. Simples: dos 171 municípios pesquisados, 134 são governados pelo PT ou partidos coligados, enquanto apenas 34 são governados pelo PSDB ou partidos coligados (lembremo-nos de que o PSDB tem 785 prefeituras, enquanto o PT tem 547). O Ibope está escolhendo a dedo os municípios e bairros onde Dilma é mais forte.
Em agosto de 2006, o Ibope mostrou Alckmin “despencando”, caindo de 27 para 21, contra 46% de Lula. O resultado nas urnas foi 48 a 41. No início de setembro, o Datafolha mostrava Lula com 51 e Alckmin com 27. Uma diferença de 24 pontos, que caiu para sete pontos no resultado da eleição.
Na pesquisa Ibope, a maioria pró-Dilma no Nordeste já é o que se esperava que seria, enquanto Serra em São Paulo ainda aparece muito abaixo do percentual que de fato terá. E o Estado de São Paulo é quase equivalente ao Nordeste em número de eleitores, tendo, além do mais, índices de abstenção bem mais baixos.
Se Alckmin, candidato mais fraco do que Serra, enfrentando o próprio Lula, pôde crescer tanto em 2006, forçando um segundo turno em que quase ninguém acreditava, por que Serra não poderia tirar uma diferença de cinco pontos, ainda mais uma diferença construída do modo como demonstramos acima? Aliás, Serra já esteve cinco pontos abaixo antes nesta campanha e tirou a diferença. Chegou a zerar uma diferença de sete pontos na projeção de segundo turno.
Portanto, os serristas e aliados não têm nenhum motivo para desanimar. Os ventos continuam bons, ainda que não detectados pelos radares oficiais.



Olá! Meu nome é 



Ademar
em 7 de agosto de 2010
É isso aí Gilson.
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em 12 de agosto de 2010
Obrigado, Ademar.
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Renato
em 9 de agosto de 2010
gilson
midia a favor de serra!
No último sábado, a União da Juventude Socialista do Estado de São Paulo, em parceria com o Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”, promoveu o 1º Encontro de Comunicação sobre Mídia, Eleição e Juventude. O convidado especial foi o jornalista do blog Conversa Afiada, Paulo Henrique Amorim, que iniciou sua fala contando sobre sua breve atuação na UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) nos tempos de secundarista.
Ele falou também sobre liberdade de expressão e liberdade de imprensa, e o comportamento do PIG (Partido da Imprensa Golpista) nas eleições. Além dele, também fizeram suas exposições: o jornalista e presidente do “Barão de Itararé”, Altamiro Borges, o jornalista Luiz Carlos Azenha, do blog Viomundo, e nossa querida Conceição de Oliveira, twitteira no @maria-fro.
Como vamos usar a internet para combater o PIG nas eleições? Foi essa a pergunta, tema do encontro, que a UJS-SP e os convidados tentaram responder. Durante toda sua explanação, Paulo Henrique frisou que estava sendo realista. Para ele temos que ir para a tecnologia seguinte, ir para internet para multiplicar, dividir, permitir a liberdade de expressão.
A imprensa está no centro da democracia. “Liberdade de expressão na internet é mais que liberdade de imprensa. Esse jogo da mídia nasce em um processo de privilégios, uma imprensa que se formou boa parte na ditadura militar. A Globo ajudou os militares e os militares ajudaram a Globo”, disse Paulo Henrique.
Para ele, as ferramentas que devemos tomar de assalto para nos fortalecer na luta de idéias são as novas tecnologias: “Abram as portas, criem mecanismos tecnológicos, como por exemplo o twitter, para divulgar seus blogues”. Hoje em dia estamos ganhando a batalha na internet, conseguimos identificar os “colonistas” do PIG e temos que desmascarar o PIG e seus porta-vozes, como Serra e FHC. Neste cenário, precisamos aprofundar e lutar pela democratização da banda Larga.
Para Altamiro Borges (Miro), a juventude se mostra como agente fundamental nessa batalha pela democratização dos meios de comunicação. “O principal hoje é Plano Nacional de Banda Larga”. E ainda fez o convite para todos participarem do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, que ocorre nos dias 21 e 22 de agosto, no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo (uma boa noticia é que da inscrição de 100,00, estudante paga só R$ 20,00!). Para se inscrever é só mandar um e-mail para contato@baraodeitarare.org.br, maiores informações em http://www.baraodeitarare.org.br.
Na parte da tarde o debate sobre novas mídias contou com a participação de Azenha, do blog Viomundo, e Conceição de Oliveira, @maria-fro. Ambos fizeram a discussão sobre blog e twitter acompanhado de oficinas. Ao final do encontro, a UJS-SP lançou pelo twitter a campanha #BandaLargaParaTodos.
O encontro contou com a participação de 105 jovens de 24 cidades do Estado de São Paulo. A UJS encerrou reafirmando a responsabilidade dos jovens socialistas na luta contra o PIG nas eleições desse ano, a luta em defesa da democratização dos meios de comunicação e, principalmente, a defesa da banda larga para todos.
Terminado o encontro, rolou a 1º reunião da direção estadual da UJS-SP, que aprovou as resoluções para as eleições de 2010.
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Renato
em 9 de agosto de 2010
veja aqui
http://altamiroborges.blogspot.com/2010/08/dilma-continuidade-ou-avanco.html
Com exceção do Datafraude, as três últimas pesquisas apontam que Dilma Rousseff ultrapassou o demotucano José Serra. Vox Populi, Sensus e até o Ibope já cogitam a hipótese da candidata vencer no primeiro turno. Esta possibilidade, que retrata a fase anterior à campanha na rádio e televisão, indica que o eleitorado brasileiro está satisfeito com os rumos do país e não deseja o retrocesso. Dilma é vista como a continuidade do governo Lula, que goza de alta popularidade; Serra lembra o triste reinado neoliberal de FHC, de desmonte do estado, da nação e do trabalho.
Mas será que a bandeira da “continuidade” é suficiente para garantir a vitória das atuais forças que governam a nação? Ela conseguirá contagiar amplas parcelas na campanha? Os brasileiros estão totalmente satisfeitos com a situação do Brasil? Vários indicadores econômicos e sociais confirmam que o país melhorou nos últimos oito anos. Mas ele ainda é extremamente injusto. A campanha de Dilma Rousseff ficaria muito limitada se propusesse apenas a mera continuidade. O Brasil necessita de reformas estruturais para promover avanços sociais mais consistentes.
Relatório alarmante da ONU
O relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado no final de julho, revela que o país continua entre os mais injustos do planeta. Medindo essa realidade a partir da renda per capita, o índice de Gini para o Brasil é de 0,56. De acordo com a metodologia, quanto mais próximo de um, maior a desigualdade. No mundo, a base de dados do Pnud mostra que o Brasil ainda é o décimo no ranking da desigualdade. Na América Latina, ele só está melhor situado do que a Bolívia e o Haiti, o que comprova a incomoda situação de injustiça no país.
O recente estudo apresenta alguns problemas, que podem ter distorcido os resultados. Ele coletou dados em apenas 126 dos 195 países membros do ONU, e há defasagens no tempo de coleta das informações. Além disso, o próprio organismo reconhece os avanços ocorridos no país. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) melhorou na fase recente – de 0,71, em 1990, para 0,81 em 2007. Ela elogia, por exemplo, o programa Bolsa Família, “um importante esforço para melhorar a incidência do gasto social…, que por sua vez resultou numa melhor distribuição de renda”.
Milhões ainda vegetam na miséria
O relatório do Pnad inclusive foi criticado pelo presidente Lula. “A ONU tem que saber que não tem nenhum país que em tão pouco tempo fez como o Brasil, de tirar 34 milhões de pessoas das classes D e E e levar para a classe C, tirar 21 milhões de pessoas da miséria. Fora China e Índia, nenhum país criou 14,5 milhões de empregos em oito anos, como nós criamos. Eu não tenho dúvida nenhuma de que em 2015 o Brasil terá cumprido todas as metas do milênio que assinou”.
Apesar das ressalvas, não dá para se contentar em apenas propor a mera continuidade. O Brasil continua sendo um dos países mais injustos do mundo; os problemas sociais são gravíssimos; a desigualdade é abissal. Milhões vegetam com menos de 30 dólares por mês; 53% dos brasileiros sequer terminam o ensino fundamental; metade da riqueza nacional fica com os 10% mais ricos, enquanto 50% dos mais pobres dividem apenas 10% dela; 58% dos brasileiros mantêm o mesmo perfil de pobreza entre duas gerações; mais da metade dos agricultures detem menos de 3% das propriedades rurais, enquanto 46 mil fazendeiros são donos de metade das terras.
A urgência das reformas estruturais
Como alerta Frei Betto, o país avançou nos últimos anos, mas ainda não enfrentou os seus gargalos estruturais. “Para operar uma drástica redução na desigualdade é urgente promover a reforma agrária e multiplicar os mecanismos de transferência de renda… É uma falácia dizer que, ao promover transferência de renda, o governo está ‘sustentando vagabundos’. O governo sustenta vagabundos quando não pune os corruptos, o nepotismo, as licitações fajutas, a malversação de dinheiro público. Transferir renda aos mais pobres é dever, em especial num país em que o governo irriga o mercado financeiro engordando a fortuna dos especuladores que nada produzem”.
[Responder]
Renato
em 9 de agosto de 2010
caro gilson
Com exceção do Datafraude, as três últimas pesquisas apontam que Dilma Rousseff ultrapassou o demotucano José Serra. Vox Populi, Sensus e até o Ibope já cogitam a hipótese da candidata vencer no primeiro turno. Esta possibilidade, que retrata a fase anterior à campanha na rádio e televisão, indica que o eleitorado brasileiro está satisfeito com os rumos do país e não deseja o retrocesso. Dilma é vista como a continuidade do governo Lula, que goza de alta popularidade; Serra lembra o triste reinado neoliberal de FHC, de desmonte do estado, da nação e do trabalho.
Mas será que a bandeira da “continuidade” é suficiente para garantir a vitória das atuais forças que governam a nação? Ela conseguirá contagiar amplas parcelas na campanha? Os brasileiros estão totalmente satisfeitos com a situação do Brasil? Vários indicadores econômicos e sociais confirmam que o país melhorou nos últimos oito anos. Mas ele ainda é extremamente injusto. A campanha de Dilma Rousseff ficaria muito limitada se propusesse apenas a mera continuidade. O Brasil necessita de reformas estruturais para promover avanços sociais mais consistentes.
Relatório alarmante da ONU
O relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado no final de julho, revela que o país continua entre os mais injustos do planeta. Medindo essa realidade a partir da renda per capita, o índice de Gini para o Brasil é de 0,56. De acordo com a metodologia, quanto mais próximo de um, maior a desigualdade. No mundo, a base de dados do Pnud mostra que o Brasil ainda é o décimo no ranking da desigualdade. Na América Latina, ele só está melhor situado do que a Bolívia e o Haiti, o que comprova a incomoda situação de injustiça no país.
O recente estudo apresenta alguns problemas, que podem ter distorcido os resultados. Ele coletou dados em apenas 126 dos 195 países membros do ONU, e há defasagens no tempo de coleta das informações. Além disso, o próprio organismo reconhece os avanços ocorridos no país. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) melhorou na fase recente – de 0,71, em 1990, para 0,81 em 2007. Ela elogia, por exemplo, o programa Bolsa Família, “um importante esforço para melhorar a incidência do gasto social…, que por sua vez resultou numa melhor distribuição de renda”.
Milhões ainda vegetam na miséria
O relatório do Pnad inclusive foi criticado pelo presidente Lula. “A ONU tem que saber que não tem nenhum país que em tão pouco tempo fez como o Brasil, de tirar 34 milhões de pessoas das classes D e E e levar para a classe C, tirar 21 milhões de pessoas da miséria. Fora China e Índia, nenhum país criou 14,5 milhões de empregos em oito anos, como nós criamos. Eu não tenho dúvida nenhuma de que em 2015 o Brasil terá cumprido todas as metas do milênio que assinou”.
Apesar das ressalvas, não dá para se contentar em apenas propor a mera continuidade. O Brasil continua sendo um dos países mais injustos do mundo; os problemas sociais são gravíssimos; a desigualdade é abissal. Milhões vegetam com menos de 30 dólares por mês; 53% dos brasileiros sequer terminam o ensino fundamental; metade da riqueza nacional fica com os 10% mais ricos, enquanto 50% dos mais pobres dividem apenas 10% dela; 58% dos brasileiros mantêm o mesmo perfil de pobreza entre duas gerações; mais da metade dos agricultures detem menos de 3% das propriedades rurais, enquanto 46 mil fazendeiros são donos de metade das terras.
A urgência das reformas estruturais
Como alerta Frei Betto, o país avançou nos últimos anos, mas ainda não enfrentou os seus gargalos estruturais. “Para operar uma drástica redução na desigualdade é urgente promover a reforma agrária e multiplicar os mecanismos de transferência de renda… É uma falácia dizer que, ao promover transferência de renda, o governo está ‘sustentando vagabundos’. O governo sustenta vagabundos quando não pune os corruptos, o nepotismo, as licitações fajutas, a malversação de dinheiro público. Transferir renda aos mais pobres é dever, em especial num país em que o governo irriga o mercado financeiro engordando a fortuna dos especuladores que nada produzem”.
laia aqui
http://altamiroborges.blogspot.com/2010/08/dilma-continuidade-ou-avanco.html
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Renato
em 9 de agosto de 2010
deculpe!
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Márcio
em 12 de agosto de 2010
O camarada aí de cima acha que ele e sua turma, sim estão certos, carregados de ideologia. Gente assim é incapaz de ser imparcial, ou de ter frieza científica para analisar qualquer coisa. Li essa bobagem toda, falácia tremenda que se ouve nos DCEs das universidades. Mais um bobo brincando de Che Guevara. Ótimo texto, como sempre. Abraços!
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Gilson
em 12 de agosto de 2010
Obrigado, Márcio.
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Prof. Dr. Franco.
em 12 de agosto de 2010
Quanta bobagem proferidas por alguns, que sustentam que o governo corruPTo de Lula seja modelo a ser seguido. É somente um fenômeno midiático, abalizado por carradas de marqueteiros muitíssimos bem remunerados, obviamente com o dinheiro do brasileiro. E a economia? Vai muito mal, com um câmbio flutuante(irreal). E a dívida? Pagamos(pasmem os incautos) mais de 1 bilhão de reais por dia de juros .Não incluem nestes números os valores do refinanciamento da dívida, com o pagamento de amortizações realizado por emissões de novos títulos. Mas e aquele que nao teve( e nao tem) acesso à educação, saúde, segurança pública, transporte eficiente, que efetivamente nao passa de um analfabeto funcional, sabe discernir sobre o que é realização e o que é mentira? Propaganda? Por falar em mentira, o currículo (a vida) da Dilma, vulgo Luiza, Patricia, Wanda, nao passa de sucessivas mentiras e passagens mal esclarecidas, como no caso do dinheiro do assalto à casa do Adhemar de Barros ou mesmo o seu Lattes. Quem é beneficiário dos “programas sociais” sabem de alguma coisa? Quem é, basicamente, esse eleitor de Dilma? Nordestinos e nortistas, pseudo-intelectuais, evangélicos( de pastores de partidos fisiologistas) e analfabetos funcionais. Nao que Serra ou Marina sejam os candidatos ideais, mas perto de Dilma sao uns anjinhos. O pior sao os numeros oficiosos apresentados pelos orgaos do governo. Mentiras descabidas, irreais, que fazem o mais graduados dos mentirosos se sentir enenvergonhado.
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Mario Araujo Filho
em 19 de agosto de 2010
Boa análise, Gilson. Divulguei no meu twitter @marioafilho e também no blog.
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Gilson
em 19 de agosto de 2010
Obrigado, Mário.
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Rede Mliobiliza
em 27 de agosto de 2010
Olá,
Somos da Rede Mobiliza (www.redemobiliza.com.br) e fazemos parte do time que representa oficialmente a campanha do José Serra.
Acreditamos que a internet vai decisiva para virarmos o jogo nessa reta final da campanha e queremos que você faça parte disso!
Vamos montar um time de sites que apoiam o Serra e todos os dias enviaremos conteúdos oficiais relevantes a serem divulgados.
Envie seu contato de email para o redemobiliza@gmail.com com o título: “Sou parceiro”.
Contamos com você!
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