Por que Obama é matematicamente o favorito
Examinando as pesquisas estado por estado, constatamos que o relativo equilíbrio nas pesquisas nacionais vem das grandes maiorias que favorecem McCain no chamado Bible Belt (“Cinturão da Bíblia”), o Deep South (“Sul Profundo”). Acontece que tais maiorias são inócuas, porque, para conquistar todos os delegados de um estado, basta vencer por um voto: tanto faz ganhar por um voto ou por um milhão. O que importa é o Colégio Eleitoral de 538 membros. Em 2000, Bush teve mais de 500 mil votos a menos que Gore, mas levou a eleição por causa de uma (suspeitíssima) vantagem de meros 537 votos na Flórida. Se Gore tivesse vencido em qualquer um dos estados onde não venceu, teria sido eleito presidente. Em 2004, quase aconteceu o contrário: com três milhões de votos a menos nacionalmente, John Kerry teria sido eleito se tivesse vencido no Estado de Ohio, onde perdeu por menos de dois pontos percentuais.
Portanto, é a uma análise do Colégio Eleitoral que devemos proceder se quisermos ter uma idéia de quem está mais perto da Casa Branca em 2008. E é aí que a vantagem de Obama aparece. De todos os estados ganhos por Gore em 2000 e/ou Kerry em 2004, o único que Obama corre um risco real de perder é New Hampshire (4 votos no Colégio Eleitoral), onde sua vantagem na média das pesquisas é de apenas 0,3%. Em todos os outros, pode-se dizer com segurança, ele vai ganhar, o que lhe garante 260 votos no C. E. (Colégio Eleitoral). A maioria mínima é de 270 votos. Com 269, dá empate, levando a eleição para a Câmara dos Deputados, em que cada estado tem um voto. Quem tiver a maioria da bancada na maioria dos estados ganha o desempate. Os democratas têm tal maioria hoje e vão mantê-la ou, mais provavelmente, ampliá-la, conforme indicam com folga todas as pesquisas. Sendo assim, Obama joga pelo empate: para ser presidente, precisa de 269 votos no C. E. Se já tem 260, só lhe faltam 9.
Vamos dar cinco estados indefinidos para McCain: Flórida (27 votos no C. E.), Carolina do Norte (15 votos), Indiana (11), Missouri (Mizúri – 11) e Dakota do Sul (3). Sobram como estados realmente indefinidos Ohio (Orráiou – 20 votos), Virgínia (13), Colorado (9), Nevada (5), New Hampshire (4) e Montana (3). Seis estados, portanto. Ohio, Virgínia e Colorado: se vencer em qualquer um desses três, Obama será o presidente. Se perder nos três, mas ganhar em Nevada e New Hampshire, Obama será o presidente. Se vencer no Colorado e mais um estado, ele evitará o desempate na Câmara. Se perder em Ohio, Virgínia e Colorado, mas vencer em Nevada, New Hampshire e Montana, também será eleito sem precisar do desempate. Ohio é suficiente para lhe dar a vitória sem necessidade do desempate, mesmo que ele perca nos outros cinco estados. O mesmo se aplica à Virgínia. Ou seja, Obama pode ser eleito mesmo perdendo em cinco dos seis estados indefinidos. Está a um passo da vitória.
Outro ponto a favor do candidato democrata é que as pesquisas de agora não refletem o seu eleitorado em 4 de novembro. As pesquisas de hoje só tratam de eleitores já registrados, enquanto a campanha de Obama está a cada dia registrando milhares de novos eleitores, sobretudo entre jovens e negros, segmentos em que a vantagem do democrata é esmagadora.
Por tudo isso, pode-se afirmar que Barack Obama é o candidato matematicamente favorito para ganhar a presidência dos Estados Unidos em 4 de novembro de 2008.



Olá! Meu nome é 



















































Gilson Gondim
em 2 de setembro de 2008
Obama dispara nas pesquisas:
Hotline: 48 x 39
CBS News: 48 x 40
Gallup Tracking: 50 x 42
Rasmussen Tracking: 51 x 45
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Gilson Gondim
em 4 de setembro de 2008
Onde se lê Dakota do Sul, leia-se Dakota do Norte.
Porém, não faz diferença para as contas, pois os dois estados, vizinhos, têm o mesmo número de votos no Colégio Eleitoral: 3.
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Gilson Gondim
em 4 de setembro de 2008
Os republicanos estão fazendo de conta, em sua convenção, que não têm nada a ver com os oito desastrosos anos de Bush e Cheney.
É muita cara-de-pau!
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Gilson Gondim
em 4 de setembro de 2008
Nenhuma palavra sobre Bush no discurso de Sarah Palin.
Será que McCain vai dizer algo sobre Bush nesta quinta-feira? Vai pelo menos pronunciar o nome dele?
Veremos.
Ou melhor, ouviremos.
Ou não ouviremos.
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Ademar
em 4 de setembro de 2008
Por que o Biden não repetiu, em seu discurso, o que disse sobre o Obama há alguns meses, do então concorrente e agora amiguinho correligionário de chapa:”Obama é inexperiente!”. Palavras do Biden. Ele deveria ter falado, se não falou é por que é cara-de-pau, sonso…Se fez de leso…O bichinho!!! Tão sabido esse menino!!!
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Gilson
em 4 de setembro de 2008
Ademar, meu velho: Uma frase de Biden não pode ser mais importante do que oito anos de Bush.
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ricardo antonio filgueiras
em 6 de setembro de 2008
Atualidade !
Destruindo o Mundo os loucos vão
Pior são os bons que calados estão
Achando que nada vão lhe acontecer!
http://ricardoricofil.blogspot.com/
http://fotolog.terra.com.br/ricardorico_fil
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Ademar
em 8 de setembro de 2008
Uma frase pode não ter o mesmo peso que oito anos de governo, mas dita na frente do seu oponente, à época desta mesma eleição, cara-a-cara, à “queima-roupa”, quando o Biden achava que o Obama não tinha a menor chance de liderar a chapa democrata e que agora como se nunca tivesse dito nada sobre seu companheiro, posa de sorriso colgate…no mínimo é incoerência, oportunismo. O McCain citou o Bush e com a coragem que lhe é peculiar disse, respondendo a sua crítica(acho que ele andou lendo seu site), que “preferia perder uma eleição do que uma guerra”. Nessa única frase, demonstrou a todos o apoio ao governo Bush e à sua política externa, que como disse em outros comentários foi o grande legado do Bush aos EUA: controle geopolítico no Oriente Médio. O resto é crítica de quem predeu a guerra, crítica dos anti-americanos que só vêem os EUA ficarem mais poderosos militar e nuclearmente enquanto a China patina com um arsenal nuclear parado e a Rússia com seu arsenal nuclear sucateado. A propósito em pesquisa do dia 08/09, Gallup dá McCain 50% e Obama 46%. Pode ter certeza que daqui às eleições as mudanças nas pesquisas serão muitas.
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