Quantas bombas atômicas são necessárias para destruir Israel?

Dou uma olhada de vez em quando no site americano Drudge Report. É um site conservador, mas bastante informativo. Vi nele neste 1º de fevereiro, com muita alegria, que o ex-vice-presidente americano Al Gore foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz, cujo ganhador será anunciado em outubro. Gore foi indicado por seu filme e sua luta sobre e contra o aquecimento global, um grande contraponto à posição obtusa de Bush, Cheney e cia. a respeito do assunto. Escandalosamente roubado pelos republicanos na eleição de 2000, bem que Gore poderia ser o candidato do Partido Democrata a presidente dos Estados Unidos em 2008.

Mas parece que a parada está mesmo entre Hillary Clinton e Barack Obama; ela com o charme politicamente correto de ser mulher; ele com o charme político de ser negro (ou afro-americano, como eles preferem por lá; não sei qual é o problema com a palavra negro). Entre os republicanos a disputa fica entre o senador John McCain e o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani. Nem McCain nem Giuliani é tão brucutu quanto Bush, de modo que haverá de qualquer modo alguma melhora, mesmo que pequena. O neoconservadorismo de figuras como Cheney, Rumsfeld e Condoleezza Rice está completamente desmoralizado, depois da surra que os americanos estão levando no Iraque. Além disso, ao derrubarem Saddam Hussein, os neoconservadores soltaram o gênio xiita da lâmpada no Iraque e livraram o Irã de seu vizinho inimigo. O Irã se fortaleceu muito, muito mesmo. E se tornou, com o presidente Ahmadinejad e sua possível bomba atômica, o grande pesadelo do Estado nazi-fascista de Israel.

O ultraconservador político americano Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Deputados, afirmou recentemente que três bombas atômicas são suficientes para destruir Israel por inteiro, provocando o que ele chamou de “segundo Holocausto”. Uma matéria recente no site Drudge Report, acima mencionado, diz que não são necessárias tantas bombas atômicas para destruir Israel. Bastaria uma. Segundo o site, o governo do Irã estaria disposto a destruir lugares santos do islamismo e a sacrificar grande número de palestinos e árabes israelenses para alcançar o grande sonho de destruir o Estado sionista.

Se isso acontecer, o grande culpado será o próprio Israel, que se recusa a retornar às fronteiras de 1967, seguindo adiante com sua política de roubar terras palestinas com assentamentos, muros e soldados invasores. Israel está cavando sua própria sepultura. Que depois os sionistas sobreviventes não reclamem.