Sete pontos contra Israel

Antes de ler este artigo, dê uma olhada em O nazismo israelense e na resposta do Sr. Ademar Benevolo ao referido artigo.

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Primeiro ponto: Basta dar uma olhada no Velho Testamento para ver que não há separação entre religião e política para o povo hebreu. Os árabes têm o direito de existir em Israel, mas como minoria, minoria que não ameace o status de Israel como um Estado judeu.

Segundo ponto: Para um brasileiro, espaço vital é o território nacional. Para um nazista germânico, era a terra dos vizinhos, terra a ser tomada. Para um nazista israelense, espaço vital tem o mesmo significado que tinha para um nazista germânico. “Espaço vital” são as colônias judaicas na Cisjordânia, nas Colinas de Golâ e em Jerusalém Oriental.

Terceiro ponto: Um erro não justifica o outro. Aqui o Sr. Benevolo parece o PT: eles roubaram, nós também podemos roubar. Eles torturam, nós também podemos torturar. Mas Israel se diz diferente; Israel se diz democrático, Israel se diz parte de uma civilização que aceita a Declaração Universal dos Direitos do Homem e a Convenção de Genebra. Tudo conversa fiada.

Quarto ponto: A Declaração Universal dos Direitos do Homem proíbe as punições coletivas. Ponto. Não importa se os filhos são terroristas: os pais não devem pagar pelos atos de seus filhos. Ao praticar punições coletivas, Israel pratica a barbárie.

Quinto ponto: É como eu já disse: os árabes têm o direito de existir em Israel, mas como minoria. Todo mundo sabe que Israel tem olho grande sobre a Cisjordânia, que os sionistas chamam de Judéia e Samaria. Eles adorariam anexar a Cisjordânia, mas sem os palestinos, a quem Golda Meir negou, inclusive, o status de povo: “Não existe essa entidade chamada povo palestino”.

Sexto ponto: Mais uma vez: os árabes só têm o direito de existir em Israel como minoria, sem ameaçar a condição israelita de ser um Estado judeu, um Estado racial, portanto um Estado racista. Quanto à equivalência de vidas, é notório que Israel considera o seqüestro de um ou dois soldados como um salvo-conduto para matar centenas de libaneses ou dezenas de palestinos, inclusive mulheres e crianças. É o que se vê. Esta aí: só não vê quem não quer.

Sétimo ponto: As outras vítimas do nazismo são no máximo mencionadas en passant (quando o são). Quase ninguém sabe que o genocídio dos ciganos foi tão grave quanto o genocídio dos judeus. Vejam o livro “A Indústria do Holocausto”, do judeu Norman Finkelstein, filho de sobreviventes do Holocausto. Vejam também o meu “Da Bíblia aos Múltiplos Universos”, que tem um capítulo sobre este assunto.