Sobre fatos e versões
O candidato do PMDB, José Maranhão se tornou favorito para ganhar o governo da Paraíba no próximo domingo. Ele se tornou favorito devido a uma armação eficaz: a apreensão de quarenta e três mil reais com um cabo eleitoral de Cássio Cunha Lima, do PSDB. A imprensa lulo-maranhista divulgou uma série de inverdades sobre o episódio: o dinheiro chegaria a 100 mil reais e estaria num carro alugado pela Secretaria de Controle da Despesa Pública. A quantia, como vimos, não é verídica, e o carro havia sido alugado por Nilo Feitosa, político que apóia Cássio. O funcionário da Secretaria de Controle da Despesa Pública estava fora de seu horário de expediente. Não houve mistura entre governo e campanha.
Além do mais, os recursos eram dinheiro de campanha, devidamente registrado e sacado conforme a lei, inclusive com aviso prévio à agência bancária. O dinheiro destinava-se ao pagamento de despesas legais e legítimas de campanha, como combustível, carros de som, panfleteiros, exibidores de bandeiras etc. A Polícia Rodoviária Federal fez um carnaval em torno do assunto, inclusive prendendo o motorista do carro e a pessoa que transportava o dinheiro e convocando a imprensa com estardalhaço. Como se vê, uma armação.
Em política, porém, como dizia o velho PSD, vale a versão, não vale o fato. E a versão é que se trata de um grande escândalo de flagrante de compra de votos. Cássio vai pagar por um crime que não cometeu, enquanto os verdadeiros culpados, os bandidos lulo-petistas, saem como vencedores da eleição, apesar do escândalo do dossiê, este sim um verdadeiro escândalo.
As diferenças entre um caso e outro são gritantes. Para começar a quantia: de pouco mais de quarenta mil para quase dois milhões de reais. Em segundo lugar, o destino do dinheiro: o dinheiro petista destinava-se a prejudicar adversários, não se destinava a atividades legais e legítimas de campanha. Por fim, a origem do dinheiro: enquanto o do PSDB paraibano tinha origem legal, o do PT nacional tem origem (ou origens) reconhecida e comprovadamente ilícita.
O caso do PT nacional não vai derrotar Lula eleitoralmente. O do PSDB paraibano pode derrotar Cássio Cunha Lima. Apesar de o primeiro ser um verdadeiro escândalo. E de o segundo ser um pseudoescândalo. Como já dizia o velho PSD, em política o que vale é a versão, e não os fatos.



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Sepulveda
em 28 de outubro de 2006
é meu caro..em ambos os casos, uma VERGONHA!!!!O pior é que no segundo, digamos a verdade, e sejamos sinceros, a desculpa é a legalidade do saque. Ora, um saque legal, para negocios ilegais, so é o que existe neste país, meu caro!Peraí, como é que se faz um flagrante de compra de votos, afinal!?e boca de urna, como é que se faz???A justica eleitoral quer na boquinha?…O fato é que o dinheiro estava lá, redondinhos, tudo com notinhas de $50.00( oxente, e pagamentos são todos redondinhos?), cada bugalho no seu galho, tudo nos envelopezinhos,sem nenhum recibozinho a ser assinado pelos credores, na maior falta de contabilidade e direcionados objetivamente para “pagamentos de campanha”…Pera aí!?O cheque foi de $45.000, e o achado $42.900. Oxente, alguem ficou com o troco!Tem caucao de locacao o veiculo?deve ter sido isto…a caucao de locacao!!oxente, a locacao nao eh em nome da coligacao? ah, ele dever ter uma procuracao…bem…Aconteceu, virou Manchete!
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