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	<title>Múltiplos Universos - Blog do Gilson Gondim &#187; Colégio Eleitoral</title>
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	<description>O Múltiplos Universos é o site do Gilson Gondim, que escreve sobre diversos assuntos polêmicos relacionados à Bíblia, contradições da Bíblia, Israel, política, eleições americanas, judeus, sionismo e assuntos diversos.</description>
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		<title>President Obama</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 16:04:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>No dia 20 de janeiro de 2009, tomará posse como presidente dos Estados Unidos da América o Sr. Barack Hussein Obama, 47 anos de idade, metade europeu, metade africano em sua ascendência.</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 20 de janeiro de 2009, tomará posse como presidente dos Estados Unidos da América o Sr. Barack Hussein Obama, 47 anos de idade, metade europeu, metade africano em sua ascendência.</p>
<p>Por que faço afirmação tão ousada quando ainda faltam 35 dias para a  eleição? Porque tudo caminha nessa direção. As pesquisas divulgadas  no domingo 28 de setembro dão vantagem média de 6,5 pontos percentuais  para Obama, chegando a oito pontos na pesquisa Gallup Tracking. E ele está em crescimento, ressalvadas eventuais oscilações. A projeção  do site RealClearPolitics (<a href="http://www.realclearpolitics.com/" target="_blank" rel="external">www.realclearpolitics.com</a>) para o Colégio Eleitoral dá ao candidato democrata 301 assentos contra 237 para o republicano John McCain. Considerando os estados que podem ainda mudar de lado e os que já estão consolidados para um candidato ou para o outro, o RealClearPolitics (RCP) dá a Obama 228 assentos no Colégio Eleitoral (C. E.), dando  a McCain somente 163 e apontando 147 como indefinidos. Para ser eleito, portanto, o candidato democrata precisa de apenas 28,6 % dos assentos  indefinidos, enquanto o republicano necessita de 71,5% dos mesmos assentos.</p>
<p>Outro dado a ser levado em conta é que as maiorias pró-Obama nos estados  indefinidos que tendem para ele são significativamente maiores do que as maiorias pró-McCain nos estados indefinidos em que ele ainda está  à frente. Assim, por exemplo, enquanto McCain tem 1,2 ponto percentual  de vantagem em Ohio (Orráiou), Obama tem 4,4 na Pensilvânia. Enquanto  o republicano está 1,6 à frente na Flórida, o democrata está 5,4  à frente no Colorado. E, quando se observam as pesquisas que fazem  as médias estaduais, Obama quase sempre é favorecido pelas mais recentes, enquanto McCain é mais beneficiado pelas mais antigas, o que indica  uma tendência de reversão pró-Obama em vários estados, inclusive  os citados Ohio e Flórida, que decidiram, respectivamente, as eleições  presidenciais de 2004 e 2000 a favor de Bush (em 2000, com fraude escancarada). Obama não precisa de nenhum desses dois estados para ser eleito, mas  é bem provável que venha a vencer em ambos.</p>
<p>O debate da última sexta-feira teve Barack Obama como vencedor, segundo  as pesquisas de opinião. Numa pesquisa da CBS News apenas com eleitores  independentes e indecisos, 39% declararam Obama o vencedor, 37% disseram que houve empate e 24% apontaram vantagem de McCain, uma diferença de quinze pontos a favor de Obama. Pesquisa da CNN com o eleitorado  em geral deu vantagem de 51 a 38 para o candidato democrata, na avaliação  do debate em geral, e maioria de 58 a 37 no item “quem se saiu melhor sobre a economia”, diferença acachapante de 21 pontos a favor de Obama. E a economia é prioridade absoluta para a maioria dos eleitores  americanos este ano.</p>
<p>Depois de muitos estudos sobre o assunto, tenho a convicção de que Obama  ganhará em todos os estados ganhos por Gore/2000 e/ou Kerry 2004, o que lhe assegurará 264 assentos no Colégio Eleitoral (são necessários  270 para ser eleito e 269 para levar a disputa ao desempate da Câmara  dos Deputados). E tomará dos republicanos os seguintes estados: Colorado  (9 lugares no C. E.), Virgínia (13), Nevada (5), Carolina do Norte  (15), Ohio (20), Indiana (11), Missouri (Mizúri – 11) e Flórida  (27),  ficando com 375 votos no Colégio Eleitoral e deixando McCain  com os 163 que o site RCP lhe dá atualmente como garantidos.</p>
<p>375 a 163. Não se surpreendam se estes números emergirem da madrugada  de 5 de novembro de 2008.</p>
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		<title>McCain ganhou um round, mas a luta é de muitos rounds</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 00:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra das convenções foi inequivocamente ganha por John McCain. Sua campanha soube aproveitar-se muito bem do fato de a convenção republicana ter acontecido depois da convenção democrata. Com uma escolha-surpresa  para o posto de vice, na manhã seguinte ao discurso de Obama, a campanha  republicana abafou as repercussões do evento adversário e emendou  um fim de semana de frenesi sobre a vice Sarah Palin com a própria  convenção republicana. Obama, que já havia escolhido seu vice antes  de sua própria convenção, como é obrigatório, não teve um antídoto  contra o oba-oba republicano que monopolizou as atenções por dias  a fio. Resultado: McCain passou à frente de Obama na média das pesquisas,  embora permaneça a situação de empate técnico. A CNN e a empresa  Hotline indicam empate absoluto. A empresa Rasmussen dá McCain um ponto  à frente. A pesquisa diária do Instituto Gallup dá vantagem de cinco  pontos para o republicano. O mesmo Gallup tem outra pesquisa que mostra  McCain à frente dez pontos entre os “votantes prováveis” (aqueles  que votaram nas duas últimas eleições presidenciais) e quatro pontos  à frente entre os eleitores registrados. Se considerarmos a primeira  versão do Gallup, a vantagem média de McCain é de 3,2 pontos percentuais. Considerando a segunda versão, a vantagem republicana cai para 2,0.  De um jeito ou de outro, dentro da margem de erro.</p>
<p>É apenas um momento ou uma situação duradoura? Vai depender de muitas coisas. Haverá, por exemplo, três debates entre McCain e Obama, o primeiro em 26 de setembro, sobre política externa. Haverá também  um debate entre os dois candidatos a vice, Sarah Palin (R) e Joe Biden  (D). Os quatro debates serão cruciais. Assim como será crucial o gigantesco  esforço da campanha de Obama para registrar novos eleitores, sobretudo  entre negros e jovens. O eleitorado de novembro não será o eleitorado  de hoje, e o crescimento está favorecendo Obama. Além disso, o Colégio  Eleitoral não reflete necessariamente a votação nacional, e sua composição  está, neste ano, favorecendo os democratas. O site ElectionProjection  (<a href="http://www.electionprojection.com/" target="_blank" rel="external">www.electionprojection.com</a>) confirma o que eu escrevi em artigo anterior: se vencer em <strong>um</strong> desses quatro estados (Flórida, Virgínia,  Ohio e Colorado), Obama será o presidente. Se McCain ganhar em todos  os quatro, será ele o “commander-in-chief”.</p>
<p>McCain pode ter atingido seu pico ou poderá atingi-lo nos próximos dias. A partir daí, terá que agüentar quase dois meses de anúncios enfatizando  seus vínculos com o impopularíssimo W. Bush. A foto de McCain com a cabeça no ombro de Bush, como se fosse sua namorada, inundará o  país. Seu currículo de mais de 90% de votos no Senado a favor de Bush  será explorado à exaustão. Se resistir a tudo isso e for eleito,  o mundo entrará numa era ainda mais perigosa do que a Era Bush.</p>
<p align="center">* * *</p>
<p>Logo que terminei de escrever este artigo, por volta da 18:30 do dia 8 de  setembro de 2008, fechei o Word e dei uma olhada no site RealClearPolitics (<a href="http://www.realclearpolitics.com/" target="_blank" rel="external">www.realclearpolitics.com</a>) e constatei que a entrada de duas  novas pesquisas mostrando McCain dois pontos à frente reduziu um pouco  sua vantagem na média de pesquisas apresentada pelo site: de 3,2 para  2,9.</p>
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		<title>Por que Obama é matematicamente o favorito</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 18:15:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Examinando as pesquisas estado por estado, constatamos que o relativo equilíbrio nas pesquisas nacionais vem das grandes maiorias que favorecem McCain no chamado <em>Bible Belt</em> (“Cinturão da Bíblia”), o <em>Deep South</em> (“Sul Profundo”). Acontece que tais maiorias são inócuas, porque, para conquistar todos os delegados de um estado, basta vencer por um voto: tanto faz ganhar por um voto ou por um milhão. O que importa é o Colégio Eleitoral de 538 membros. Em 2000, Bush teve mais de 500 mil votos a menos que Gore, mas levou a eleição por causa de uma (suspeitíssima) vantagem de meros 537 votos na Flórida. Se Gore tivesse vencido em qualquer um dos estados onde não venceu, teria sido eleito presidente. Em 2004, quase aconteceu o contrário: com três milhões de votos a menos nacionalmente, John Kerry teria sido eleito se tivesse vencido no Estado de Ohio, onde perdeu por menos de dois pontos percentuais.</p>
<p>Portanto, é a uma análise do Colégio Eleitoral que devemos proceder se quisermos ter uma idéia de quem está mais perto da Casa Branca em 2008. E é aí que a vantagem de Obama aparece. De todos os estados ganhos por Gore em 2000 e/ou Kerry em 2004, o único que Obama corre um risco real de perder é New Hampshire (4 votos no Colégio Eleitoral), onde sua vantagem na média das pesquisas é de apenas 0,3%. Em todos os outros, pode-se dizer com segurança, ele vai ganhar, o que lhe garante 260 votos no C. E. (Colégio Eleitoral). A maioria mínima é de 270 votos. Com 269, dá empate, levando a eleição para a Câmara dos Deputados, em que cada estado tem um voto. Quem tiver a maioria da bancada na maioria dos estados ganha o desempate. Os democratas têm tal maioria hoje e vão mantê-la ou, mais provavelmente, ampliá-la, conforme indicam com folga todas as pesquisas. Sendo assim, Obama joga pelo empate: para ser presidente, precisa de 269 votos no C. E. Se já tem 260, só lhe faltam 9.</p>
<p>Vamos dar cinco estados indefinidos para McCain: Flórida (27 votos no C. E.), Carolina do Norte (15 votos), Indiana (11), Missouri (Mizúri – 11) e Dakota do Sul (3). Sobram como estados realmente indefinidos Ohio (Orráiou – 20 votos), Virgínia (13), Colorado (9), Nevada (5), New Hampshire (4) e Montana (3). Seis estados, portanto. Ohio, Virgínia e Colorado: se vencer em qualquer um desses três, Obama será o presidente. Se perder nos três, mas ganhar em Nevada e New Hampshire, Obama será o presidente. Se vencer no Colorado e mais um estado, ele evitará o desempate na Câmara. Se perder em Ohio, Virgínia e Colorado, mas vencer em Nevada, New Hampshire e Montana, também será eleito sem precisar do desempate. Ohio é suficiente para lhe dar a vitória sem necessidade do desempate, mesmo que ele perca nos outros cinco estados. O mesmo se aplica à Virgínia. Ou seja, Obama pode ser eleito mesmo perdendo em cinco dos seis estados indefinidos. Está a um passo da vitória.</p>
<p>Outro ponto a favor do candidato democrata é que as pesquisas de agora não refletem o seu eleitorado em 4 de novembro. As pesquisas de hoje só tratam de eleitores já registrados, enquanto a campanha de Obama está a cada dia registrando milhares de novos eleitores, sobretudo entre jovens e negros, segmentos em que a vantagem do democrata é esmagadora.</p>
<p>Por tudo isso, pode-se afirmar que Barack Obama é o candidato matematicamente favorito para ganhar a presidência dos Estados Unidos em 4 de novembro de 2008.</p>
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