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	<title>Múltiplos Universos - Blog do Gilson Gondim &#187; Democratas x Republicanos</title>
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	<description>O Múltiplos Universos é o site do Gilson Gondim, que escreve sobre diversos assuntos polêmicos relacionados à Bíblia, contradições da Bíblia, Israel, política, eleições americanas, judeus, sionismo e assuntos diversos.</description>
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		<title>O mapa da eleição americana – As chances de Obama contra McCain em novembro</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 16:45:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições americanas]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Democratas x Republicanos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.rasmussenreports.com/" title="Link externo: Acesse o Rasmussen Reports" rel="external">O conceituado site RasmussenReports</a> apresentou um mapa verbal da eleição americana que é muito animador para os democratas, sobretudo para Barack Obama, o favorito para ganhar a indicação do partido e apontado pelas pesquisas de opinião pública como o candidato&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.rasmussenreports.com/" title="Link externo: Acesse o Rasmussen Reports" rel="external">O conceituado site RasmussenReports</a> apresentou um mapa verbal da eleição americana que é muito animador para os democratas, sobretudo para Barack Obama, o favorito para ganhar a indicação do partido e apontado pelas pesquisas de opinião pública como o candidato mais elegível do partido. Sempre lembrando que quem ganhar por um voto num estado leva todos os seus delegados, o mapa é o seguinte (entre parênteses o número de delegados de cada estado):</p>
<p>Primeira categoria: <span lang="en"><em>Safely Democratic</em></span>, ou seja, estados que o candidato democrata levará com certeza:</p>
<ul>
<li>Califórnia (55)</li>
<li>Connecticut (7)</li>
<li>Distrito de Colúmbia (Washington D. C.) (3)</li>
<li>Havaí(4)</li>
<li>Illinois (21)</li>
<li>Maine(4)</li>
<li>Maryland (10)</li>
<li>Massachusetts (12)</li>
<li>Nova York (31)</li>
<li>Rhode Island (4)</li>
<li>Vermont (3)</li>
</ul>
<p><strong>Subtotal: 154</strong></p>
<p>Segunda categoria: <span lang="en"><em>Likely Democratic</em></span>, isto é, estados em que os democratas provavelmente ganharão:</p>
<ul>
<li>Delaware (3)</li>
<li>Michigan (17)</li>
<li>Minnesota (10)</li>
<li>Nova Jersey (15)</li>
<li>Oregon (7)</li>
<li>Pensilvânia (21)</li>
<li>Estado de Washington (11)</li>
<li>Wisconsin (10)</li>
</ul>
<p><strong>Subtotal: 94</strong></p>
<p>Todas essas dezenove unidades federativas, somando 248 delegados (ganha a  eleição quem chegar a 270 delegados), foram ganhas tanto por Al Gore, em 2000, quanto por John Kerry em 2004. Como se vê, não falta muito  para os democratas em 2008.</p>
<p>Terceira categoria: <span lang="en"><em>Leans Democratic</em></span>, ou seja, tende para os democratas. São os seguintes estados:</p>
<ul>
<li>Iowa (7), ganho  por Al Gore em 2000.</li>
<li>New Hampshire (4), ganho por John Kerry em 2004.</li>
<li>Novo México (5), ganho por Al Gore em 2000.</li>
<li>Ohio (20), perdido por muito pouco por Kerry em 2004. Decidiu aquela eleição.</li>
</ul>
<p><strong>Subtotal: 36</strong></p>
<p>Somando esses 36 aos 248 anteriores, já teríamos 284 delegados, catorze a mais do que o mínimo necessário ao Partido Democrático.</p>
<p>Quarta  categoria: <span lang="en"><em>Toss up</em></span>. Esta expressão significa jogar uma moeda  para cima: a chance de dar cara ou coroa é a mesma (50%). Nesta categoria  estão os seguintes estados:</p>
<ul>
<li>Colorado (9)</li>
<li>Missouri (11)</li>
<li>Nevada (5)</li>
</ul>
<p><strong>Subtotal: 25</strong></p>
<p>Agora as categorias republicanas. Primeira: tendem ao Partido Republicano: (Flórida – 27 delegados) e Virgínia (13).</p>
<p>Segunda: provavelmente republicano: Arkansas (6).</p>
<p>Terceira: seguramente republicano. São estes os estados:</p>
<ul>
<li>Alabama (9)</li>
<li>Alaska (3)</li>
<li>Arizona (10)</li>
<li>Geórgia (15)</li>
<li>Idaho (4)</li>
<li>Indiana (11)</li>
<li>Kansas (6)</li>
<li>Kentucky (8)</li>
<li>Louisiana (9)</li>
<li>Mississipi (6)</li>
<li>Montana (3)</li>
<li>Nebraska (5)</li>
<li>North Carolina (15)</li>
<li>North Dakota (3)</li>
<li>Oklahoma (7)</li>
<li>South Carolina (8)</li>
<li>South Dakota (3)</li>
<li>Tennessee (11)</li>
<li>Texas (34)</li>
<li>Utah (5)</li>
<li>West Viriginia  (5)</li>
<li>Wyoming (3)</li>
</ul>
<p><strong>Subtotal: 183</strong></p>
<p>Como se vê, as três categorias republicanas somam 229, contra 284 das três  categorias democratas e 25 sem tendência. Isto significa que Barack Obama é o franco favorito para vencer em 4 de novembro.</p>
<p>Obama já está afinando o discurso contra John McCain. Mostra respeito pelo venerando senhor de 72 anos. Diz que reconhece nele um verdadeiro herói americano (McCain foi prisioneiro de guerra por cinco anos no Vietnã). Elogia seu espírito de independência demonstrado em outras épocas (quando ele votou, por exemplo, contra os cortes de impostos implementados  por Bush para os muito ricos). Afirma, no entanto, que McCain jogou tudo fora ao abraçar toda a política econômica fracassada de Bush, inclusive os cortes de impostos contra os quais votara. Acusa McCain  de ter se rendido aos lobbies que dominam o governo Bush. E pega o veterano  senador por uma frase infelicíssima que ele pronunciou recentemente: “Os Estados Unidos ficarão, se necessário, cem anos no Iraque”.  A Guerra no Iraque continua muito impopular nos Estados Unidos, atraindo  contra si mais de 60% da opinião pública, contra trinta e poucos por  cento a favor. Obama resumiu: “Se ele quer cem anos no Iraque, isto  é um motivo muito forte para ele não ter quatro anos na presidência”.</p>
<p>Obama é um fenômeno raríssimo: empolga a esquerda e ao mesmo tempo atrai o centro. Empolga o seu próprio partido e tem ótimo trânsito com os independentes. Tem índice de rejeição baixo. É muito mais carismático  que seus adversários e sua oratória, ao mesmo tempo tranqüila e inflamada,  é muito superior às de Clinton e McCain. Ele se apresenta como o candidato  do amanhã contra os candidatos do ontem. Fala em esperança e mudança contra o cinismo. E pinta um retrato devastador de McCain como alguém  que tem serviços prestados, mas se rendeu, um ex-rebelde que se vendeu  ao que há de pior no sistema; como alguém, enfim, que vendeu, metaforicamente,  a alma ao diabo.</p>
<p>Clinton tentou usar contra Obama o discurso da experiência. Numa eleição em que a maioria do eleitorado está com sede de mudança, não funcionou.  Creio que não funcionará também em novembro.</p>
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		<title>Al Gore pode ser candidato de compromisso</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 15:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições americanas]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Democratas x Republicanos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>É extremamente improvável, mas não é impossível. Ao confundir o improvável com o impossível, o senso comum cai no conceito torto de &#8220;milagre&#8221;.</p>
<p>Assistimos recentemente a dois eventos extremamente improváveis nos Estados Unidos. O primeiro, em 2000, quando a eleição&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É extremamente improvável, mas não é impossível. Ao confundir o improvável com o impossível, o senso comum cai no conceito torto de &#8220;milagre&#8221;.</p>
<p>Assistimos recentemente a dois eventos extremamente improváveis nos Estados Unidos. O primeiro, em 2000, quando a eleição presidencial americana foi decidida por quinhentos e poucos votos no populoso Estado da Flórida. O segundo, em 11 de setembro de 2001, quando um bando meio atrapalhado de dezenove árabes, armados unicamente com estiletes, conseguiu demolir as duas hipertorres do World Trade Center (&#8220;Alá seja louvado&#8221;).</p>
<p>O cenário para Gore ser candidato a presidente tem uma série de etapas:</p>
<ol>
<li>Nem Obama nem Hillary obteria o número de delegados eleitos para conseguir a vitória sem depender dos 796 superdelegados.</li>
<li>Obama teria mais delegados eleitos e mais votos no conjunto das eleições primárias, mas, se considerados os estados da Flórida (a Flórida, sempre <em>La Florida</em>) e de Michigan, Clinton teria mais votos e mais delegados eleitos. Os dois estados foram punidos com a exclusão da Convenção por insistir em votar antes do prazo estabelecido pelo Comitê Nacional Democrático.</li>
<li>Mudar as regras para beneficiar Hillary seria um escândalo. Por outro lado, manter a exclusão dos dois estados, ambos importantes nas eleições gerais de novembro, poderia ser muito danoso para o partido.</li>
<li>Numa situação como esta, qualquer um dos escolhidos pelos superdelegados teria sua escolha contestada e a crise estouraria, jogando fora uma eleição que os democratas têm tudo para ganhar.</li>
<li>Neste caso, a Convenção poderia aclamar Al Gore como o candidato consensual do partido, como alguém que está acima de todas essas querelas e disputas prejudiciais ao partido.</li>
</ol>
<p><strong>Improvável? Sim, extremamente. Mas não impossível.</strong></p>
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		<title>Obama x Clinton</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 12:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Na Superterça, no último dia 5 de fevereiro, Hillary Clinton ganhou estados maiores, mas Barack Obama venceu em maior número de estados: 14 a 8. E conseguiu vitórias mais expressivas do ponto de vista percentual. Ela teve uma pequena vantagem&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Superterça, no último dia 5 de fevereiro, Hillary Clinton ganhou estados maiores, mas Barack Obama venceu em maior número de estados: 14 a 8. E conseguiu vitórias mais expressivas do ponto de vista percentual. Ela teve uma pequena vantagem no voto popular: 50,2 a 49,8. Mas ele, por ter vencido em mais estados, levou uma pequena vantagem no número de delegados eleitos. Ambos têm no momento cerca de metade do número de delegados necessários para ganhar a convenção: 2.025. A vantagem, muito pequena, é de Hillary, mas apenas porque ela está levando a melhor entre os chamados superdelegados, cerca de 800líderes partidários  que votam na escolha do candidato sem ter a obrigação de votar num  ou noutro, como têm os delegados comprometidos eleitos nas eleições  primárias. Cerca de 500 superdelegados não declararam voto, cerca  de 200 apóiam Clinton e em torno de 100 estão com Obama. Por causa  disso, ela está com uma vantagem de aproximadamente 70 delegados.</p>
<p>O maior problema para Hillary é que deste sábado, 9 de fevereiro, até a próxima terça, dia 12 do mesmo mês, ocorrerão sete disputas em que se espera que Obama leve uma boa vantagem, o que pode lhe dar o que os americanos chamam de <em>momentum</em>: impulso, aceleração para  as primárias restantes. Neste sábado votarão o Estado de Washington, na Costa Oeste, Nebraska, no coração do país, e Louisiana, no Sul. No Estado de Washington há uma prevalência de democratas mais à esquerda, que têm preferido Obama. Nos estados centrais, como Nebraska, ele tem levado grande vantagem sobre Clinton. E em Louisiana há uma grande proporção de eleitores negros (ou afro-americanos, como se chama hoje), cujo apoio a Obama tem sido imenso. No domingo votará o pequeno Estado  do Maine. E na terça-feira acontecerá a chamada primária do Rio Potomac,  envolvendo três unidades federativas: Virgínia, Maryland e Washington  D. C. (District of Columbia, a capital do país). São três lugares com muitos afro-americanos. Obama deve ganhar folgadamente nos três. Ele sairá destes próximos dias muito fortalecido.</p>
<p>Mesmo assim, é quase certo que nenhum dos dois ganhará nas urnas o número mínimo de delegados necessário para encerrar o assunto. Os superdelegados decidirão. Se, no entanto, derem a vitória a quem tiver obtido menos delegados nas eleições primárias, jogarão o partido numa crise e cometerão suicídio eleitoral.</p>
<p class="center">* * *</p>
<p>Nesta sexta-feira 8 de fevereiro de 2008, Hillary perde para o republicano McCain na média  das pesquisas recentes por 1,6. Obama ganha de McCain por 3,5.</p>
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		<title>Eleição americana: Republicanos escolhem candidato detestado pela maioria do partido</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 09:01:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Eleições americanas]]></category>
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		<category><![CDATA[Democratas x Republicanos]]></category>
		<category><![CDATA[Partido Republicano]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Está confirmado: o senador John McCain, 72 anos em agosto, é o candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos. E isso é extraordinário, pelo simples e bom motivo de que a maioria do partido  não gosta dele, por&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está confirmado: o senador John McCain, 72 anos em agosto, é o candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos. E isso é extraordinário, pelo simples e bom motivo de que a maioria do partido  não gosta dele, por considerá-lo insuficientemente conservador, insuficientemente  republicano.</p>
<p>McCain se diz contra o aborto, mas não levanta a bandeira, evita o assunto, é reticente.</p>
<p>É reticente também quanto aos direitos dos gays, jogando o tema para os parlamentos estaduais.</p>
<p>É considerado mole com os imigrantes ilegais, já tendo assinado um projeto de lei de anistia.</p>
<p>Votou contra as reduções de impostos implementadas por Bush.</p>
<p>Já assinou projeto de lei propondo financiamento público das campanhas eleitorais, algo que os conservadores abominam.</p>
<p>Admite que o aquecimento global existe e que alguma coisa deve ser feita a respeito.</p>
<p>Não levanta a bandeira contra a clonagem terapêutica.</p>
<p>McCain só agrada aos conservadores na política externa: apoiou a Guerra contra o Iraque desde o início e foi quem primeiro propôs o aumento do número de tropas americanas no Iraque, algo que diminuiu significativamente o número mensal de mortes americanas, tornando a guerra menos impopular.</p>
<p>Ele conseguiu a indicação do partido devido à divisão do voto mais conservador entre três candidatos, devido à falta de um candidato conservador forte e pela sorte de ter vencido, geralmente por pouco, em quase todos  os estados que adotam o sistema “winner-take-all” (o vencedor leva  todos os delegados, mesmo que não consiga a maioria absoluta e ainda  que vença por um único voto).</p>
<p>Por ser um centrista, McCain pode roubar votos do Partido Democrático. Entretanto, corre o risco de não motivar o voto de muitos republicanos, que podem preferir ficar em casa, já que o voto não é obrigatório. Corre ainda o risco de ter que enfrentar um terceiro candidato roubando-lhe  votos à direita. Alguns radialistas de direita já dizem que é melhor  perder a eleição do que permitir que um McCain vitorioso remodele  o Partido Republicano.</p>
<p>Na média das últimas pesquisas, McCain ganha de Clinton por 1,4 e perde de Obama por 3,3.</p>
<p>Neste sábado, 9 de fevereiro de 2008, entrará no ar artigo sobre a disputa, totalmente indefinida, no Partido Democrático.</p>
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