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	<title>Múltiplos Universos - Blog do Gilson Gondim &#187; judaísmo</title>
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	<description>O Múltiplos Universos é o site do Gilson Gondim, que escreve sobre diversos assuntos polêmicos relacionados à Bíblia, contradições da Bíblia, Israel, política, eleições americanas, judeus, sionismo e assuntos diversos.</description>
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		<title>Judaísmo versus Sionismo</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 12:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O texto abaixo não foi escrito por mim. É um manifesto dos Neturei Karta. Você pode encontrá-lo no Google digitando “Neturei Karta em português”. Os Neturei Karta são judeus ortodoxos que rejeitam Israel. Leiam e tirem suas próprias conclusões.&#8230;</p>
<p]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto abaixo não foi escrito por mim. É um manifesto dos Neturei Karta. Você pode encontrá-lo no Google digitando “Neturei Karta em português”. Os Neturei Karta são judeus ortodoxos que rejeitam Israel. Leiam e tirem suas próprias conclusões.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p><strong>O judaísmo</strong> acredita num só D-us, O qual revelou a Torah. Defende a providência Divina e, de acordo com esta, vislumbra o exílio dos judeus como sendo um castigo causado pelos seus pecados. A redenção poderá ser obtida apenas pela penitência e pela oração. O judaísmo apela a todos os judeus que obedeçam integralmente à Torah, incluindo o mandamento que os obriga a serem cidadãos patriotas.</p>
<p><strong>O sionismo</strong> rejeita o Criador, a Sua revelação, as Suas oferendas e a Sua penitência. Entre os seus frutos encontramos a perseguição do povo palestino bem como a ameaça física e espiritual em que coloca o povo judeu. Encoraja a traição e a dupla lealdade entre os ingénuos judeus espalhados pelo mundo. O sionismo encara, de raiz, a realidade como algo estéril e desprovido de santidade. É uma antítese ao judaísmo da Torah.</p>
<p>Existe uma vil mentira que persegue o povo judeu por todo o globo. Uma mentira tão hedionda e tão distante da verdade que só ganhou popularidade devido à cumplicidade de forças poderosas existentes na comunicação social e no aparelho educativo do “sistema”.</p>
<p>É uma mentira que trouxe um sofrimento sem antecedentes a muitas pessoas inocentes e que se não for rebatida tem o potencial de dar origem a uma tragédia extraordinária no futuro.</p>
<p>É a mentira que afirma que o judaísmo e o sionismo são idênticos.</p>
<p>Nada poderia estar mais longe da verdade.</p>
<p>O judaísmo é a crença nas revelações do monte Sinai. É a crença de que o exílio é o castigo originado pelos pecados judeus.</p>
<p>O sionismo tem vindo a negar, há mais de um século, as revelações de Sinai. Acredita que se pode dar por terminado o exílio judaico por meio da agressão militar.</p>
<p>O sionismo passou o último século a expulsar estrategicamente o povo palestino. Ignorou as suas justas argumentações e sujeitou-os à perseguição, à tortura e à morte.</p>
<p>Judeus seguidores da Torah por todo o mundo encontram-se chocados e penitenciam-se por este breve dogma de irreligiosidade e de crueldade. Milhares de santos e de catedráticos da Torah condenam este movimento desde o seu surgimento. Sabiam que as anteriores boas relações entre os judeus e os muçulmanos na Terra Santa estavam destinadas a ser afectadas pelo avanço do sionismo.</p>
<p>O proclamado “Estado de Israel” mantém-se rejeitado em fundamentos religiosos com base na Torah. A sua monstruosa insensibilidade para com as leis mais básicas da decência e da justiça chocam qualquer ser humano, seja ou não judeu.</p>
<p>Nós da Neturei Karta temos estado na frente da batalha contra o sionismo há mais de um século.</p>
<p>A nossa presença serve para refutar a mentira basilar de que o mal, que é o sionismo, de algum modo representa o povo judeu.</p>
<p>O que sucede é o oposto.</p>
<p>Entristecemos todos os dias com a terrível contagem de mortes que emana da Terra Santa. Nenhuma delas teria ocorrido se o sionismo não tivesse soltado as suas energias maléficas sobre o mundo.</p>
<p>Como judeus temos o dever de viver pacificamente e em harmonia com todos os homens. É-nos pedido que sejamos cidadãos tementes à lei e patriotas em todas as terras.</p>
<p>Condenamos as actuais atrocidades sionistas levadas a cabo na Terra Santa. Ansiamos pela paz baseada no respeito mútuo. Estamos convencidos de que este respeito mútuo está condenado a não existir enquanto existir um Estado israelita. Ansiamos pela sua abolição de um modo pacífico.</p>
<p>Que possamos ser dignos da verdadeira redenção quando todos os homens se unam irmãmente em Sua adoração.</p>
<p><span style="font-family: Georgia, serif; color: #666666;"><span style="line-height: 9px;"><a href="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/Judaism-Rejects-Zionism.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-762" title="Judaism Rejects Zionism" src="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/Judaism-Rejects-Zionism.jpg" alt="" width="351" height="254" /></a></span></span></p>
<p><span style="font-family: Georgia, serif; color: #666666;"><span style="line-height: 9px;"><a href="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/28Dezembro2008.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-759" title="Judaism Codemns" src="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2011/10/28Dezembro2008.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></span></span></p>
<p><!--[endif]--></p>
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		<title>Contra os judeus, nada. Contra Israel, tudo.</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 02:09:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Contra os judeus como etnia eu não tenho nada. Contra o judaísmo como religião eu tenho o repúdio ao conceito de que há um povo escolhido por Deus. Acho que se Deus existir, e for bom e justo, ele não tem um povo escolhido. Contra o livro sagrado do judaísmo (o Velho Testamento dos cristãos) eu tenho a repulsa aos massacres que são ordenados e abençoados pelo deus Iavé (“passareis no fio da espada tudo aquilo que respire”), como também aos apedrejamentos que ali são ordenados pela mesma divindade (contra, por exemplo, mulheres adúlteras, filhos rebeldes, apóstatas, blasfemadores, idólatras etc.).</p>
<p>Gosto muito de alguns judeus, como Marx, Freud, Woody Allen, Sacha Baron Cohen etc. Os judeus têm dado uma grande contribuição às ciências e às artes, como se pode ver pelo número de judeus ganhadores do Prêmio Nobel.</p>
<p>A mesma simpatia não posso, porém, ter pelo Estado de Israel e por seus defensores, os sionistas. No que se refere a Israel, a sordidez impera. Em primeiro lugar, Israel é um Estado construído sobre terras roubadas há poucas décadas. Segundo, Israel continua roubando terras, por meio das famigeradas colônias judaicas em terras palestinas. Terceiro, Israel discrimina os palestinos, canalizando para as colônias a maior parte dos recursos da região, como água e eletricidade, em detrimento da maioria palestina. Quarto, Israel é um Estado praticante da tortura, que seus defensores chamam, eufemisticamente, de “pressão física”. Quinto, Israel pratica as abomináveis punições coletivas, proibidas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, castigando famílias (com a derrubada de casas, por exemplo) por atos de indivíduos. Sexto, Israel comete massacres contra os palestinos e os libaneses, bombardeando maciçamente populações civis e causando milhares de mortes, mutilações e deformações, inclusive com armas proibidas pela legislação internacional, como o famigerado fósforo branco, capaz de queimar a carne até o osso, arma que Israel usou contra os palestinos da Faixa de Gaza em 2009, tendo sido condenado pela ONU por causa disso e dos ataques em si. Sétimo, Israel construiu um muro não sobre a fronteira com os territórios palestinos ocupados, mas dentro de território palestino, separando famílias e barrando o acesso de palestinos a serviços como hospitais e postos de saúde. Oitavo, Israel tem barrado sistematicamente todas as tentativas de se criar um Estado palestino, privando este sofrido povo de um direito inalienável. Por todos estes motivos e por razões como estas, não se pode deixar de considerar Israel um Estado fascista, nazista, racista, criminoso, assassino, genocida. Uma aberração. E seus defensores defendem cinicamente o indefensável, agindo como uma corja nojenta e uma escória da humanidade.</p>
<p>* * *</p>
<p>Depois de todas as protelações e procrastinações possíveis por parte da Federação Israelita do Estado de São Paulo, meu processo por danos morais e direito de resposta contra a FISESP encontra-se concluso com o juiz para sentença.</p>
<p>* * *</p>
<p>Em represália a meu processo contra a Federação Israelita do Estado de São Paulo, o movimento sionista conseguiu que o Ministério Público da Paraíba representasse contra mim por suposto racismo. Antes houve um inquérito na Polícia Civil de São Paulo, cujo papiloscopista acabou sendo minha principal testemunha de defesa, ao definir oficialmente meus comentários como de caráter antissionista, o que de fato eles são (ao contrário do antissemitismo, o antissionismo não é crime, por ser a oposição a uma ideologia política, o sionismo, e a uma entidade política, o Estado de Israel).</p>
<p>A primeira audiência do processo aconteceu no dia 30 de maio, tendo sido ouvidas duas testemunhas de defesa (não há testemunhas de acusação). A próxima audiência será no dia 30 de agosto, quando será ouvida uma terceira testemunha e eu serei inquirido. Depois, deverá haver algumas perícias requeridas pelo meu advogado. Sentença de primeira instância, provavelmente só em 2012. E aí poderá haver os embargos de declaração, os agravos de instrumento, os recursos, apelações etc. No banco dos réus junto comigo está sentado o Estado de Israel com todas as suas atrocidades merecedoras de repúdio veemente, de repulsa indignada, de indignação manifesta. Estou tranquilo.</p>
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		<title>O que pensavam os autores da Bíblia</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 22:51:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Os autores da Bíblia pensavam que o Sol girava em torno da Terra. Tanto é assim que, no Livro de Josué, este, querendo que a claridade continuasse para concluir e vencer uma batalha, pede a Deus que pare o Sol. Deus atende ao pedido e a batalha é ganha pelo povo eleito.</p>
<p>Os autores da Bíblia não tinham a noção de que toda a humanidade passou por uma fase em que todos os grupos viviam da caça e da coleta (caçadores-coletores). Tanto é assim que, na história humana contada na Bíblia, Adão e Eva passam direto do Jardim do Éden para o trabalho na agricultura e no pastoreio, algo que apareceu bem tarde no desenvolvimento humano.</p>
<p>Os autores da Bíblia não tinham a menor idéia de que houvera outras humanidades na Terra, tanto anteriores quanto paralelas à nossa. Se os autores do Livro do Gênesis ressuscitassem hoje, ficariam com certeza perplexos diante do Homem de Neandertal, do Homem de Denisova, do Homem da Ilha de Flores, que existiram em paralelo a nossos ancestrais, tão recentemente quanto trinta mil anos atrás, no caso do Homem de Neandertal, e dez mil anos, no caso do Homem da Ilha de Flores. O termo “humano” não se refere a uma espécie, mas a um gênero, um conjunto de espécies, todas hoje extintas, exceto a nossa. </p>
<p>Os autores da Bíblia ficariam perplexos se viessem a saber que o parentesco genético 	do chimpanzé com o homem é maior do que o parentesco do  chimpanzé com o gorila e o orangotango (os ancestrais comuns de seres humanos e chimpanzés divergiram dos ancestrais do gorila há cerca de nove milhões de anos; há cerca de seis milhões de anos os ancestrais dos chimpanzés divergiram dos nossos).</p>
<p>Os autores da Bíblia pensavam que as espécies haviam sido criadas prontas, tais como são hoje. A Bíblia não diz apenas que Deus criou a vida, mas que Deus criou os animais conforme a sua espécie. Eles não tinham também a menor idéia da diversidade da vida no planeta, do fato de que há, por exemplo, centenas de milhares de espécies de besouros (algo como 300 mil). Os animais que teriam ocupado a Arca de Noé eram aqueles poucos que eles conheciam (a crença na literalidade do relato da Arca de Noé, assim como na literalidade de todos os relatos bíblicos, era praticamente geral até o século 18).</p>
<p>Os autores da Bíblia eram cegos à inteligência dos animais não humanos, hoje cada vez mais conhecida. Para eles, o homem não fazia parte do Reino Animal, sendo uma criatura à parte, criada à imagem e semelhança de Deus, enquanto os outros não passavam de irracionais. Ficariam perplexos diante dos chimpanzés, bonobos e gorilas que usam centenas de palavras em linguagem de sinais ou teclados de computador; ficariam perplexos com os elefantes pintores figurativos; ficariam de queixo caído com o papagaio cinzento africano Alex, já falecido, que dominava, e verbalizava tal domínio, conceitos como maior, menor, mais comprido, mais curto, mais estreito, mais largo, as cores, formatos etc., a ponto de comunicar conceitos como “cubo vermelho”, “triângulo azul” e assim por diante.</p>
<p>Até o século 18, praticamente todos os geólogos acreditavam no dilúvio universal narrado na Bíblia. A ciência tinha que se curvar às Escrituras. Hoje a ciência está liberta, mas a sociedade ainda não está, a não ser nos países socialmente mais avançados, como a Suécia, a Noruega e a Dinamarca. A luta contra a crendice e a superstição continua. Atual como sempre.</p>
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		<title>Por que a narrativa sobre Adão e Eva não pode ser uma alegoria</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 10:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Este artigo trata da centralidade da história de Adão e Eva, tomada literalmente, para o cristianismo em todas as suas formas e variações. A ligação direta da figura supostamente redentora de Jesus Cristo com os fundadores da “humanidade decaída”, Eva&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este artigo trata da centralidade da história de Adão e Eva, tomada literalmente, para o cristianismo em todas as suas formas e variações. A ligação direta da figura supostamente redentora de Jesus Cristo com os fundadores da “humanidade decaída”, Eva e Adão, faz com que estes não possam ser dispensados nem alegorizados, transformados em meros símbolos da criação da humanidade por Deus. O artigo trata também dos problemas acarretados para o cristianismo por sua dependência conceitual e estrutural dos personagens de Adão e Eva e de sua história.     </p>
<p>	A primeira das várias contradições da Bíblia vem logo no início, no Gênesis. Há dois relatos da criação, o primeiro em Gn 1 e Gn 2: 1 a 3, e o segundo em Gn 2: 4 a 24. No primeiro relato, Deus – chamado de Elohim – cria todos os animais, inclusive os domésticos, e depois – como ponto culminante da criação – cria ao mesmo tempo o homem e a mulher. No segundo relato, Deus – chamado de Javé – cria Adão, depois cria os animais, um a um, trazendo-lhes a Adão para que ele lhes dê seus respectivos nomes. (Será que Adão, o primeiro zoólogo, deu nome a cada uma das centenas de milhares de espécies de besouros?). Finalmente, para fazer companhia a Adão, Javé cria Eva a partir de uma costela de Adão. No livro <em>Pilares do Tempo</em>, que trata das relações entre ciência e religião, o paleontólogo americano Stephen Jay Gould fala da perplexidade e da incredulidade de muitos cristãos quando ele lhes diz que há dois relatos bem diferentes da Criação no início do Gênesis.  A recomendação de Gould é simples: leiam o Gênesis; leiam e confiram.</p>
<p>	O objetivo deste artigo, entretanto, não é expor contradições da Bíblia nem tratar das quatro fontes do Pentateuco identificadas pelo estudioso alemão Julius Wellhausen no século XIX. O que nos interessa é que após a divergência inicial a história continua. Adão e Eva vivem num jardim paradisíaco, em que nenhuma criatura sofre e nenhuma criatura causa sofrimento a outra. Bem diferente dos jardins atuais, cuja beleza e aparente calma ocultam uma feroz luta pela vida entre insetos e entre insetos e pássaros, entre outros animais. Adão e Eva são advertidos por Deus de que não podem comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A desobediência de ambos (primeiro dela, depois dele) constitui o episódio crucial conhecido no cristianismo como A Queda. A Queda é o primeiro dos três grandes eventos do cristianismo, sendo o segundo a vinda de Jesus Cristo, sua morte e ressurreição, e o terceiro o esperado retorno de Jesus. Para que veio Jesus? Veio para redimir a humanidade. Para redimir a humanidade de quê? Ora, para redimir a humanidade dos efeitos perniciosos justamente d’A Queda. Como se vê, Adão e Eva não podem ser uma mera alegoria que expresse a criação do ser humano por Deus. Ainda se poderia argumentar que eles são uma alegoria da desobediência da humanidade inteira, centenas de milhares de pessoas em tempos primitivos, ao Criador. Se, no entanto, a desobediência tivesse sido cometida por centenas de milhares de pessoas, isto significaria que a humanidade foi criada por Deus como uma máquina de desobedecer e pecar, programada para desobedecer e pecar, sem nenhuma possibilidade de conceber-se algo semelhante ao livre arbítrio. Para que tenha algum sentido como expressão da ruptura do ser humano com Deus, é preciso que A Queda tenha sido um episódio privado, particular, ocorrido na intimidade de um indivíduo ou de um casal. </p>
<p>	Até o século XIX, não se tentava alegorizar o episódio da Queda. Aliás, não se tentava alegorizar parte nenhuma da Bíblia. Desde os seu primórdios até o século XIX, a Bíblia sempre foi vista pelos fiéis como a verdade literal, a palavra literal de Deus. As tentativas de alegorização têm sido uma tentativa de salvar a Bíblia dos avanços irresistíveis da crítica bíblica e do conhecimento cientifico. Se levarmos a sério a história de Adão e Eva, teremos uma humanidade de pouco mais de seis mil anos, tempo estabelecido pelas genealogias do Velho Testamento. Teremos também um mundo em que a ferocidade da luta pela sobrevivência é conseqüência não do processo de evolução pela seleção natural, mas de um ato de dois seres humanos. Sim, pois a acreditar-se na história de Adão e Eva os jardins só se tornaram campos de batalha depois da Queda. É como se vivêssemos num mundo criado pelo homem, e não por Deus. Ou como se Deus tivesse realizado uma segunda criação, esta maligna, por causa da Queda. Para o cristianismo, os animais não-humanos sofrem e fazem sofrer por causa do homem. E tudo isso só será superado com o retorno de Cristo, quando o leão supostamente pastará em mansidão ao lado da ovelha.</p>
<p>	Totalmente incompatível com a ciência moderna, o relato de Adão e Eva e da Queda só pode ser uma alegoria, pensam os cristãos mais esclarecidos. Contudo, como vimos, a alegorização da Queda torna sem sentido o conceito de pecado original e a idéia de redenção por meio de Jesus Cristo. Torna sem sentido a própria figura de Cristo, o que faz desabar, em espetacular implosão, todo o edifício do cristianismo.</p>
<p>	Se depende de uma alegorização insustentável, se depende de uma narrativa frontalmente contrária a tudo aquilo que nos diz a ciência moderna, o cristianismo está filosófica e cientificamente refutado.</p>
<p>* * *</p>
<p>Pós-Escrito: Após o Debate</p>
<p>	Este capítulo da dissertação foi apresentado como artigo no Grupo de Trabalho 3 do I Simpósio Internacional em Ciências das Religiões, realizado na Universidade Federal da Paraíba entre 16 e 18 de julho de 2007. O debate foi breve, devido às limitações de tempo. Mas levantou alguns pontos que requerem esclarecimentos adicionais. Optei por escrever este Pós-Escrito, ao invés de mudar o texto original. Parece-me ser este o caminho mais interessante e informativo para os leitores da dissertação ou do artigo, que têm acesso a toda a gênese dos acréscimos decorrentes do debate. Vejamos alguns pontos levantados, respondidos e aqui desenvolvidos.</p>
<p>1.	Na apresentação oral, eu mesmo tomei a iniciativa de mencionar o Renascimento e o Iluminismo como preliminares aos grandes avanços antibíblicos do século XIX, que forçaram os adeptos da Bíblia a uma série de alegorizações reativas que atravessaram também o século XX. </p>
<p>2.	A mais famosa tentativa de alegorização do Renascimento foi aquela feita por Galileu Galilei, não com o objetivo de salvar a Bíblia, mas com a intenção de salvar literalmente a própria pele, do fogo da Igreja Romana. No geral, o Renascimento, mesmo tirando a habitação do homem do centro do universo e diminuindo o lugar de Deus nas preocupações intelectuais do homem europeu, não bateu de frente com as instituições religiosas, realizando grande parte de seus feitos artísticos em parceria com a Igreja de Roma.</p>
<p>3.	O Iluminismo, mais anticlerical do que antibíblico, representou um forte desafio às instituições eclesiais nos estertores do século XVIII, aquele que terminou, segundo o historiador anglo-austríaco Eric Hobsbawm, em 1789, com a Revolução Francesa. O primeiro livro aberta e sistematicamente ateu, segundo Julian Baggini (p. 78), foi <em>O Sistema da Natureza</em>, do francês Barão d’Holbach, publicado em 1770, apenas dezenove anos antes da Revolução e do início, segundo Hobsbawm, do século XIX, que terminaria em 1914 com a deflagração da I Guerra Mundial (o século XX, por sua vez, iniciado em 1914, teria terminado em 1991, com a queda da União Soviética). Somente no século XIX, as forças religiosas conseguiram articular reações consistentes ao desafio iluminista.</p>
<p>4.	Os desafios a partir do século XIX, de qualquer modo, foram muito mais poderosos. A teoria da evolução pela seleção natural e a descoberta da idade da Terra, particularmente, abalaram as estruturas bíblicas de uma forma que teria sido totalmente impossível para renascentistas e iluministas, pela própria falta de conhecimento. Por isso, além das razões mais acima, privilegiei o século XIX no trabalho apresentado no Simpósio.</p>
<p>5.	Objetou-se que leituras alegorizantes da Bíblia ocorriam na Antiguidade e na Idade Média. Sim. No entanto, tratava-se de outro tipo de alegorização, não aquele a que me refiro, ou seja, as tentativas de manter a validade da Bíblia mesmo diante de sua reconhecida falta de veracidade. A alegorização antiga e medieval foi muito bem definida pelo <em>Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa</em>, na página 146 de sua primeira edição. <em>Alegoria no sentido teológico</em>: “Método de interpretação das sagradas escrituras usado por teólogos cristãos antigos e medievais, em que se almejava a descoberta de significações morais, doutrinárias, normativas etc., ocultas sob o texto literal”. Isto é, a alegorização antiga e medieval, diferentemente da alegorização moderna e contemporânea, não buscava <em>substituir</em> a leitura literal por uma leitura figurada, mas tão-somente <em>complementar</em> a leitura literal, extraindo dela suas implicações morais, doutrinárias e normativas. De fato, até o século XIX praticamente nenhum intérprete cristão – romano, ortodoxo ou protestante – duvidava da veracidade do relato da Queda. O que eles faziam era <em>extrair</em> do episódio da Queda uma série de normas, doutrinas e ensinamentos morais. Bem diferente, repito, do que se faz hoje em dia. Nesta dissertação, eu me refiro a <em>alegorização da Bíblia</em> no sentido moderno e contemporâneo.</p>
<p>6.	Objetou-se, ainda, que a ciência não pode julgar a religião, por serem modos diferentes e complementares de conhecimento humano. Na verdade, como demonstro em outras passagens desta dissertação, tanto a ciência quanto a religião fazem afirmações sobre a realidade. E fazem afirmações que não se conciliam. Por isso, são magistérios rivais, e não complementares. E a ciência é superior, por basear-se em evidências, não em dogmas, e por fundamentar-se no pensamento racional – argumentativo e demonstrativo, sujeito a contestações e revisões –, não na fé inquestionável.</p>
<p>7.	No final do debate, afirmou-se que a teoria da evolução pela seleção natural não está provada, o que já demonstramos não ser verdade. Não apenas a teoria da evolução está provada, como é incompatível com qualquer forma de teísmo, conforme argumentamos no Capítulo 2 desta dissertação.</p>
<p>8.	Não houve, antes do século XIX, nenhum crítico bíblico do porte de Julius Wellhausen, o alemão que descobriu as quatro fontes do Pentateuco, demonstrando que os cinco primeiros livros do Velho Testamento não foram escritos por Moisés, como se pensava até então e como a grande maioria dos cristãos e judeus pensa ainda hoje. Ressalte-se que no Novo Testamento Jesus presume que o Pentateuco foi escrito por Moisés, como em Marcos 7:10.</p>
<p>9.	No livro <em>Pelos Caminhos da Bíblia – Uma Viagem através do Antigo Testamento</em>, o jornalista americano (judeu) Bruce Feiler (pp. 118-9) afirma: “Em 1800, a Bíblia era vista em quase todo o mundo como a verdadeira e indiscutível palavra de Deus. O Pentateuco, em especial, teria sido escrito por Moisés; os episódios, historicamente exatos; seu teor, divino. No decorrer do século 19, essa perspectiva passou por uma análise incessante e minuciosa”. Feiler arremata que vários estudiosos europeus e americanos fizeram a Bíblia descer das alturas intocáveis em que se encontrava e inseriram-na com firmeza na História. Tudo isto ocorreu, ressalte-se, a partir do século XIX.</p>
<p>10.	 No livro The <em>Twilight of Atheism – The Rise and Fall of Disbelief in the Modern World</em>, Alister McGrath, professor de teologia histórica na Universidade de Oxford, afirma na p. 15: “Embora o período tenha testemunhado algumas críticas significativas às idéias fundamentais do cristianismo, o século 18 não viu uma grande erosão da fé”. Na p. 98, McGrath põe o dedo na ferida: “Não há dúvida de que a teoria da evolução de Charles Darwin levou a morna crise da fé na Inglaterra vitoriana a explodir em chamas”.</p>
<p>11.	Autor de <em>Natural Theology</em> (1802), o reverendo William Paley mostrou como os mecanismos da natureza são complexos e como era necessário que Deus os tivesse projetado tais como são. Paley comparou órgãos como o olho humano a um relógio: assim como um relógio pressupõe um relojoeiro, um olho pressupõe Deus. Ou seja, as espécies teriam sido criadas prontas, teriam sido criadas tais como são, exatamente como afirma o Gênesis. McGrath demonstra (p. 100) que na primeira metade do século XIX Paley era leitura obrigatória para os alunos de graduação da Universidade de Cambridge, inclusive os de biologia.</p>
<p>12.	Ressalte-se: o Gênesis não diz simplesmente que Deus criou a vida, mas que ele criou as espécies tais como elas são. Somente com a publicação de <em>A Origem das Espécies</em>, em 1859, alguns religiosos passaram a enxergar a necessidade de transformar o Livro do Gênesis numa alegoria da criação da vida (e não mais das espécies) por Deus. A alegorização do Gênesis é pois, como deixei claro, uma reação desesperada e tardia.</p>
<p>13.	Objetou-se, por fim, que o conceito de livre arbítrio, por mim mencionado, é problemático. Claro que é. Mas a punição de Adão e Eva por Deus, punição extensiva a toda a Criação, pressupõe que eles tiveram liberdade de escolha. Caso contrário, teriam sido criados por Deus como máquinas de desobedecer e pecar, teriam feito o que foram programados para fazer, e sua punição não teria nenhum sentido, literal ou alegórico.    </p>
<p>14.	As teses centrais do capítulo ou artigo, a de que a narrativa da Queda não pode ser uma alegoria e a de que sua necessária literalidade derruba intelectualmente o cristianismo, passaram pelo debate sem arranhões. Mesmo assim, estes pontos adicionais deixam evidente a importante contribuição do Simpósio para este texto, que está hoje muito mais rico do que se não tivesse sido apresentado e debatido no I Simpósio Internacional em Ciências das Religiões, promovido pelo PPGCR da UFPB.</p>
<p>Referências</p>
<p>BAGGINI, Julian. <strong>Atheism</strong> – A Very Short Introduction. Oxford: Oxford University Press, 2003, 116 páginas.</p>
<p><strong>Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa</strong>.  Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001,  2.922 páginas.</p>
<p>FEILER, Bruce. <strong>Pelos caminhos da Bíblia </strong>– Uma viagem através do Antigo Testamento. Tradução de Maria Luiza Newlands Silveira e Fernanda Rangel de Paiva Abreu. Rio de Janeiro: Sextante, 2002, 499 páginas.</p>
<p>GONDIM, Gilson Marques. <strong>Da Bíblia aos múltiplos universos</strong> – Velhas e novas visões da eternidade. Osasco: Novo Século, 2005, 248 páginas.</p>
<p>GOULD, Stephen Jay. <strong>Pilares do tempo</strong> – Ciência e religião na plenitude da vida. Tradução de F. Rangel. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, 185 páginas.</p>
<p>HOBSBAWM, Eric. <strong>Era dos extremos</strong> – O breve século XX (1914-1991). Tradução de Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, 598 páginas.</p>
<p>McGRATH, Alister. <strong>The Twilight of Atheism</strong> – The Rise and Fall of Disbelief in the Modern World. Londres: Rider, 2004, 306 páginas.</p>
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		<title>Podcast #1 &#8211; Por que Israel é um Estado nazista</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 20:01:53 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo lido neste podcast é um campeão de acessos, já tendo sido acessado e lido por milhares de pessoas neste e em outros sites, às vezes com crédito, outras vezes sem o devido crédito. Trata-se de um texto curto que prova incontestavelmente que Israel é um Estado nazista.</p>
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		<itunes:summary>O artigo lido neste podcast eacute; um campeatilde;o de acessos, jaacute; tendo sido acessado e lido por milhares de pessoas neste e em outros sites, agrave;s vezes com creacute;dito, outras vezes sem o devido creacute;dito. Trata-se de um texto curto que prova incontestavelmente que Israel eacute; um Estado nazista.</itunes:summary>
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		<title>Israel não sobreviverá</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 01:00:47 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Israel é um beco sem saída. Pretende ser ao mesmo tempo um Estado judeu (a estrela de Davi na bandeira já diz tudo) e um Estado democrático. Não se pode ser, ao mesmo tempo, um Estado racial, étnico e religioso e um Estado democrático. Não quando dentro de suas fronteiras e dos  territórios que ele controla existem pessoas de raças, etnias ou religiões  diferentes. Israel não anexa formalmente a Cisjordânia e a Faixa de Gaza porque, se o fizesse, teria que dar o direito de voto aos  palestinos anexados. Em 2020, haverá mais árabes do que judeus vivendo  entre o Mar Mediterrâneo e o Rio Jordão, pois a taxa de natalidade  entre os árabes é bem maior do que entre os judeus. Os judeus passariam a ser minoria em Israel. E aí, como ficaria? Estado democrático de  maioria árabe ou apartheid e ditadura judia escancarada?</p>
<p>Acontece que Israel enfrentará esse dilema mesmo sem anexar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Quase 20% do eleitorado israelense são árabes, que  só têm o direito de ser minoria no Estado judeu, mas que, com sua  taxa de natalidade bem mais alta, tornar-se-ão maioria em algum momento  do século 21. Os judeus com certeza reagirão com apartheid e ditadura  judaica indisfarçável. Cheio de vizinhos muçulmanos hostis ou potencialmente  hostis e com uma maioria árabe dentro de seu próprio território oficial,  Israel não terá como sobreviver. Os judeus que não se retirarem serão  mortos em represália ao apartheid que terão praticado. E a sangrenta  e opressiva aventura sionista será finalmente encerrada.</p>
<p>Há outros cenários possíveis, em prazo mais curto. Por exemplo: A instabilidade crônica do Paquistão, com o Exército e os partidos políticos divididos e desmoralizados, levará, mais cedo ou mais tarde, a uma revolução islâmica. E o Paquistão é potência nuclear consumada. Com um governo revolucionário islâmico na “Terra dos Puros” (o significado de “Pakistan”), alguma organização islâmica militante sunita, como  a Al-Qaeda de Osama bin Laden e Al-Zawahiri, terá acesso a mísseis  nucleares e os empregará contra Israel, usando, talvez de modo clandestino,  o território de algum país do Oriente Próximo.</p>
<p>Há que se considerar, também, a rápida mudança demográfica nos Estados Unidos. Até meados do século 21, a maioria do eleitorado americano  será formada por negros, hispânicos e asiáticos. E aí, meus caros,  adeus ao apoio incondicional, dogmático e automático a Israel. Adeus  aos três bilhões de dólares anuais de ajuda americana. Adeus ao escudo  fornecido pelo Tio Sam. E adeus, <em>goodbye</em>, Israel.</p>
<p>Todos os cenários são catastróficos para o Estado sionista. Se não fossem  a esmola americana e a complacência de ditaduras árabes pró-EUA, como Arábia Saudita e Egito, Israel já teria sido varrido do mapa  há muito tempo. Entretanto, não é uma questão de “se”, mas de  “quando”. É apenas uma questão de tempo. Antes do final deste  século. A partir do século 22, ou de algum momento do século 21, Israel não passará de uma mancha na história da humanidade.</p>
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		<title>É possível provar a inexistência de Deus?</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 20:45:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ausência de provas não é prova de ausência. Nunca se capturou uma fada, um  gnomo, um duende. Mas isto não significa que eles não possam existir. Se não na Terra, pelo menos em outros planetas. Nunca se achou um fóssil de um unicórnio, mas se pode encontrar um (fóssil de unicórnio) a qualquer momento. Unicórnios podem existir em outros planetas. Unicórnios podem facilmente vir a ser produzidos por engenharia genética. Dragões são um caso mais complicado. Um animal que solta fogo pela boca ou pelas ventas sem se queimar gravemente não parece compatível com a vida tal como a conhecemos. Mas quem sabe que tipos de vida pode haver em outros planetas?</p>
<p>A inexistência de um Deus indefinido, sem atributos específicos, não pode ser provada. Mas este não é o caso do Deus cristão: ele tem atributos específicos; a ele são atribuídas características específicas. E não é necessário conhecer o universo inteiro para fazer certas afirmações categóricas sobre determinados objetos com atributos bem definidos. Posso afirmar com  absoluta certeza que não existem nem podem existir, em lugar nenhum, triângulos com mais ou menos do que três lados. Posso afirmar com toda a segurança que não  existe nem pode existir um círculo quadrado.</p>
<p>Isso nos traz ao primeiro dos atributos do Deus cristão que são impossíveis, por autocontraditórios ou contraditórios com outros atributos do  mesmo Deus:</p>
<ol>
<li><strong>Deus não pode ser onipotente.</strong> Ele não pode, por exemplo, criar um  círculo quadrado ou uma esfera cúbica, pois um cubo tem oito vértices e uma esfera não tem nenhum. Ele não pode criar, no mesmo universo, o Recipiente  Invulnerável e o Ácido Universal, pois este corrói todos os recipientes e aquele  resiste a todas as substâncias. A existência de um implica necessariamente na  inexistência do outro. Portanto, o primeiro atributo do Deus cristão, a onipotência, não se  sustenta, o que já torna o Deus cristão impossível logo de saída. Mas vamos  adiante.</li>
<li><strong>O segundo atributo do Deus cristão, a onisciência, é incompatível com o primeiro, a onipotência.</strong> Se Deus sabe exatamente o que vai acontecer em cada  recanto da Terra em 21 de dezembro de 2012, ele não pode mais alterar tais  acontecimentos, pois, se o fizesse, sua pré-ciência estaria errada.</li>
<li>Cito Chad Docterman (<a href="http://www.ateus.net/" title="Ateus.net" rel="external">www.ateus.net</a>): &#8220;O que Deus fez  durante aquela eternidade anterior à criação de todas as coisas? Se Deus era tudo que existia naquele tempo, o que perturbou o equilíbrio eterno e o induziu  à criação? Estava entediado? Estava solitário? Deus supostamente é perfeito, Se  algo é perfeito, este algo é completo &#8211; não precisa de nenhuma outra coisa. Nós,  humanos, nos engajamos em atividades porque estamos buscando uma perfeição fugidia, pois há um desequilíbrio causado pela diferença entre o que somos e o  que queremos ser. Se Deus é perfeito, então não pode haver desequilíbrio. Não há  nada de que ele necessite, nada que deseje, nada que deva ou irá fazer. Um Deus  que é perfeito não faz nada senão existir. Um criador perfeito é  impossível&#8221;. Ou seja, perfeição e criação são incompatíveis.</li>
<li>Se Deus criou Adão e Eva (ou os primeiros humanos) com livre-arbítrio,  ele não sabia que eles iriam desobedecer-lhe, o que elimina sua onisciência. Se  ele sabia que eles iam desobedecer-lhe, é porque eles não tinham livre-arbítrio. Neste caso, Deus criou homens e mulheres como máquinas de pecar, e o ser humano  é inocente de seus pecados, não tendo necessidade de nenhuma expiação por meio de Cristo e não merecendo condenação nenhuma em outra vida ou em outro plano  (carma, purgatório, inferno, aniquilação: as quatro possibilidades levantadas  por religiões que se dizem cristãs).</li>
<li>Deixemos de lado, por um momento, os erros factuais e históricos, as  lacunas e as contradições da Bíblia. Mesmo fazendo isso, temos de admitir que a  Bíblia é uma coleção de livros que têm dado margem às mais variadas e díspares  interpretações. Um ser perfeito não teria se expressado de modo mais claro, de  modo a evitar tanta discórdia e ter feito valer sua vontade, seja ela qual for?  Não teria inspirado melhor seus escribas e representantes terrenos?</li>
<li>Volto a Chad Docterman (<a href="http://www.ateus.net/" title="Ateus.net" rel="external">www.ateus.net</a>): &#8220;Um Deus que sabe  tudo não pode ter emoções. A Bíblia diz que Deus experimenta todas as emoções  humanas, incluindo ódio, tristeza e felicidade. Nós, humanos, experimentamos  emoções como resultado de um novo conhecimento. Um homem que desconhece a  infidelidade de sua esposa experimentará as emoções de ódio e tristeza apenas  após descobrir o que anteriormente, para ele, estava oculto. Em contraste, o  Deus onisciente não é ignorante em relação a nada. Nada é oculto para ele, nada  novo pode lhe ser revelado. Assim, não há como adquirir um conhecimento ao qual  possa reagir emocionalmente. Nós, humanos, experimentamos ódio e frustração  quando algo está errado e somos impotentes para consertá-lo. O Deus perfeito e  onipotente pode, entretanto, consertar qualquer coisa. Humanos sentem desejo  daquilo que lhes falta. Para o Deus perfeito nada falta. Um Deus onisciente,  onipotente e perfeito que experimenta emoções é impossível&#8221;.</li>
</ol>
<p>Há outros tantos argumentos, mas vou parar por aqui. Estes seis argumentos  parecem-me suficientes para provar que o Deus cristão é impossível. Podem  existir unicórnios, fadas, gnomos e duendes, em algum lugar do universo. O Deus  cristão, porém, não pode existir em parte alguma. É tão impossível quanto uma  esfera cúbica ou um círculo quadrado. Desafio os caros amigos a contestar os  seis argumentos.</p>
<p><strong>P. S.:</strong> Sou agnóstico em relação à idéia de Deus de um modo geral. Entretanto, sou total, completa, inteira e absolutamente ateu em relação ao Deus  hebraico-cristão-muçulmano. A este não dou sequer o benefício da dúvida, como  não dou o benefício da dúvida a um quadrado circular.</p>
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		<title>O texto mais engraçado e genial que já li&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 03:57:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Laura Schlessinger é uma personalidade do rádio americano que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show.</p>
<p>Recentemente ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levítico 18:22 e não pode ser perdoada em nenhuma circunstância.&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Laura Schlessinger é uma personalidade do rádio americano que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show.</p>
<p>Recentemente ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levítico 18:22 e não pode ser perdoada em nenhuma circunstância. O texto abaixo é uma carta aberta para Dra Laura, escrita por um cidadão americano e divulgada na Internet.</p>
<blockquote cite="www.ateus.net"><p>&#8220;Cara Dra. Laura, Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeiro à  Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu show e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quanto posso. Quando alguém tenta defender o  homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente lhe lembro de que Levítico 18:22  afirma que isso é uma abominação. Fim do debate.</p>
<p>Eu preciso de sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leis  específicas e como segui-las:</p>
<p>a. Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levítico 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?</p>
<p>b. Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela?</p>
<p>c. Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levítico 15:19-24). O problema é: como eu digo isso a ela? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.</p>
<p>d. Levítico 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que  eu não posso possuir canadenses?</p>
<p>e. Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo mesmo?</p>
<p>f. Um amigo meu acha que, mesmo que comer moluscos seja uma abominação  (Levítico 11:10), é uma abominação menor que a homossexualidade. Eu não concordo. Você pode esclarecer esse ponto?</p>
<p>g. Levítico 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se  eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha  visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho?</p>
<p>h. A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levítico 19:27. Como eles devem morrer?</p>
<p>i. Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levítico 11:6-8), mas eu posso jogar futebol americano se usar luvas? (As bolas de  futebol americano são feitas com pele de porco).</p>
<p>j. Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levítico 19:19 plantando dois tipos  diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levítico 19:19 porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e  poliéster). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário  que eu chame toda a cidade para apedrejá-los (Levítico 24:10-16)? Nós não  poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada, como deve ser feito  com as pessoas que mantêm relações sexuais com seus sogros (Levítico 20:14)?</p>
<p>Eu sei que você estudou essas coisas a fundo. Então estou confiante de que  possa ajudar. Obrigado novamente por nos lembrar que a palavra de Deus é eterna  e imutável. Seu discípulo e fã ardoroso.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Fonte: <a href="http://www.ateus.net/" title="Link externo para Ateus.net" rel="external">www.ateus.net</a></p>
<p>Fonte do site acima mencionado: Sociedade da Terra Redonda.</p>
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		<title>Davi André Farias de Meneses: Um iletrado à frente de uma congregação racista</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jun 2007 12:29:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ele escreve <em>pacifismo</em> assim: “passifismo”. <em>Eram</em> ele escreve assim: “erão” (tenho os e-mails). Recentemente, num comentário a um artigo deste site, escreveu <em>nada</em> <em>a ver</em> desta forma: “nada haver”. Realmente, nada a ver.</p>
<p>Vê-se que é um iletrado, um ignorante,&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele escreve <em>pacifismo</em> assim: “passifismo”. <em>Eram</em> ele escreve assim: “erão” (tenho os e-mails). Recentemente, num comentário a um artigo deste site, escreveu <em>nada</em> <em>a ver</em> desta forma: “nada haver”. Realmente, nada a ver.</p>
<p>Vê-se que é um iletrado, um ignorante, um imbecil. Além disso, é um fascista que vive ameaçando pôr atrás das grades qualquer pessoa que faça a menor crítica a Israel, aos sionistas ou aos judeus.</p>
<p>Chefia uma congregação de uns sessenta otários em Campina Grande, na Paraíba. Ser liderado espiritualmente por semelhante asno é sem dúvida um sinal de idiotice. Se o chefe escreve “passifismo”, imagine de que são capazes os seguidores. É preciso ser muito otário para fazer parte da congregação de Davi André Farias de Meneses.</p>
<p>Davi e seus seguidores são “judeus messiânicos”. Ou seja, acreditam que Jesus Cristo foi o messias, mas acham que ele veio somente para os judeus. Baseiam-se num versículo bíblico que diz: “Não vim senão para as ovelhas perdidas da Casa de Israel”. Como se sabe, a Bíblia é pau pra toda obra; lá se encontra material para qualquer tipo de construção.</p>
<p>O judaísmo messiânico é uma das maiores barbaridades religiosas de todos os tempos. Para o judeu messiânico, o não-judeu pode converter-se, mas passa a fazer parte de um grupo separado, de status inferior. A congregação propriamente dita, a “elite”, é exclusiva dos judeus. Já viram racismo maior? Se o judaísmo convencional já é racista, por causa do conceito bárbaro de “povo eleito”, o judaísmo messiânico é ainda mais repulsivo, por ser mais discriminatório.</p>
<p>As duas formas de judaísmo, a que não reconhece Jesus como o messias e a que reconhece mas o toma para si, são frontalmente contrárias ao cristianismo. Mesmo assim, espantosamente, os evangélicos fundamentalistas brasileiros e norte-americanos têm verdadeira veneração por Israel e pelos judeus. Veneram aqueles que consideram Jesus um farsante e impostor e aqueles que acham que Jesus veio somente para uma etnia, só para eles, não para os católicos e evangélicos. Vá entender.</p>
<p>Embora sejam poucos, os sessenta otários de Davi Meneses têm sido uma séria ameaça à liberdade de expressão na Paraíba. Descobriram o <em>De Olho na Mídia</em> por meio de um contato do asno Davi com o site <em>Mídia sem Máscara</em>, do ultradireitista Olavo de Carvalho, babão de Israel.. E estão usando essas conexões para tentar, às vezes com sucesso, reprimir as vozes anti-Israel na Paraíba. Estou processando a Federação Israelita do Estado de S. Paulo, mantenedora do <em>De Olho na Mídia</em>. O processo até aqui está indo bem. Acho que cabe um processo também contra o asno Davi e sua congregação de sessenta idiotas. E, se ele reclamar que eu o teria ofendido, eu tenho todos os e-mails guardados e tenho a gravação de seu site com inúmeras ofensas pessoais a mim.</p>
<p>Podem vir quentes, babacas. Podem vir quentes que eu estou fervendo.</p>
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		<title>O rabino que roubava gravatas</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Mar 2007 09:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Sobel]]></category>
		<category><![CDATA[judaísmo]]></category>
		<category><![CDATA[ladrão de gravatas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ele é a cara do judaísmo no Brasil. Quem não já o viu na televisão, com seu cabelinho chanel, seu solidéu e seu pesado sotaque norte-americano? Sempre ponderado, tentando mostrar o judaísmo e o sionismo como bonzinhos, contra todas as&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele é a cara do judaísmo no Brasil. Quem não já o viu na televisão, com seu cabelinho chanel, seu solidéu e seu pesado sotaque norte-americano? Sempre ponderado, tentando mostrar o judaísmo e o sionismo como bonzinhos, contra todas as evidências. Trata-se do rabino Henry Sobel, o mais ilustre representante no Brasil da religião e da cultura judaicas. Pois bem, o rabino Sobel acaba de ser preso em Palm Beach, na Flórida, Estados Unidos, por ter, confessadamente, roubado pelo menos quatro gravatas de grife em lojas de luxo. A prisão aconteceu no dia 23 de março e os poderosos sionistas conseguiram mantê-la oculta até o dia 29, quando não houve mais jeito: o Brasil ficou sabendo que seu judeu-mor é um reles ladrão de gravatas (<a href="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/themes/default-br/imagens/rabino.jpg" target="_blank" title="Clique aqui para ver a foto"><strong>veja foto do rabino Sobel</strong></a>).</p>
<p>E agora, meus caros inimigos sionistas? O que é que vocês vão dizer em casa? Com que cara vocês vão aparecer por aqui vociferando contra minha humilde pessoa? Rá-Rá-Rá-Rá! Como diriam os portugueses, é um gozo em cuecas. Liderados por um ladrão de gravatas, vocês não têm moral para falar de ninguém. Ou vocês vão dizer que a culpa é do Irã, da Síria, do Hezbollah, do Hamas? Vão dizer que o rabino é vítima de uma conspiração anti-sionista? Ou vão dizer que o fantasma de Yasser Arafat encarnou no rabino para desmoralizá-lo? Liderados por um ladrão de gravatas, vocês são patéticos. E o site <em>De Olho na Mídia</em>, por que não publica uma linha sobre o vexame do rabino Sobel e, por tabela, de toda a comunidade judaica brasileira?</p>
<p>Se Lula fosse preso roubando gravatas, o PT ficaria desmoralizado (mais ainda). Se Serra fosse pego roubando gravatas, o PSDB ficaria desmoralizado. Se o papa fosse pego roubando gravatas, a Igreja Católica ficaria desmoralizada. Portanto, não me venham com abobrinhas: a comunidade judaica brasileira está desmoralizada sim, pois o rabino Sobel é seu líder desde os anos 70. O Brasil teve vários presidentes desde então, mas o rabino Sobel sempre lá, firme e forte, liderando a comunidade judaica brasileira. Um ladrão de gravatas!</p>
<p>Mas não é de surpreender, não é mesmo? Afinal, Israel é um Estado ladrão de terras e os sionistas acham muito normal. Se Israel pode roubar terras, pode invadir e bombardear países, pode derrubar casas que não lhe pertencem, pode matar, esfolar, torturar, por que um sionista não pode roubar umas gravatinhas? Os judeus podem tudo. Afinal, eles têm o Museu do Holocausto. E ninguém tem o direito de dizer nada, não é mesmo? Cala-te boca.</p>
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