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	<title>Múltiplos Universos - Blog do Gilson Gondim &#187; Palestina</title>
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		<title>A História Oculta do Sionismo</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 23:28:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><a rel="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/livro.jpg" href="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/livro.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-772    alignleft" title="Israel" src="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/livro.jpg" alt="" width="173" height="154" /></a></p>
<p>O livro <em>A História Oculta do Sionismo</em>, escrito por Ralph Schoenman e publicado no Brasil pela Editora Sundermann (<a href="http://www.editorasundermann.com.br/">www.editorasundermann.com.br</a>) é uma obra reveladora que todos deveriam ler. Abaixo, um trecho do livro para a apreciação dos visitantes do&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/livro.jpg" href="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/livro.jpg" target="_blank"><img class="size-full wp-image-772    alignleft" title="Israel" src="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2012/01/livro.jpg" alt="" width="173" height="154" /></a></p>
<p>O livro <em>A História Oculta do Sionismo</em>, escrito por Ralph Schoenman e publicado no Brasil pela Editora Sundermann (<a href="http://www.editorasundermann.com.br/">www.editorasundermann.com.br</a>) é uma obra reveladora que todos deveriam ler. Abaixo, um trecho do livro para a apreciação dos visitantes do nosso site. Esse trecho está entre as páginas 157 e 160. Boa leitura, se é que se pode dizer isso a respeito de palavras tão chocantes.</p>
<p><strong>O caso de Ghassan Harb</strong></p>
<p>Ghassan Harb, intelectual palestino de 37 anos, jornalista do importante diário árabe <em>Al Fajr</em>, foi detido em 1973. Soldados israelitas e dois agentes à paisana o levaram de sua casa para a cadeia de Ramallah, onde o prenderam durante 50 dias. Durante esse tempo não o interrogaram nem fizeram nenhuma acusação contra ele. Foi-lhe negado qualquer contato com a família ou com advogados.</p>
<p>Depois de 50 dias foi levado, com a cabeça coberta por um saco, a um local desconhecido. Lá ele recebeu prolongadas surras: “me esbofeteavam por quinze, vinte minutos”.</p>
<p>Nu e com um saco na cabeça, ele foi enfiado à força num espaço estreito. Ele começou a sufocar. Esfregando a cabeça contra a “parede”, ele conseguiu tirar o saco da cabeça e percebeu que estava enfiado num compartimento parecido com um armário, que tinha cerca de 60 cm por 150 cm.</p>
<p>Ele não podia se sentar nem ficar de pé. O chão era de cimento e com pedras pontiagudas, em intervalos irregulares. As pedras “eram agudas e afiadas” e tinham 1,5 cm de altura. Ghassan Harb não podia se apoiar nelas sem sentir dor. Ele tinha de se apoiar numa perna e, no instante seguinte, na outra, repetindo esse movimento continuamente. Na primeira sessão, ele foi mantido no caixote por quatro horas.</p>
<p>Então o obrigaram a engatinhar sobre pedras afiadas enquanto quatro soldados o espancavam durante uma hora. Depois de ser interrogado, Ghassan foi colocado de volta na cela e recomeçou o tratamento: espancado, desnudado, e forçado a rastejar para dentro de uma casinha de cachorro de 60 centímetros e, depois, para o “armário”. À noite, enfiado no armário, ouvia gemidos de presos: “Oh, meu estômago! Vocês estão me matando”.</p>
<p>O relatório de horrores de Ghassan Harb foi corroborado por quatro pessoas em separado. Mohammed Abu-Ghabiyr, sapateiro de Jerusalém, descreveu o mesmo pátio de pedras afiadas e canil. Jamal Freitha, um trabalhador de Nablus, descreveu o “armário” como uma “geladeira” com as mesmas dimensões. Tinha o “chão de cimento com pequenos montinhos com pontas muito afiadas como se fossem pregos”.</p>
<p>Kaldoun Abdul Haq, proprietário de uma empresa de construção de Nablus, também descreveu o pátio e o armário com o chão “coberto de pedras muito afiadas grudadas no cimento”. Abdul Haq foi pendurado pelos braços por um gancho no muro do pátio.</p>
<p>Husni Haddad, proprietário de uma fábrica em Belém, foi obrigado a se arrastar e engatinhar pelo pátio, sobre a superfície cortante, enquanto era chutado. Seu caixote também tinha “um chão com pontas como polegares, mas afiados”.</p>
<p>Ghassan Harb foi solto depois de dois anos e meio, sem ter sido acusado de nenhum delito, nem ter sido levado aos tribunais. Sua advogada, Felicia Langer, conseguiu levar o seu caso de maus tratos à Suprema Corte israelita. Na audiência não se fez nem se admitiu nenhuma declaração completa e nem sequer testemunhas foram convocadas. O Tribunal negou sumariamente qualquer acusação de tortura.</p>
<p><strong>O caso de Nader Afouri</strong></p>
<p>Nader Afouri era um homem forte, cheio de vida, campeão de levantamento de pesos da Jordânia. Quando o soltaram, em 1980, depois de sua quinta prisão, ele não conseguia mais ver, ouvir, falar, andar nem controlar suas funções fisiológicas. Entre 1967 e 1980, Nader Afouri ficou detido administrativamente durante dez anos e meio. Apesar do tratamento brutal que infligiram a Nader durante suas cinco prisões, as autoridades israelitas não conseguiram arrancar nenhuma confissão nem apresentar nenhuma prova para que ele fosse levado a julgamento.</p>
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		<title>Contra os judeus, nada. Contra Israel, tudo.</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 02:09:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Contra os judeus como etnia eu não tenho nada. Contra o judaísmo como religião eu tenho o repúdio ao conceito de que há um povo escolhido por Deus. Acho que se Deus existir, e for bom e justo, ele não tem um povo escolhido. Contra o livro sagrado do judaísmo (o Velho Testamento dos cristãos) eu tenho a repulsa aos massacres que são ordenados e abençoados pelo deus Iavé (“passareis no fio da espada tudo aquilo que respire”), como também aos apedrejamentos que ali são ordenados pela mesma divindade (contra, por exemplo, mulheres adúlteras, filhos rebeldes, apóstatas, blasfemadores, idólatras etc.).</p>
<p>Gosto muito de alguns judeus, como Marx, Freud, Woody Allen, Sacha Baron Cohen etc. Os judeus têm dado uma grande contribuição às ciências e às artes, como se pode ver pelo número de judeus ganhadores do Prêmio Nobel.</p>
<p>A mesma simpatia não posso, porém, ter pelo Estado de Israel e por seus defensores, os sionistas. No que se refere a Israel, a sordidez impera. Em primeiro lugar, Israel é um Estado construído sobre terras roubadas há poucas décadas. Segundo, Israel continua roubando terras, por meio das famigeradas colônias judaicas em terras palestinas. Terceiro, Israel discrimina os palestinos, canalizando para as colônias a maior parte dos recursos da região, como água e eletricidade, em detrimento da maioria palestina. Quarto, Israel é um Estado praticante da tortura, que seus defensores chamam, eufemisticamente, de “pressão física”. Quinto, Israel pratica as abomináveis punições coletivas, proibidas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, castigando famílias (com a derrubada de casas, por exemplo) por atos de indivíduos. Sexto, Israel comete massacres contra os palestinos e os libaneses, bombardeando maciçamente populações civis e causando milhares de mortes, mutilações e deformações, inclusive com armas proibidas pela legislação internacional, como o famigerado fósforo branco, capaz de queimar a carne até o osso, arma que Israel usou contra os palestinos da Faixa de Gaza em 2009, tendo sido condenado pela ONU por causa disso e dos ataques em si. Sétimo, Israel construiu um muro não sobre a fronteira com os territórios palestinos ocupados, mas dentro de território palestino, separando famílias e barrando o acesso de palestinos a serviços como hospitais e postos de saúde. Oitavo, Israel tem barrado sistematicamente todas as tentativas de se criar um Estado palestino, privando este sofrido povo de um direito inalienável. Por todos estes motivos e por razões como estas, não se pode deixar de considerar Israel um Estado fascista, nazista, racista, criminoso, assassino, genocida. Uma aberração. E seus defensores defendem cinicamente o indefensável, agindo como uma corja nojenta e uma escória da humanidade.</p>
<p>* * *</p>
<p>Depois de todas as protelações e procrastinações possíveis por parte da Federação Israelita do Estado de São Paulo, meu processo por danos morais e direito de resposta contra a FISESP encontra-se concluso com o juiz para sentença.</p>
<p>* * *</p>
<p>Em represália a meu processo contra a Federação Israelita do Estado de São Paulo, o movimento sionista conseguiu que o Ministério Público da Paraíba representasse contra mim por suposto racismo. Antes houve um inquérito na Polícia Civil de São Paulo, cujo papiloscopista acabou sendo minha principal testemunha de defesa, ao definir oficialmente meus comentários como de caráter antissionista, o que de fato eles são (ao contrário do antissemitismo, o antissionismo não é crime, por ser a oposição a uma ideologia política, o sionismo, e a uma entidade política, o Estado de Israel).</p>
<p>A primeira audiência do processo aconteceu no dia 30 de maio, tendo sido ouvidas duas testemunhas de defesa (não há testemunhas de acusação). A próxima audiência será no dia 30 de agosto, quando será ouvida uma terceira testemunha e eu serei inquirido. Depois, deverá haver algumas perícias requeridas pelo meu advogado. Sentença de primeira instância, provavelmente só em 2012. E aí poderá haver os embargos de declaração, os agravos de instrumento, os recursos, apelações etc. No banco dos réus junto comigo está sentado o Estado de Israel com todas as suas atrocidades merecedoras de repúdio veemente, de repulsa indignada, de indignação manifesta. Estou tranquilo.</p>
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		<title>Israel mostra mais uma vez ao mundo que é um Estado terrorista e assassino</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 19:54:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Está causando nojo e revolta no mundo inteiro o ataque vil, covarde, sanguinário e criminoso do Estado de Israel contra uma flotilha de seis barcos pacíficos e desarmados, que levavam ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, que ainda vive as misérias do genocídio cometido por Israel em janeiro de 2009, quando pereceram quase 1.500 civis palestinos e inúmeros outros ficaram gravemente feridos. No ataque aos barcos morreram nove ou dez pessoas e mais de trinta ficaram feridas. Horror. Pavor. Terror. Sangue inocente derramado pelas SS de Binyamin Netanyahu.</p>
<p>Eis as manchetes da <strong>Folha de S. Paulo:</strong></p>
<p>ISRAEL ATACA BARCO HUMANITÁRIO E CAUSA PROTESTOS PELO MUNDO.</p>
<p>ISRAEL MATA 9 AO PARAR NAVIO RUMO A GAZA &#8212; GOVERNO AFIRMA QUE SOLDADOS AGIRAM EM LEGÍTIMA DEFESA AO ATIRAR EM ATIVISTAS QUE LEVAVAM AJUDA HUMANITÁRIA.</p>
<p>BRASIL CHAMA EMBAIXADOR PARA COBRAR EXPLICAÇÕES.</p>
<p>&#8220;NÃO PODERÍAMOS TER FICADO MAIS CHOCADOS&#8221;, DIZ CHANCELER AMORIM.</p>
<p>Manchetes de <strong>O Globo</strong>:</p>
<p>MUNDO CONDENA ISRAEL POR ATAQUE A FROTA HUMANITÁRIA.</p>
<p>NOVE ATIVISTAS SÃO MORTOS, E PROTESTOS APROFUNDAM ISOLAMENTO DO PAÍS.</p>
<p>CLAMOR MUNDIAL CONTRA ISRAEL.</p>
<p>ISRAEL PERDE ALIADO MUÇULMANO ESTRATÉGICO (TURQUIA).</p>
<p>GRUPO DE NOTÁVEIS CHAMA ATAQUE DE INDESCULPÁVEL.</p>
<p>Manchetes de <strong>O Estado de S. Paulo</strong>:</p>
<p>ISRAEL ATACA BARCOS CIVIS, MATA 10 E CAUSA REPÚDIO MUNDIAL.</p>
<p>EM ÁGUAS INTERNACIONAIS: ATAQUE DE ISRAEL A FLOTILHA HUMANITÁRIA DEIXA 10 MORTOS E REVOLTA O MUNDO.</p>
<p>SEGUNDO TURQUIA, AÇÃO DE ISRAEL FOI TERROR DE ESTADO.</p>
<p>ATAQUE EXIGE RESPOSTA DA ONU, AFIRMA AMORIM.</p>
<p>Precisa dizer mais?</p>
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		<title>Um ano depois: relembrando o genocídio de Gaza</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 13:33:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><a href="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/terrorismo_de_israel.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-446" title="terrorismo_de_israel" src="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/terrorismo_de_israel.jpg" alt="terrorismo_de_israel" width="394" height="517" /></a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/terrorismo_de_israel.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-446" title="terrorismo_de_israel" src="http://multiplosuniversos.com.br/site/wp-content/uploads/2010/01/terrorismo_de_israel.jpg" alt="terrorismo_de_israel" width="394" height="517" /></a></p>
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		<title>Missão da ONU acusa Israel de castigar população da faixa de Gaza</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 20:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><strong>Notícia publicada originalmente na Folha Online </strong></p>
<p>Uma comissão do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) acusou Israel de ter cometido crimes de guerra na grande operação lançada pelo Estado no território palestino da faixa de&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Notícia publicada originalmente na Folha Online </strong></p>
<p>Uma comissão do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) acusou Israel de ter cometido crimes de guerra na grande operação lançada pelo Estado no território palestino da faixa de Gaza, entre dezembro e janeiro passados. O documento traz diversas denúncias contra militares israelenses, porém pondera que o lançamento de foguetes pelos insurgentes palestinos &#8211;que motivaram a operação, segundo o governo de Israel&#8211; também configura crime de guerra. </p>
<p><a href="http://www2.ohchr.org/english/bodies/hrcouncil/specialsession/9/docs/UNFFMGC_Report.pdf" rel="external">Leia a íntegra do relatório da ONU (em inglês) </a></p>
<p>O relatório, apresentado em Nova York pelo juiz sul-africano Richard Goldstone, o presidente da missão de quatro pessoas que foi encarregada da investigação, afirma que a operação da Israel foi contra &#8220;o povo de Gaza em conjunto&#8221; e seguiu &#8220;uma política de castigo&#8221;. </p>
<p>&#8220;Israel não adotou as precauções requeridas pelo direito internacional para limitar o número de civis mortos ou feridos nem os dados materiais&#8221;, acrescentou. O documento afirma que o disparo de fósforo branco &#8211;que causa queimaduras severas e problemas respiratórios- e o uso de artilharia altamente explosiva foram violações à lei humanitária. </p>
<blockquote><p>Ali Ali/Efe   </p>
<p>Meninos palestinos caminham entre escombros de edifício destruído na ofensiva de Israel contra a faixa de Gaza </p></blockquote>
<p>No seu levantamento, os funcionários da ONU observam ainda que os militares israelenses usaram &#8216;a força de maneira desproporcional&#8217; contra civis palestinos, com o bombardeio de armazéns de alimentos, zonas residenciais, fábricas e equipamento de tratamento de água. &#8216;Pelos fatos analisados, a missão acha que essas destruições tinham como objetivo negar a subsistência da população civil&#8217;. </p>
<p>Como exemplos a missão cita um ataque à localidade de Zeitoun, no sul da Cidade de Gaza, contra um imóvel no qual os próprios soldados israelenses tinham colocado civis palestinos e outros sete casos de civis palestinos baleados ao deixar as suas casas correndo em busca de abrigo. Essas vítimas, ainda segundo o relatório, frequentemente levavam bandeiras brancas e, às vezes, agiram sob instrução dos israelenses. </p>
<p>O relatório traz o testemunho de um oficial de inteligência palestino, de 39 anos, segundo o qual ele foi obrigado a andar à frente dos militares israelenses enquanto eles revistavam sua casa e a ficar de cuecas na frente dos soldados ao lado do filho, que foi obrigado a ficar nu. </p>
<p>&#8216;Se levarmos em conta o planejamento que ocorreu e o uso da melhor tecnologia disponível para executar esses planos, além da declaração do Exército israelense de que não existiram erros, a missão conclui que os incidentes e os padrões de conduta analisados no relatório são o resultado de decisões políticas deliberadas&#8217;, acusa a missão da ONU. </p>
<p>O texto &#8211;que possui 575 páginas&#8211; afirma que Israel &#8220;cometeu crimes de guerra e, possivelmente, contra a humanidade&#8221;, mas também afirma existirem provas de que os grupos armados palestinos cometeram esses mesmos crimes ao disparar foguetes contra as cidades do sul de Israel sem distinguir entre alvos civis e militares. </p>
<p>Quase 1.400 palestinos e 13 israelenses morreram durante os enfrentamentos, entre 28 de dezembro de 2008 e 18 de janeiro, quando Israel invadiu Gaza com o argumento de tentar deter o lançamento de mísseis, por parte do Hamas, contra seu território. </p>
<p>Outro lado </p>
<p>O governo de Israel, que se recusou a colaborar com a investigação da ONU, criticou o que considera uma predisposição da missão a atacar o Estado hebraico, mas afirmou que &#8220;lerá todo o relatório com cuidado&#8221;. </p>
<p>&#8220;O mandato da missão e a resolução que a estabeleceu previram o resultado de qualquer investigação; deu legitimidade à organização terrorista do Hamas e desconsiderou a tática deliberada do Hamas de usar civis palestinos para encobrir ataques terroristas&#8221;, afirmou o Ministério de Relações Exteriores de Israel, em comunicado enviado à missão israelense situada na ONU de Genebra. </p>
<p>O comunicado ressalta que Israel já  examinou mais de cem denúncias de más condutas das forças durante a operação em Gaza e que elas já resultaram em 23 investigações criminais. </p>
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