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	<title>Múltiplos Universos - Blog do Gilson Gondim &#187; Plano Real</title>
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	<description>O Múltiplos Universos é o site do Gilson Gondim, que escreve sobre diversos assuntos polêmicos relacionados à Bíblia, contradições da Bíblia, Israel, política, eleições americanas, judeus, sionismo e assuntos diversos.</description>
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		<title>Serra numa boa</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 18:31:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>As coisas estão andando muito bem para o candidato José Serra. De repente Serra apareceu prontíssimo: com dois slogans ótimos, um jingle maravilhoso e um discurso extremamente adequado à conjuntura.</p>
<p>Os dois slogans são &#8220;O Brasil Pode Mais&#8221; e &#8220;O&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As coisas estão andando muito bem para o candidato José Serra. De repente Serra apareceu prontíssimo: com dois slogans ótimos, um jingle maravilhoso e um discurso extremamente adequado à conjuntura.</p>
<p>Os dois slogans são &#8220;O Brasil Pode Mais&#8221; e &#8220;O Brasil Não Tem Dono&#8221;. São uma forma de fazer oposição a Lula sem fazer oposição a Lula. É como se ele dissesse: &#8220;Tudo bem, Lula fez umas coisas boas. Mas o Brasil pode mais&#8221;. &#8220;Tudo bem, Lula fez umas coisas boas, mas não é o dono do Brasil, não pode escolher qualquer um ou qualquer uma para sucedê-lo. O povo escolhe, não o Lula&#8221;.</p>
<p>O jingle, que ouvi em primeiríssima mão pela Internet, é uma obra-prima. Fala direto ao coração da pessoa comum e dá uma sensação de intimidade com o candidato. É gostosinho de ouvir e cantar e tem um refrão pegajoso, no bom sentido. Fala do currículo do candidato e de seu preparo sem botar banca, sem parecer arrogante. E expõe a inexperiência, obscuridade e malevolência da adversária sem nem de longe mencioná-la. Vai ser um hit no horário eleitoral da televisão e do rádio.</p>
<p>Quanto ao discurso, mostra que o Brasil não foi fundado em 2003, que as conquistas do país são o resultado de 25 anos de estabilidade democrática, começando com a eleição de Tancredo Neves e passando pela Constituinte, pela volta das eleições diretas, pelo impeachment de Collor, pelo governo Itamar Franco, pelo Plano Real, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, pelo início dos programas sociais com Dra. Ruth Cardoso&#8230; Como bem apontou Aécio Neves, o PT foi contra quase tudo isso: expulsou seus três deputados que votaram em Tancredo Neves, recusou-se a assinar a Constituição de 88, tem hoje o apoio de Collor, rejeitou o governo Itamar Franco, fez oposição ao Plano Real, votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal&#8230; E agora se beneficia de tudo isso. Como bem disse Serra, não foi obra de um só homem nem de um só partido ou coligação. Foi obra de um país, um país que pode mais.</p>
<p>* * *</p>
<p>Enquanto isso, um dilúvio caiu sobre Dilma Rousseff e seus aliados no Rio de Janeiro, desamparado diante das chuvas porque o ministro lulista Geddel Vieira Lima mandou 80% das verbas da Defesa Civil para a Bahia, onde é candidato a governador pelo PMDB. 200 e tantos mortos, contra 78 em São Paulo no início do ano, e o feitiço virando contra o feiticeiro, já que tinham usado as chuvas de São Paulo contra Serra.</p>
<p>* * * </p>
<p>Para completar, o início de campanha pós-governo de Dilma Rousseff tem sido desastroso. Em Minas, fez uma visita demagógica ao túmulo de Tancredo Neves, que pegou muito mal, tendo inclusive sido repudiada pela família. Pregou uma dobradinha com o candidato de Aécio ao governo, indignando o PMDB mineiro, que imediatamente, em represália, pregou uma dobradinha com Serra. Agora, Dilma ofende os exilados durante o regime militar, cahamando-os de &#8220;covardes&#8221; para atingir Serra, mas atingindo inúmeros de seus aliados e provocando uma indignação geral.</p>
<p>* * *</p>
<p>A &#8220;pesquisa&#8221; Sensus não vai mostrar o quadro real porque, assim como as &#8220;pesquisas&#8221; Vox Populi, é comprada e não tem nenhuma credibilidade. O Sensus e o Vox Populi são empresas Dilmentirosas. Mas depois virão pesquisas Ibope e Datafolha. E um dia virão as eleições. E um dia ficará claro para todos que Serra está numa boa.</p>
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		<title>FHC chama Lula de mentiroso e parte para a briga.</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 14:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publica artigo denominado &#8220;Sem medo do passado&#8221;, nos principais jornais dominicais:</p>
<p>O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publica artigo denominado &#8220;Sem medo do passado&#8221;, nos principais jornais dominicais:</p>
<p>O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.</p>
<p>Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira? </p>
<p>A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês&#8230;). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo. </p>
<p>Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados&#8230; O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado. Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país</p>
<p>Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.</p>
<p>Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010. “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.</p>
<p>O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.</p>
<p>Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores. </p>
<p>É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).</p>
<p>Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer. </p>
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