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	<title>Múltiplos Universos - Blog do Gilson Gondim &#187; PMDB</title>
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	<description>O Múltiplos Universos é o site do Gilson Gondim, que escreve sobre diversos assuntos polêmicos relacionados à Bíblia, contradições da Bíblia, Israel, política, eleições americanas, judeus, sionismo e assuntos diversos.</description>
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		<title>Acertos, “acertos”, erros e “erros” nas pesquisas eleitorais</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 11:09:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Faltavam poucos dias para a eleição paraibana de 1986. Encontrei-me casualmente com Silvio Osias, então editor da TV Cabo Branco, hoje editor do jornal A União. Naquela época não havia ainda divulgação de pesquisas de intenção de voto na Paraíba. Silvio me perguntou se eu tinha conhecimento de alguma pesquisa para consumo interno do PMDB, partido ao qual eu era filiado e do qual o meu pai era um dos líderes na Paraíba. Eu disse a ele que sim, havia uma pesquisa: “Burity está eleito governador, com grande maioria sobre Marcondes Gadelha. E o PMDB faz também os dois senadores, Humberto Lucena e Raimundo Lira”. Silvio ficou estupefato com a previsão de que o ex-governador Wilson Braga, do PFL, perderia a eleição de senador para Raimundo Lira, um novato na política. Que Burity e Humberto Lucena seriam eleitos, ele achava normal. Mas Lira?! Braga derrotado numa eleição de senador que tinha duas vagas?! Silvio não acreditou. Pois Raimundo Lira não só foi eleito, como ficou com a primeira vaga de senador, com mais votos do que o veterano Humberto Lucena. Desde então, Silvio Osias passou a ver as pesquisas de intenção de voto com reverência quase religiosa.</p>
<p>Quatro anos depois, no entanto, o Ibope iniciou uma trajetória de erros ou “erros” (sem aspas, involuntários; com aspas, propositais) em eleições paraibanas. Wilson Braga, então no PDT, era dado como vitorioso já no primeiro turno, para o governo do Estado, e Marcondes Gadelha, do PFL, aliado de Braga, era tido como folgadamente vitorioso na eleição para o Senado, contra o peemedebista Antônio Mariz. A segunda previsão muito me angustiava, pois eu era um marizista roxo e sabia que a candidatura de Mariz ao governo em 1994 dependia de sua eleição como senador. O Ibope deu Marcondes Gadelha à frente até a pesquisa de boca de urna, quando Mariz apareceu três pontos à frente. Pois bem: Mariz ganhou a eleição com 18 pontos de maioria, resultado totalmente incompatível com a pesquisa de boca de urna. Braga não foi eleito no primeiro turno, ao contrário do que previa o Ibope, e acabou folgadamente derrotado na segunda votação. Erro ou “erro”? Neste caso acredito em “erro”: o instituto estava a serviço da coligação PDT-PFL.</p>
<p>Naquele mesmo ano de 1990, o Ibope “acertou” em Pernambuco e na Bahia, prevendo corretamente as eleições em primeiro turno dos pefelistas Joaquim Francisco e Antônio Carlos Magalhães (ACM), candidatos aos governos de Pernambuco e Bahia, respectivamente. Mas foi um “acerto” entre aspas, porque o Ibope dava a Joaquim Francisco e ACM índices próximos de 60% dos votos válidos, e eles foram eleitos com cerca de 51% dos votos válidos. Estranhamente, o altíssimo número de votos brancos e nulos só tirou votos de um lado e não foi captado pelas pesquisas. Erro ou “erro”? A verdade é que as pesquisas distorcidas ajudaram a eleger Joaquim Francisco e ACM, pois semearam o desânimo e o derrotismo nas hostes adversárias.</p>
<p>Voltando à Paraíba, aconteceu algo curioso na eleição para governador em 2002: o Ibope errou no primeiro turno, prevendo a eleição de Cássio Cunha Lima, do PSDB, sem a necessidade de segundo turno, e acertou na segunda rodada, ao prever a vitória do mesmo Cássio, com índices corretos para os dois candidatos. Já a empresa Consult acertou no primeiro turno, praticamente na mosca, e errou no segundo turno, ao prever o triunfo do peemedebista Roberto Paulino. O Ibope riu por último na Paraíba em 2002. E riu por último também em 2006, acertando as vitórias de Cássio Cunha Lima no primeiro e no segundo turnos, dentro das margens de erro.</p>
<p>Nas eleições presidenciais brasileiras, desde 1989, o Ibope e o Datafolha têm acertado. Já o Vox Populi e o Sensus erraram feio no primeiro turno de 2006, atribuindo a Alckmin, já na véspera da eleição, em torno de 30% dos votos, quando ele teve 41% dos votos válidos. Neste ano de 2010, há grande discrepância entre o Ibope e o Datafolha, de um lado, e o Sensus e o Vox Populi, do outro. Tendo um histórico de acertos em eleições presidenciais, o Ibope e o Datafolha levam clara vantagem no confronto contra institutos que erraram tão grosseiramente em 2006. Sendo assim, o Jornal Nacional, que não é mais a máquina de manipulação que foi em 89, decidiu só divulgar pesquisas Ibope e Datafolha, ignorando o Vox Populi e o Sensus.</p>
<p>Se dermos uma olhada na suposta ultrapassagem de Dilma Rousseff na mais recente “pesquisa” Vox Populi, veremos motivos fortes para desconfiança. Em primeiro lugar, há uma clara distorção pró-Dilma nos bairros selecionados na cidade de São Paulo. Estavam na pesquisa anterior e caíram fora nesta, por exemplo, os bairros de Perdizes e Bela Vista, redutos tucanos. Estavam na anterior e continuaram nesta, por exemplo, os bairros de Jardim Ângela e Grajaú, redutos petistas (não confundir com o Grajaú do Rio de Janeiro). Municípios que são redutos lulistas, como Serra Talhada (PE), Crateús (CE), Marizópolis (PB) e Tibau (RN), aparecem pela terceira vez consecutiva na “pesquisa” Vox Populi, repetição que é totalmente desaconselhada pelos estudiosos do assunto. Segundo o Vox Populi, Serra teria ampliado sua vantagem no Sul de quatro para 14 pontos. A diferença pró-Dilma no Nordeste teria se mantido estável, com oscilação de um ponto. E toda a reviravolta teria acontecido no Sudeste, com Serra caindo nove pontos e Dilma subindo oito, num deslocamento de 17 pontos percentuais em quatro semanas. Qual seria a causa de tamanha reviravolta? Os comerciais do PT? Mas por que os comerciais do PT não teriam ajudado Dilma no Nordeste e no Sul, apenas no Sudeste? É evidente que há distorções e maquiagens nesta “pesquisa”. Neste caso, não são apenas os erros e acertos que devem vir entre aspas, mas a própria “pesquisa” e o próprio “instituto”. O Vox Populi e o Sensus têm, nesta eleição, a função de se contrapor às más notícias (más para os petistas e seus aliados) que vêm do Datafolha e do Ibope, dando injeções de ânimo na militância, nos aliados e nos doadores. O Sensus e o Vox Populi não são institutos de pesquisa, mas instrumentos de campanha. Sob as barbas do TSE.</p>
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		<title>Saída de Ciro fortalece Serra</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 14:31:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>No Ibope, a vantagem de Serra, com Ciro na disputa, é de 7 pontos percentuais. Sem Ciro, a vantagem sobe para 8 pontos.</p>
<p>No Datafolha, a vantagem de Serra, com Ciro disputando, é de 10 pontos percentuais. Sem ele, a diferença sobe pra 12 pontos.</p>
<p>Fazendo uma média das duas pesquisas (as únicas com credibilidade), a diferença pró-Serra é de 8,5 pontos com Ciro e de 10 pontos sem ele.</p>
<p>Portanto, a saída de Ciro Gomes &#8212; forçada burramente por Lula &#8212; é ótima notícia para Serra. Marina tem 8 pontos no Ibope e 12 pontos no Datafolha. Está, portanto, com 10 pontos percentuais, o mesmo número da maioria de Serra sobre Dilma. Há, por conseguinte, um empate numérico entre Serra e a soma das duas, o que indica a possibilidade de vitória final tucana já no primeiro turno. Não é provável, porque entrarão os nanicos, que devem somar aí uns 3%. Serra tem que ampliar a diferença sobre Dilma uns 4 pontos para fechar no primeiro turno. Eu não aposto nisso, embora torça para que aconteça. Aposto na vitória de Serra com segundo turno.</p>
<p>O mais importante, por enquanto, é o efeito psicológico, sobre eleitores e contendores, de números mais folgados para José Serra nas pesquisas Ibope e Datafolha.</p>
<p>Obrigado, Lula, por ter jogado fora um aliado tão precioso quanto Ciro e por ter livrado Serra de um adversário, até inimigo, tão perigoso. Se Lula tivesse deixado Ciro se candidatar pelo PSB com o apoio do PDT e do PC do B, ele viria a ser o maior aliado de Dilma Burreff no segundo turno. Agora, ele não vai participar da campanha ou, no mínimo, vai fazer corpo mole. E de vez em quando vai dar suas alfinetadas em seus carrascos petistas e peemedebistas. José Serra agradece penhoradamente.</p>
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		<title>A matemática das vitórias de Serra e Maranhão</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 12:26:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gilson Gondim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p> Primeiro Serra. Imaginemos um segundo turno entre Serra e Dilma Rousseff. Dividamos o país em seis regiões eleitorais: Região Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Nordeste e Norte/Centro.</p>
<p>      Comecemos pelo Nordeste. Cerca de 29% do eleitorado&#8230;</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Primeiro Serra. Imaginemos um segundo turno entre Serra e Dilma Rousseff. Dividamos o país em seis regiões eleitorais: Região Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Nordeste e Norte/Centro.</p>
<p>      Comecemos pelo Nordeste. Cerca de 29% do eleitorado brasileiro. Acaba tendo menos peso, porque a abstenção é mais alta por aqui. Mas vamos considerar 29%, o que beneficia Dilma. No momento, pelo Datafolha, a vantagem dela em nossa região é de apenas quatro pontos percentuais. Neste quadro, o Nordeste não teria peso nenhum na eleição. Mas suponhamos que Dilma consiga aumentar sua vantagem nordestina para 15 pontos percentuais. Isso lhe daria, arredondando um pouco para cima, uma vantagem de 4,5 pontos percentuais no eleitorado nacional.</p>
<p>      Agora vamos para São Paulo. Em torno de 23% do eleitorado nacional. Serra não ganhará em São Paulo, no 2º turno (se houver), por menos de trinta pontos (65 a 35). Isso lhe dá uma vantagem de 6,9% em termos de eleitorado nacional. 6,9 – 4,5 = 2,4. Ou seja, a esta altura Serra está 2,4 pontos à frente.</p>
<p>      Vamos agora ao Rio de Janeiro (9% do eleitorado brasileiro, aproximadamente). As pesquisas (ou “pesquisas”) mais favoráveis a Dilma dão empate entre ela e Serra no Rio. Mas digamos que ela vença lá por dez pontos percentuais. Isto representa 0,9 sobre o eleitorado nacional. A maioria de Serra cai para 1,5.</p>
<p>      Chegamos a Minas (10% do conjunto). Serra está vencendo lá por 16 pontos percentuais. Suponhamos que tal diferença caia para 10 pontos. A supremacia nacional de Serra sobe para 2,5.</p>
<p>      Norte/Centro (em torno de 15% do eleitorado do país). Segundo o Datafolha, Serra vence lá por 11 pontos. Digamos que haja um empate. A diferença permanece em 2,5.</p>
<p>      Finalmente, nosso avião pousa na Região Sul (14%). Serra ganha lá hoje por 22 pontos, conforme o Datafolha. Imaginemos que Dilma consiga reduzir essa diferença para 15 pontos, o que representará 2,1 pontos no conjunto.</p>
<p>      Mesmo com todas as suposições favoráveis a Dilma que fizemos (grande ampliação da vantagem no Nordeste, significativa redução da desvantagem no Sul, vitória por dez pontos no Rio de Janeiro, empate no Norte/Centro, redução da desvantagem em Minas), ela perde o segundo turno por 4,6 pontos percentuais, isto é, 52,3 a 47,7% dos votos válidos. Estimo que, na pior das hipóteses para Serra, ele será eleito no segundo turno (se houver) com algo em torno de cinco pontos percentuais de maioria. </p>
<p>* * *<br />
      Agora vamos ao caso da eleição paraibana, disputada entre o atual governador José Maranhão (PMDB) e o ex-prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho (PSB).</p>
<p>      Digamos que Coutinho vença por trinta pontos percentuais (65 a 35) em cada uma das duas maiores cidades do Estado (João Pessoa e Campina Grande). João Pessoa tem cerca de 17% do eleitorado paraibano. Campina tem em torno de 10%. As duas juntas somam, portanto, 27% do eleitorado da Paraíba, o que daria a Ricardo Coutinho 8,1 pontos percentuais de vantagem sobre Maranhão no conjunto do eleitorado paraibano.</p>
<p>      Caberia a Maranhão tirar essa vantagem nos 73% restantes do eleitorado. Que patamar de maioria no interior lhe seria necessário para conseguir isto? 11,5 pontos. Ora, sabe-se que a maioria maranhista no interior é muito maior do que 11,5%. Ele tem a máquina do Estado, a máquina do governo federal (já que o pessoal de Serra está com Ricardo Coutinho) e as máquinas da imensa maioria das prefeituras, inclusive nos municípios mais populosos. No interior (excluindo Campina Grande), Maranhão não terá menos de vinte pontos percentuais de vantagem sobre Coutinho. Isto significa que Maranhão deverá vencer a eleição por não menos que 6,5 pontos percentuais (sempre considerando os votos válidos).</p>
<p>      Sendo assim, podemos considerar decididas ambas as eleições: Serra será  o presidente da República e Maranhão continuará chefiando o governo da Paraíba. Quem viver verá. Aceito apostas. Meu e-mail é gmg.sacocheio@gmail.com</p>
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		<title>Olha o Gabeira aí, gente&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 11:01:53 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A Zona Sul do Rio de Janeiro ama Fernando Gabeira (PV) e o levou ao segundo turno da eleição municipal. Liberal até o fundo de suas células, cabeça do século 21 em corpo do século 20, Gabeira é a cara da Zona Sul. Se dependesse dela, ele teria liquidado a fatura no primeiro turno. Teve 59% dos votos válidos no Flamengo, 54% em Botafogo, 55% em Copacabana, 64% em Ipanema&#8230; Saiu-se bem ainda (embora muito menos) no Centro, na área mais rica da Zona Norte (a Tijuca) e no Fundão, bairro da Zona Norte onde fica o imenso campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro. E surpreendeu ao ficar em primeiro lugar em dois subúrbios típicos, Caxambi e Engenho de Dentro. Ah, ganhou também no Andaraí, começo da Zona Norte, e no Recreio dos Bandeirantes, praia poluída na Zona Oeste.</p>
<p>Mas quando você olha os resultados em Bangu, Olaria, Madureira, Campo Grande e todos aqueles nomes familiares para quem acompanha o futebol carioca desde o início da década de 70, como é o meu caso, a situação de Gabeira se complica. E quase todos os votos do terceiro colocado, o senador neopentecostal Marcela Crivella, da Igreja Universal do Reino de Deus, irão para o candidato do PMDB, Eduardo Paes. Gabeira deve pegar a grande maioria dos votos da quarta colocada, a ex-deputada federal Jandira Feghali, do PC do B, mesmo ela não o apoiando, por ser Gabeira opositor de Lula e ter como vice um filiado ao PSDB. Gabeira vai ter os votos dos Democratas e do PSOL e vai dividir o eleitorado petista, onde tem muitos admiradores, apesar da oposição a Lula.</p>
<p>As dificuldades são grandes, mas Gabeira tem chance, por encarnar o tradicional espírito de rebeldia e independência de grande parte do eleitorado carioca. Segundo o Blog do Noblat (<a href="http://www.blogdonoblat.com.br/" rel="external" target="_blank">www.blogdonoblat.com.br</a>), ele está apenas três pontos atrás do peemedebista Eduardo Paes, o candidato do governador vascaíno Sérgio Cabral Filho, conforme pesquisa para consumo interno do PMDB, que uma fonte passou a Noblat. Se o verde Gabeira conseguir 35% dos votos válidos nas Zonas Oeste e Norte, ganhar, mesmo que por pouco, na região central, e arrebentar na Zona Sul e na Barra da Tijuca (não confundir com a Tijuca), chegando a alguma coisa entre 75% e 80% dos votos válidos nessas duas regiões, ele será eleito. E aí a festa não vai ter hora&#8230;</p>
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